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‘Eles dormiram com a criança morta na cama’, diz delegada sobre pais suspeitos de assassinar filha de dois meses

21 abril 2017 | 7:10

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

“O mais absurdo é que eles dormiram com a criança morta na cama”. O relato da delegada Rosângela Sousa, titular da Delegacia de Itamaraju, no Sul da Bahia, ilustra um crime ocorrido no município na noite da última terça-feira (18), quando uma criança de apenas dois meses de idade foi supostamente assassinada pelos pais, que ainda dormiram na mesma cama com o bebê após o crime. Após denúncias de vizinhos, o casal Leandro Silva Santos, 26 anos, e Fabiana Rosa de Jesus, 21, foi preso em flagrante pela polícia nesta quarta-feira (19). Ao chegarem à residência do casal, na Travessa 13 de Maio (bairro Baixa Fria), os policiais encontraram a criança morta com marcas de violência no pescoço. A suspeita é que o bebê, Juliana de Jesus Santos, nascida no dia 14 de fevereiro deste ano, tenha sido estrangulada. O sepultamento ocorreu nesta quinta-feira (20), no município. A outra filha do casal, de dois anos, foi encontrada na residência com queimaduras no corpo e foi encaminhada ao Conselho Tutelar do município, que constatou marcas de violência doméstica e a criança ficou sob os cuidados de um familiar materno.

O resultado prévio do laudo realizado no corpo do bebê morto apresentou causa indeterminada para o falecimento. A delegada, agora, espera o resultado final, com prazo de 30 dias. “Vamos esperar o laudo definitivo e começar a ouvir os vizinhos. Vamos ouvir 15 testemunhas, entre familiares e vizinhos”, revela Rosângela. De acordo com a delegada, a suspeita inicial é que a mãe tenha asfixiado a criança. Além das marcas no pescoço do bebê, também foram encontradas marcas nos dedos da mãe. Familiares ouvidos contaram que Fernanda já ameaçava matar a criança, porque Leandro “dizia que a filha não era dele. Todos os ouvidos dizem que a mãe já falava em matar a filha. Ela (Fernanda) batia nas duas filhas”, relata a delegada, que diz ainda não saber os motivos de os vizinhos terem chamado a polícia: “Vamos começar a ouvir os vizinhos segunda-feira (24) para saber do histórico”. Pelos relatos dos familiares, a suspeita da delegada é que os pais tenham problemas mentais.

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