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Brumado: Moradora denuncia fala machista de vereador ‘Boca’ e expõe caso em carta pública

16 julho 2025 | 0:42

Brumado, no Sudoeste baiano, foi palco de um episódio que reacendeu o debate sobre respeito, ética e igualdade de gênero na política local. A moradora Marina Trindade divulgou nesta terça-feira (15) uma carta pública endereçada ao vereador Vanderley Lima Dias, conhecido como “Boca”, após ser alvo de uma fala considerada machista durante a sessão ordinária da Câmara Municipal realizada no dia anterior.

Segundo o relato da cidadã, a situação teve início a partir de um comentário feito por ela em um grupo de WhatsApp, onde, de forma respeitosa, expressou a opinião de que o vereador, por estar em seu segundo mandato, poderia estar chegando ao fim de seu ciclo político e retornar à sua função de agente de saúde. Contudo, na sessão desta segunda-feira (14), o vereador usou a tribuna da Casa Legislativa para, segundo Marina, desferir ataques pessoais e preconceituosos, com insinuações de cunho machista. “Sugeriu que eu deveria procurar uma trouxa de roupa para lavar”, escreveu ela em sua manifestação pública.

Na carta, Marina reforça que a crítica feita anteriormente não foi ofensiva, nem partiu para o campo pessoal. Em contrapartida, aponta que a fala do parlamentar foi desrespeitosa e incompatível com a conduta esperada de um representante público. “Lamentavelmente, sua reação demonstra despreparo emocional e uma confusão perigosa entre o poder que lhe foi concedido pelo voto e a vaidade pessoal”, afirma. A publicação repercutiu nas redes sociais e já mobiliza entidades ligadas à defesa dos direitos das mulheres e à ética na política. Nas ruas e em grupos da cidade, o assunto passou a ser comentado amplamente.

Diversos moradores expressaram solidariedade à autora da carta e cobraram posicionamento da Câmara de Vereadores. A fala atribuída ao vereador, segundo especialistas, se enquadra como violência simbólica e política de gênero, conforme previsto na Lei nº 14.192/2021, que estabelece normas para prevenir, reprimir e combater a violência política contra a mulher. Até o momento, nenhuma nota oficial foi divulgada pela presidência da Câmara de Brumado sobre o caso.

Não há informações se será instaurado um processo de apuração ou se o vereador responderá formalmente pelo ocorrido. A expectativa de movimentos sociais é de que a Casa Legislativa adote providências diante da gravidade da denúncia. Diversas lideranças locais já articulam uma manifestação em frente à Câmara na próxima sessão, marcada para quinta-feira (17), com o objetivo de pedir retratação pública e maior rigor em relação a comportamentos misóginos dentro do Legislativo. Leia a Carta Aberta abaixo:

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