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por Edgar Luz
Gilberto Gil se pronunciou publicamente contra as declarações feitas pelo padre Danilo César sobre a morte de Preta Gil, falecida em julho de 2025 em decorrência de um câncer colorretal. A fala do religioso, que ganhou repercussão nacional, associava o falecimento da cantora à sua fé em religiões de matriz afro-indígena.
A manifestação do cantor aconteceu de forma virtual durante um ato inter-religioso promovido pelo Ministério Público Federal (MPF) na Paraíba, realizado na última sexta-feira (06). O padre citado estava presente no auditório no momento da transmissão, mas não se pronunciou. Durante sua fala, Gil agradeceu a iniciativa do encontro e destacou o caráter reparador da ação:
“Nosso agradecimento pelo ato de reparação a essa agressão, que foi feita a esse ato de injustiça perpetrada contra nós, toda nossa família, nossos amigos, parentes. Minha satisfação pelo fato de que a reparação está sendo feita, de que o reconhecimento da agressão, da injustiça, está sendo feita”, afirmou.
O episódio ganhou força após a repercussão de uma fala do padre, feita durante uma missa transmitida ao vivo pelo YouTube, ainda em julho de 2025. Na ocasião, ele questionou a fé da família Gil ao comentar a morte da artista: “Gilberto Gil fez uma oração aos orixás, cadê esses orixás que não ressuscitaram Preta Gil? Já enterraram?”, disse.
Após a denúncia, Danilo César firmou um acordo com o MPF que resultou no arquivamento da responsabilização criminal. Em meio à repercussão, o bispo Dom Dulcenio Fontes de Matos, da Diocese de Campina Grande, responsável pela paróquia do sacerdote, divulgou uma carta reforçando o interesse institucional da Igreja no diálogo inter-religioso.