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Parceria entre Butantan e MSD garantirá produção nacional de terapia contra o câncer para o SUS

28 março 2026 | 0:02

Objetivo central da produção nacional é reduzir a dependência de importações. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O Instituto Butantan passará a produzir no Brasil o pembrolizumabe, um medicamento de alto custo essencial para o tratamento oncológico no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa é fruto de uma parceria estratégica com a farmacêutica MSD, viabilizada por um edital do Ministério da Saúde.

O objetivo central da produção nacional é reduzir a dependência de importações e garantir a sustentabilidade financeira do sistema público, que atualmente gasta cerca de R$ 400 milhões anuais para atender 1,7 mil pacientes.

Diferente da quimioterapia tradicional, o pembrolizumabe é uma imunoterapia que atua estimulando o próprio sistema imunológico do paciente a identificar e combater as células tumorais.

Essa abordagem tecnológica oferece uma alternativa com menor toxicidade e efeitos colaterais mais brandos para quem luta contra a doença.

Atualmente, o fármaco já é fornecido pela rede pública para casos específicos, como o melanoma metastático, mas a fabricação local deve facilitar o acesso e a logística de distribuição em todo o território nacional.

A expectativa é que o uso do medicamento seja ampliado significativamente nos próximos anos. A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) analisa a inclusão do remédio em protocolos para outros tipos de câncer, incluindo pulmão, esôfago, colo do útero e o agressivo câncer de mama triplo-negativo.

Com a aprovação dessas novas indicações e a produção em solo brasileiro, a estimativa é que o número de beneficiados salte dos atuais 1,7 mil para cerca de 13 mil pacientes atendidos anualmente pelo SUS.

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