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por Daniel Serrano
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demonstraram desconforto com a postura adotada pelo chefe do Executivo em relação ao senador Jaques Wagner (PT) durante a agenda cumprida em Salvador, na última quarta-feira (02).
De acordo com a revista Veja, auxiliares do Palácio do Planalto orientaram Lula, antes da viagem à Bahia, a manter uma distância protocolar do Wagner, que foi alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal.
Desde o avanço da investigação, interlocutores do presidente defendiam que Lula evitasse gestos públicos de maior proximidade com Wagner, sob o argumento de que isso poderia gerar desgaste político em meio às articulações para a campanha à reeleição.
Porém, a recomendação não foi seguida pelo presidente. Durante discurso em um evento na Bahia, Lula fez questão de destacar a relação de amizade que mantém com o senador e o chamou de “irmão”.
“Tem pouca coisa que a gente não escolhe na Bahia. A gente não escolhe pai, mãe, irmão, irmãs. A gente escolhe companheiros, e aqui na Bahia eu tenho companheiros de longa data. O que representa para mim a minha relação com o Jaques Wagner, com o Rui Costa, com o Jerônimo [Rodrigues], com vários deputados que estão aqui, e a minha relação com o Otto [Alencar]. Porque a verdade é que nem todo irmão é um amigo, mas todo amigo é um irmão”, afirmou Lula.