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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) questionou a tarifa adicional de 25% imposta pelo governo dos Estados Unidos contra o mercado brasileiro e anunciou que pretende encaminhar ao presidente americano, Donald Trump, relatórios oficiais sobre a queda nos índices de desmatamento na Amazônia.
A declaração ocorreu neste sábado (8), durante agenda pública em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. Na ocasião, o petista afirmou que o argumento ambiental utilizado pela administração americana tem base em dados defasados.
“Um dos motivos era que a gente não cuidava do desmatamento. Eu quero preparar os números e mandar para o meu amigo Trump, para ele saber que quem informou ele não informou sobre a verdade”, completou.
Números divulgados pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), vinculado ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), indicam que os alertas de desmatamento na Amazônia totalizaram 2.874,38 km² no intervalo entre agosto de 2025 e julho de 2026.
Os dados contabilizam uma queda de 36% na comparação com o ciclo anterior, registrando a menor taxa anual da série histórica do sistema de detecção, iniciada em 2016.
A sobretaxa de 25% foi oficializada pela gestão Trump em julho, após auditoria do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).
A investigação norte-americana apontou exigências regulatórias brasileiras desfavoráveis às empresas dos EUA nos setores de mercado digital, propriedade intelectual, etanol e diretrizes de combate à corrupção, além de citar o desmatamento ilegal.