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Servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) entram em greve na Bahia e no Rio de Janeiro devido a divergências com a direção nacional do órgão. Segundo o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do IBGE (ASSIBGE), aproximadamente 40% dos trabalhadores de 50 unidades aderiram ao movimento, enquanto outras oito unidades permanecem em estado de greve e ainda avaliam a participação.
A ASSIBGE afirma que levou parte das demandas ao Tribunal de Contas da União (TCU), ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e a parlamentares em busca de soluções para os impasses. Entre as reivindicações estão alterações nas condições de trabalho para servidores aprovados pelo Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), mudanças nas regras de progressão da carreira e questões relacionadas à remuneração da indenização de campo.
A categoria também cobra o cumprimento de compromissos relacionados ao Programa de Gestão e Desempenho (PGD) e a criação de comissões com participação de trabalhadores para discutir o programa.
O sindicato contesta especialmente uma mudança nas regras do trabalho híbrido para os servidores que ingressaram pelo CPNU. Segundo a entidade, havia a previsão de adesão ao modelo após o primeiro ano de trabalho, mas uma portaria publicada em julho modificou a regra antes de parte dos funcionários concluir o estágio probatório.
A ASSIBGE afirma que a decisão ocorreu sem consulta prévia e informa que apresentou um mandado de segurança para tentar suspender a medida. Além das questões relacionadas à carreira e ao regime de trabalho, os servidores relatam problemas estruturais em unidades do IBGE, como dificuldades de acesso à internet e energia elétrica, mobiliário inadequado e condições consideradas impróprias para o trabalho presencial.