Por Nildo Freitas
A cachoeira do riacho que já foi uma atração turística, hoje é apenas um lugar fantasma e recordações do moradores. Foto: Nildo Freitas/Brumado Verdade
Muitos empresários que exploram os recursos hídricos naturais do município, muitas vezes não têm nenhuma preocupação com o uso racional da água, achando que o líquido mais precioso do mundo nunca irá acabar. Sai por aí furando o chão, criando poços artesianos, usando de forma desordenadamente, sem outorga, o uso das águas dos rios, riachos e lagoas, para alimentar a sua ganância em detrimento do direito coletivo. Na Vila de Pedra Preta, existe um riacho que até alguns anos atrás era o manancial que abastecia a Vila de trabalhadores e servia de área de lazer para os moradores e visitantes, a sua água pungente e cristalina, também reforçava em outros tempos o manancial do Rio do Antônio.
Várias mangueiras fazem a captação da água do riacho de forma indiscriminada, acabando com a cachoeira. Foto: Nildo Freitas/Brumado Verdade
Com o uso indiscriminado da água para irrigar plantações, e até mesmo capim para gado. O riacho que tem uma cachoeira, pela primeira vez veio a secar, restando apenas algumas pequenas nascentes. São mais de 12 mangueiras de várias polegadas fazendo a captação da água do riacho, sem nenhuma outorga do Inema, cabem os órgãos competentes do estado e do município tomar uma decisão urgente antes de acontecer uma catástrofe ecológica e um grande conflito social. Em visita ao local, nossa reportagem deparou com um grupo de turistas que vieram se banhar na cachoeira, quando depararam com a mesma seca, e uma a grande quantidade de mangueiras sugando a água do riacho. “É tanta revolta que dá vontade de cortar todas as mangueiras dessa ação criminosa”. Revelou um visitante.
A área de conflito pelo uso da água pertence a Magnesita, que também faz o uso do manancial. Foto: Nildo Freitas/Brumado Verdade