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Até a tarde deste sábado (02), 121 corpos haviam sido encontrados. Desses, 93 já foram identificados, segundo o Corpo de Bombeiros de Minas. Ainda há 226 desaparecidos, segundo a Defesa Civil de Minas Gerais. A barragem 1, que se rompeu, é uma estrutura de porte médio para a contenção de rejeitos e estava desativada. Seu risco era avaliado como baixo, mas o dano potencial em caso de acidente era alto. O rompimento ocorreu na sexta-feira (25). Pelos números 0800 285 7000 (Alô Ferrovia – prioritário) e 0800 821 5000 (Ouvidoria da Vale), a mineradora está recebendo informações sobre sobreviventes encontrados e desaparecidos, além de solicitações de apoio emergencial (abrigo, água, cesta básica, roupa, medicamento, transporte etc.). As autoridades, no entanto, pedem cautela nos contatos. Segundo o tenente Aihara, do Corpo de Bombeiros, ligações com informações falsas têm atrapalhado e atrasado o trabalho das equipes de buscas. A Defesa Civil informou nesta quarta (30) que não precisa de novas doações para auxiliar as vítimas no momento.
A barragem Luiz Vieira, em Rio de Contas, não está em iminência de rompimento. A afirmação foi passada ao Bahia Notícias pela coordenadoria baiana do Departamento Nacional de Obras contra a Seca (Dnocs). O risco sobre um possível rompimento do açude foi manifestado por um vereador da cidade. Conforme o órgão, a barragem está no nível 2 de perigo, o que configura sinal de alerta. São quatro níveis de perigo. O 3 é o mais perigoso, quando há risco iminente de rompimento e exige trabalho de emergência. Na Bahia, segundo o Dnocs não há nenhuma barragem nesta situação de maior perigo. O engenheiro civil e membro do grupo de segurança de barragens, Raimundo Goethe, disse que os trabalhos na barragem de Luiz Vieira serão de manutenção, o que inclui reposição de terreno. Em nota, o Dnocs ainda declarou que com objetivo corrigir as anomalias registradas na barragem contratou cinco especialistas em Hidrologia de Barragens, tecnologia do concreto, geotécnica de barragens, hidráulica e geologia e engenharia geológica. No estado, o Dnocs fiscaliza 34 barragens. As de mineração não são da competência do departamento.
A Defesa Civil de Minas Gerais informou na tarde desta quinta-feira (31) que há 110 mortos e 238 desaparecidos após a tragédia provocada pelo rompimento da barragem da Vale – Barragem I – Mina Córrego do Feijão – em Brumadinho (MG). Até o momento, 71 vítimas já foram identificadas, 192 resgatadas; 395 localizadas; 108 desalojadas. Neste sétimo dia de buscas, o tenente-coronel Flávio Godinho, da Defesa Civil, afirmou que não haverá falta de água potável em Brumadinho. Quem está no caminho do Rio Paraopeba não deve usar a água captada diretamente, nem para consumo próprio, nem para irrigação, nem para dar para os animais. A Vale será responsável pela entrega de água potável a esses moradores. Godinho também disse que não há neste momento espaço para fake news e desinformação, e que não houve nenhum desacerto entre as tropas locais e as tropas de Israel. “Eles nos ensinaram novas formas de atuação.” O presidente da Vale, Fabio Schvarstman, disse estar “consternado” com o rompimento da barragem da mineradora e afirmou que não conhece as causas da tragédia nem sua dimensão exata. A empresa disse que iria enviar R$ 100 mil para cada família afetada pelo rompimento, algo que chamou de “doação emergencial” e não tem relação com futuras indenizações. Um gabinete de crise da tragédia em Brumadinho foi estruturado na Faculdade Asa, que fica a pouco mais de seis quilômetros do local do acidente.
O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais informou, na manhã desta segunda-feira (28), que o número de mortos em Brumadinho subiu para 60. O número de vítimas fatais devido ao rompimento de uma barragem da Vale até então era de 58 — portanto, mais dois corpos foram achados em relação ao domingo. Das 60 vítimas fatais, apenas 19 foram identificadas oficialmente até o momento. Segundo informações do tenente Pedro Aihara, porta-voz dos bombeiros, 292 pessoas ainda estão desaparecidas e 382 vítimas foram localizadas.

Eles vão ajudar nas buscas por vítimas do rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão. Foto: Divulgação
Um grupo de cerca de 130 militares médicos, engenheiros, bombeiros e técnicos de Israel começa a trabalhar nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira (28) nas operações de resgate na região de Brumadinho, nos arredores de Belo Horizonte (MG). Os israelenses trouxeram equipamentos modernos para rastreamento, com capacidade de captação de imagens e detectores de vozes e ecos. Os homens e mulheres israelenses chegaram por volta das 21h30 a Belo Horizonte e foram recebidos pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), na pista do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, na região metropolitana da capital. Os militares israelenses vão ajudar nas buscas por vítimas do rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, da empresa Vale, em Brumadinho. Na conta das Forças Armadas de Israel, no Twitter, há um vídeo em que relatam o trabalho que será feito no Brasil, semelhante a outros realizados em distintos países, como Estados Unidos, Sri Lanka, Índia, Cambodja, Congo, Argentina e Colômbia. O vídeo mostra as bandeiras do Brasil e da Índia. Em sua conta pessoal no Twitter, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, postou no domingo (27) imagens dos militares enviados para o Brasil e destacou a importância da operação. “A delegação israelense está a caminho do Brasil para ajudar as vítimas do desastre do desabamento da barragem. Nós ajudamos nossos amigos.”
O alarme de aviso sobre rompimento de barragem soou no início da manhã deste domingo (27), em Brumadinho (MG). Segundo o Corpo de Bombeiros, porém, a quarta barragem da Vale, que apresentava risco, ainda não rompeu. A sirene foi disparada porque técnicos avaliaram que havia risco iminente de rompimento. As forças de segurança informaram que a tropa está preparada para iniciar a evacuação de áreas de risco, próximas ao leito do rio Paraopeba e às áreas já atingidas por lama. A ideia é levar as pessoas para áreas mais altas das comunidades. A barragem é composta por água e estava sendo drenada pela Vale para diminuir o risco de rompimento. Entre 20h de sábado (26) e 4h deste domingo, os resgates foram interrompidos para que a drenagem fosse intensificada. O volume de água a ser drenado nesse período e que portanto desceria pelo rio Paraopeba era o triplo do que o normal.
O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais anunciou na tarde deste sábado (26) que o número de mortos devido ao rompimento da barragem em Brumadinho subiu para 34. A última atualização era de 11 mortes. Também foi divulgado que há 81 pessoas desabrigadas e que 23 sobreviventes foram levados a hospitais. De acordo com as Forças Integradas de Segurança de Minas Gerais, há 166 funcionários da Vale e 130 funcionários terceirizados desaparecidos. Até o momento foram encontradas 176 pessoas com vida. Mais cedo, a Vale divulgou lista com mais de 400 desaparecidos. A médica Marcelle Porto Cangussu continua sendo a única vítima que já teve o corpo reconhecido. Ela estava trabalhando no momento em que a barragem se rompeu. Segundo Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT) e a e a Associação Mineira de Medicina do Trabalho (AMIMT), Marcelle obteve seu título de especialista em Medicina do Trabalho em 2015 e se dedicava à carreira na Vale. Uma barragem da mineradora Vale se rompeu e ao menos outra transbordou nesta sexta-feira (25) em Brumadinho, cidade da Grande Belo Horizonte, liberando cerca de 13 milhões de m³ de rejeitos da produção de minério de ferro no rio Paraopeba, que passa pela região. Os rejeitos atingiram um refeitório e um prédio administrativo da empresa, que ficaram soterrados pela lama. Eles ficam no interior do complexo da mina Córrego do Feijão, na zona rural de Brumadinho. A barragem B1, que se rompeu, é uma estrutura de porte médio para contenção de rejeitos e estava há três anos em processo de desativação.

Até o início da madrugada deste sábado (26), o acidente já totalizava 9 mortes confirmadas pelos bombeiros, até 300 desaparecidos e 189 pessoas resgatadas. Foto: Reprodução/Agência Brasil/Carolina Ricardi
Após o rompimento da barragem, em Brumadinho, a Justiça de Minas Gerais determinou no fim da noite de sexta-feira (25) o bloqueio de R$ 1 bilhão em contas da Vale. O acidente aconteceu no início da tarde desta sexta. Até o início da madrugada deste sábado (26), já totalizava 9 mortes confirmadas pelos bombeiros, até 300 desaparecidos e 189 pessoas resgatadas. De acordo com o portal G1, a liminar do juiz Renan Chaves Carreira Machado, o bloqueio atende a um pedido do governo do estado de MG para “imediato e efetivo amparo às vítimas e redução das consequências” do desastre. A quantia bloqueada deverá ser transferida para uma conta judicial. A Vale também fica obrigada a apresentar um relatório sobre as medidas já tomadas de ajuda às vítimas em até 48 horas.
O rompimento da barragem na cidade de Brumadinho, em Minas Gerais, nesta sexta-feira (25), deixou ao menos 200 desaparecidos, de acordo com o Corpo de Bombeiros. O acidente também provocou ferimentos em quatro pessoas. Um casal e duas mulheres já foram resgatados para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII. O rompimento da barragem da Vale ocorreu na Mina Feijão. A empresa informou que os rejeitos atingiram a área administrativa da companhia e parte da comunidade da Vila Ferteco. Em nota, ela disse que havia funcionários no local e que há possibilidade de haver vítimas. A lama que foi despejada pelo rompimento da barragem destruiu casas e, de acordo com o G1, pelo menos seis prefeituras alertaram a população para permanecer longe do leito do Rio Paraopeba. Três ministros já foram deslocados até a região de Brumadinho para verificar a situação.
Uma colisão envolvendo um carro e uma motocicleta provocou a morte de uma criança de seis anos, no município de São Desidério, nessa terça-feira (22). O acidente ocorreu por volta das 11h30, no trevo da BR-020 com a BA-463, a 7 km do distrito de Roda Velha. Segundo informações do Blog do Sigi Vilares, a colisão foi entre uma moto Honda City e uma picape Fiat Toro. A equipe de um posto de saúde nas proximidades socorreu as vítimas, mas Milena de Oliveira, de seis anos, não resistiu aos ferimentos. O estado de saúde das outras pessoas, no entanto, não foi divulgado. De acordo com a publicação, a Polícia Militar (PM) esteve no local, controlando o tráfego até a chegada da Polícia Rodoviária Federal (PRF), responsável por registrar a ocorrência.