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O Governo da Bahia anunciou uma estratégia de descentralização para o São João de 2026 em Salvador, ampliando a programação para bairros da capital além dos tradicionais circuitos do Centro Histórico. A iniciativa prevê apresentações em localidades como Paripe, Periperi, Liberdade, Nordeste de Amaralina e Itapuã, além dos festejos no Pelourinho, Largo do Carmo e Santo Antônio Além do Carmo.
A programação reúne nomes consagrados da música nordestina e do forró, entre eles Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Dorgival Dantas, Mestrinho, Falamansa, Limão com Mel, Del Feliz e Mastruz com Leite.
A proposta do governo estadual é aproximar as atrações das comunidades e distribuir os impactos econômicos da festa por diferentes regiões da cidade. A expectativa é que a realização dos eventos nos bairros reduza a necessidade de deslocamentos para o Centro e fortaleça a atividade econômica local durante o período junino.

O filme “O Agente Secreto” alcançou um marco inédito para o cinema brasileiro ao se tornar a produção nacional mais premiada da história. O longa, protagonizado pelo ator baiano, Wagner Moura, e dirigido por Kleber Mendonça Filho, conquistou oito categorias no Prêmio Platino Xcaret, realizado no México no último sábado (09).
Com isso o filme chegou à marca de 99 premiações internacionais. A trajetória de premiação e destaque teve início no circuito internacional em maio de 2025, durante o Festival de Cannes, onde o filme já havia chamado atenção ao vencer quatro prêmios, entre eles os de melhor direção e melhor ator.
Após isso, a produção brasileira foi indicada a diversas outras premiações pelo mundo. Com o novo recorde, “O Agente Secreto” ultrapassa títulos históricos como “Central do Brasil”, que soma 44 premiações, e “Ainda Estou Aqui”, com 64 troféus internacionais. Essa conquista mostra a força do cinema nacional e deixa o Brasil em destaque.

O Governo da Bahia prorrogou até o dia 14 de maio as inscrições dos quatro editais públicos de credenciamento cultural voltados ao São João 2026. A iniciativa, realizada por meio da Superintendência de Fomento ao Turismo do Estado da Bahia (Sufotur), contempla artistas e bandas não-notórios, grupos de samba junino, trios e quartetos de forró e quadrilhas juninas.
As inscrições são realizadas de forma 100% on-line. Os editais completos estão disponíveis no site www.ba.gov.br/sufotur/sao-joao-2026. O resultado final segue previsto para o dia 30 de maio.
Os editais integram a política do governo de fortalecimento das manifestações culturais populares durante o período junino, ampliando o apoio a artistas, grupos e coletivos que atuam nos festejos realizados em Salvador e Região Metropolitana.

Mucugê, na Chapada Diamantina, será o destino dos amantes do forró neste final de semana. De 9 a 12 de outubro, o Festival de Forró da Chapada reúne nomes consagrados e novos talentos em uma programação que inclui shows, aulas, concursos e cortejos pelas ruas da cidade. O evento se firma como um dos maiores encontros musicais do interior da Bahia, fortalecendo o turismo e a cultura regional.
Na quinta-feira, 9 de outubro, a programação começa às 15h com o concurso de trios de forró, seguido às 16h pela Rural Amarela e um aulão comandado pela banda Cabruêra Brasil. À noite, a partir das 20h, o público confere os shows de Targino Gondim, Waldonys, Rennan Mendes, Sebastian Silva, Bruninho do Acordeon, Som do Brejo, Lucy Alves, Joca Lobo & Os Capônicos e Forró Diamantina.
Na sexta-feira, 10 de outubro, as atividades começam cedo, às 10h, com aula de sanfona ministrada por Marquinhos Café. Às 15h acontece o concurso de trios de forró e, às 16h, novamente a Rural Amarela toma conta das ruas com o aulão de forró. À noite, a festa continua com apresentações de Targino Gondim, Gel Barbosa, Marquinhos Café, Banda Raizeiros, Vanessa da Mata — que traz seus sucessos em versão forró —, além de Luana Ingry, Douglas Gavião, Il Tal do Xote, Balaio de Delas e Trio Forró Mais Eu.

Um cenário de tirar o fôlego, com cachoeiras cristalinas, rios, morros e grutas, ganha ainda mais magia com o blues, um dos gêneros musicais mais emblemáticos do mundo, ecoando em meio à natureza exuberante do Vale do Capão. Em 2025, o Capão in Blues retorna maior e mais vibrante.
Depois do sucesso da primeira edição, que reuniu milhares de pessoas em dois dias, a celebração passa a ocupar três dias, de 20 a 22 de novembro, durante o feriado da Consciência Negra. A ampliação diversifica a grade artística, que neste ano contará com ainda mais atrações nacionais e internacionais, e projeta o encontro ao patamar de um dos maiores da cena blues no Nordeste. Com entrada gratuita e aberta a todas as idades, a programação traz três shows por noite. O line-up completo será anunciado em breve.
O crescimento do Capão in Blues traduz o reconhecimento do público e da crítica e reforça o Vale como destino cultural e econômico. A ampliação para três dias representa geração de renda, novas oportunidades de trabalho, fortalecimento do turismo e maior circulação de riqueza para a comunidade local. Muito além dos palcos, o Capão in Blues se afirma como um festival de experiências que integra música, cultura, lazer e turismo sustentável em uma das paisagens mais inspiradoras do planeta.

O espetáculo “UM JULGAMENTO – depois do Inimigo do Povo”, que marca o retorno de Wagner Moura aos palcos, terá duas sessões extras em Salvador. As apresentações ocorrerão nos dias 4 e 11 de outubro, às 17h30, no Trapiche Barnabé, no Comércio. A realização é do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), com patrocínio do Banco do Brasil.
Com ingressos esgotados para a temporada inicial, as vendas para as sessões adicionais começarão na próxima segunda-feira (29), ao meio-dia, pela plataforma Sympla. Os bilhetes terão valores populares: R$ 15 (meia-entrada) e R$ 30 (inteira). Clientes com cartões BB também terão direito a 50% de desconto, além do público já beneficiado por lei.
A estreia mundial da turnê será em Salvador, onde o espetáculo ficará em cartaz de 3 a 12 de outubro. Dirigida por Christiane Jatahy, a montagem conta com Wagner Moura, Danilo Grangheia, Júlia Bernart e os baianos Fernanda Paquelet e Marcelo Flores no elenco. O texto e roteiro foram criados por Lucas Paraizo, um dos roteiristas mais premiados do audiovisual brasileiro, em parceria com Jatahy.
Inspirada na clássica obra Um inimigo do povo, de Henrik Ibsen, a peça apresenta um texto original. O personagem Thomas Stockmann (Wagner Moura), após denunciar a contaminação das águas de um balneário, enfrenta um julgamento público para provar que não é um inimigo da população.

por João Lucas Dantas
A tradição do caruru para Cosme e Damião, santos celebrados em 26 de setembro, assim como a associação desses santos gêmeos com os Ibejis, divindades da cultura iorubá que protegem as crianças e comemoradas em 27 de setembro, continua sendo um dos maiores eventos religiosos da Bahia.
Fruto do sincretismo religioso característico do estado, a celebração permite que as influências africanas sobrevivam e se manifestem publicamente, mesmo em um contexto associado ao catolicismo. O prato típico, preparado com quiabo, camarão seco, azeite de dendê e outros temperos, é servido primeiro às crianças, por isso conhecido como “caruru de sete meninos”.
Origens do caruru
Mas de onde exatamente veio o prato? É o que responde Pai Saulo de Sakpatá, líder religioso do Guerebetã Ahunsú Hundô, terreiro de nação mina-jeje em Jambeiro, Lauro de Freitas, e doutor em filosofia religiosa.
“O caruru é originário da África, de diversas tribos africanas. Cada iguaria que compõe aquele prato é a oferenda de um vodun [termo usado para designar os espíritos divinos cultuados pela tradição religiosa fon, na região do Benin], orixá ou inquice [seres espirituais das culturas Bantu, originárias especialmente da região de Angola e Congo, que se manifestam como divindades). E, em um momento de festejo ao culto dos voduns hohos, erês [entidade espiritual ligada à infância] e Ibejis [orixás gêmeos do panteão iorubá], cada um presenteou com sua própria comida para compor a iguaria”, explicou Pai Saulo.
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Estão abertas as inscrições para escritores, cordelistas, quadrinistas e ilustradores de todo o Brasil interessados em participar da 13ª edição da Festa Literária Internacional de Cachoeira (FLICA), que será realizada entre os dias 23 e 26 de outubro, na cidade de Cachoeira, no Recôncavo baiano.
Ao todo, 20 artistas serão selecionados para compor a programação oficial do Espaço Casa dos/das Autores e Autoras Baianas, no dia 24, com atividades como lançamentos de livros, sessões de autógrafos e exposições. Além disso, cinco candidatos ficarão como suplentes. Os selecionados receberão certificado de participação na edição de 2025, que tem como tema “Ler é Massa!”.
As inscrições estão abertas até o dia 22 de setembro e devem ser feitas por meio de formulário disponível no site oficial da FLICA, onde também é possível acessar o edital completo. O resultado será divulgado em 5 de outubro. Para garantir diversidade e inclusão, o edital reserva 10% das vagas para pessoas com deficiência, 10% para pessoas negras e 5% para pessoas indígenas.

A Bahia passa a contar, a partir desta quarta-feira (10), com o Escritório de Direitos Autorais (EDA), que atende gratuitamente agentes culturais de todo o estado para o registro de obras, como livros, músicas, roteiros, entre outras produções. A unidade funciona em Salvador, na Sala Mestres e Mestras da Palavra, na varanda da Biblioteca Central do Estado (BCEB), na Rua General Labatut, nº 27, nos Barris.
A iniciativa é da Fundação Pedro Calmon (FPC), unidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), em parceria com a Biblioteca Nacional (BN), e o Ministério da Cultura (Minc). O EDA funcionará de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h, e o público pode entrar em contato para tirar dúvidas por meio do e-mail: (postoeda_ba@fpc.ba.gov.br)
Funções
O EDA é considerado um importante instrumento de proteção aos criadores, o que reforça o compromisso do Governo do Estado da Bahia com a valorização da produção intelectual e cultural. Ao buscarem atendimento, os agentes culturais farão o pedido do registro que, em seguida, será encaminhado para o escritório nacional que formaliza o registro.
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Na última segunda-feira (08), às 18h, a Secretaria Municipal de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo (SECULT) sediou a reunião do Conselho Municipal de Cultura de Brumado. O encontro, mediado pelo presidente do Conselho e secretário municipal José Ribeiro Neves, reuniu representantes do poder público, entidades culturais e potenciais conselheiros da nova gestão, que será eleita ainda em 2025.
A pauta principal girou em torno do ciclo 2 da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) e do cadastramento das entidades da sociedade civil para a eleição do Conselho. Também foram apresentados temas estratégicos, como a valorização das fanfarras locais, os escritores brumadenses e as futuras oportunidades de editais voltados ao setor cultural.
O diretor de Cultura, Paulo Esdras, destacou a abertura da gestão para ouvir a população na construção do novo edital da PNAB em Brumado. Entre as demandas levantadas, esteve a inclusão da capoeira em uma categoria própria, o que permitirá que os grupos tenham mais chances de contemplação. Outro ponto abordado foi a necessidade de um olhar mais cuidadoso para os terreiros de religiões de matriz africana.