MENU
O Brasil conseguiu na tarde deste domingo (20), no estádio do Maracanã, a medalha de ouro no futebol masculino dos Jogos Olímpicos. No tempo normal, os comandados de Rogério Micale fizeram mais um bom jogo, mantendo o nível atingido desde a goleada por 4 a 0 contra a Dinamarca. O gol de abertura do placar saiu dos pés de Neymar, em cobrança de falta perfeita, no ângulo do goleiro. Já os visitantes, atrapalhados algumas vezes pelo travessão, igualaram na etapa final com um gol de Meyer. Depois da prorrogação, também zerada, Weverton pegou um pênalti e Neymar fechou o placar em 5 a 4.
Com o resultado, a Seleção soma seu primeiro ouro nos Jogos Olímpicos, em qualquer uma das modalidades. A busca ocorria principalmente após as derrotas na década de 80, além do 2 a 1 sofrido para o México em Londres, quatro anos atrás. Foi também o sexto ouro do país nesta edição. Antes, o Brasil havia ficado na segunda colocação nos torneios de futebol masculino das edições de 1984, 1988 e 2012, essa última já com Neymar no comando da geração. Os alemães, por sua vez, só contavam com um título da Alemanha Oriental, nos Jogos de 1976. A conquista, no entanto, não é computada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) à Alemanha unificada.

Erlon conquistou a primeira medalha olímpica, enquanto Isaquias se tornou o primeiro brasileiro com três pódios na mesma edição – Foto: REUTERS
O desfecho da trilogia de Isaquias Queiroz na Lagoa Rodrigo de Freitas veio com medalha de prata, sua segunda nesta Olimpíada do Rio. Embora tenha faltado o ouro na coleção do menino prodígio da canoagem, que já havia conquistado prata na C1 1000m e bronze na C1 200m, o pódio na final da canoa dupla (C2) 1000m neste sábado, acompanhado pelo parceiro Erlon de Souza, coloca Isaquias em um patamar nunca antes alcançado por atletas brasileiros: ele é o primeiro do Brasil a conseguir três medalhas em uma mesma edição dos Jogos Olímpicos. Isaquias e Erlon chegaram à Olimpíada do Rio como os atuais campeões mundiais da canoa dupla, título conquistado em 2015, em Milão, na Itália. Naquela ocasião, os brasileiros haviam desbancado na decisão duas duplas que também estavam na final de hoje, mas que não eram favoritas por medalha: Henrik Vasbányai e Robert Mike, da Hungria, e Jaroslav Radon e Filip Dvorak, da República Tcheca.
As duplas mais fortes da decisão deste sábado, porém, não estavam naquele Mundial. Era o caso, por exemplo, dos ucranianos Dmytro Ianchuk e Taras Mishchuk, que foram vitoriosos na etapa de Duisburg da Copa do Mundo de canoagem no início deste ano, quando Isaquias e Erlon ficaram apenas na sétima posição. Isso para não falar do alemão Sebastian Brendel, que tirou o ouro de Isaquias na C1 1000m e na prova deste sábado, com seu compatriota Jan Vandrey. Isaquias, de 22 anos, encerra as competições de canoagem, neste sábado, tendo cumprido a meta estipulada pelo seu treinador, o espanhol Jesus Morlán, antes do início dos Jogos: conquistar três medalhas na Olimpíada do Rio. Além disso, a medalha deste sábado representa o primeiro pódio olímpico de Erlon Souza, que embora mais velho (25 anos), foi descoberto praticamente junto com o companheiro, em 2008.

Com uma atuação segura, seleção põe fim ao sonho do bicampeonato dos carrascos de Londres e se torna a primeira equipe a chegar a tantas decisões seguidas. Foto: Divulgação
Se dor existia, ela foi muito bem disfarçada. A coxa direita tinha um estiramento leve, mas e daí? Lucarelli saltava e a protegia do jeito que podia. Se as costas haviam ficado travadas um dia antes, Lipe dava um peixinho e esquecia do problema. O Brasil precisava deles para derrubar a Rússia. Precisava usar mais inteligência do que força para fazer os gigantes caírem em quadra. Achou a medida certa no saque, não enfrentou o bloqueio, exatamente do jeitinho que Serginho tinha cantado a pedra. Nesta sexta, com uma atuação segura no Maracanãzinho e 18 pontos de Wallace, a seleção pôs fim ao sonho do bicampeonato dos carrascos de Londres, em 2012. Fez mais. Com a vitória por 3 sets a 0 (25/21, 25/20 e 25/17) chegou à sua quarta final olímpica consecutiva. Feito nunca alcançado por uma outra equipe. Depois das duas pratas em Pequim 2008 e Londres 2012, o Brasil ganhou nova chance de fazer a alquimia. Para voltar ao alto do pódio depois de 12 anos, terá de passar pela Itália na final. Na fase de classificação a Azurra levou a melhor. O reencontro será neste domingo, às 13h15. Antes, às 9h30, americanos e russos lutam pelo bronze. Na última vez em que o Brasil conquistou a medalha de ouro, em Atenas 2004, quem estava do outro lado da rede também era a Itália.
Nos Jogos de Londres 2012, Alison terminou com a prata jogando ao lado de Emanuel. Quatro anos depois, desta vez ao lado de Bruno Schmidt, veio a consagração para este gigante do vôlei de praia. Em um jogo difícil e pegado, a dupla brasileira ignorou a chuva e, embalada pela torcida apaixonada que lotou a Arena em Copacabana, venceu os italianos Nicolai e Lupo por 2 sets a 0, parciais de 21/19 e 21/17, conquistando a sonhada medalha de ouro. Ao final do jogo, Bruno deu a medida do tamanho de uma conquista Olímpica. “Eu estou cansado. Foram duas semanas sem dormir, estou exausto”, disse o campeão em entrevista à Rede Globo. “Quero dedicar esse título ao meu pai. Eu quase parei de jogar. Não fosse seu apoio, eu não estaria aqui. Obrigado, pai”, declarou o jogador, que disputou os Jogos Olímpicos pela primeira vez.
Alison, por sua vez, chega à segunda medalha e iguala Ricardo, ouro em Atenas 2004 e prata em Pequim 2008. O rei da praia, porém, ainda é Emanuel, ex-parceiro de Alison, que levou ouro, prata e bronze entre 2004 e 2012. Para o Brasil, a medalha tem sabor especial, pois iguala a campanha de cinco ouros de Atenas, a melhor da história do país nos Jogos. O caminho não foi fácil. Para chegar ao ouro, Alison e Bruno Schmidt jogaram seis partidas. Na fase de grupos, duas vitórias e uma derrota. De lá para cá, duelos complicados, mas todos terminando com vitórias cheias de garra e superação – vale lembrar que Alison machucou o tornozelo. A final e a coroação não poderiam acontecer de outra maneira. Agora só resta comemorar. Eles merecem.
As velejadoras Martine Grael e Kahena Kunze conquistaram a 13ª medalha do Brasil nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016, nesta quinta-feira (18). As brasileiras foram medalha de ouro ao vencer a última regata da categoria 49er FX, superando a equipe da Nova Zelândia na virada da última boia. Centenas de pessoas e familiares recepcionaram as vencedoras na praia, após a grande vitória da dupla brasileira.
A mesma Seleção Brasileira contestada em suas duas primeiras partidas nas Olimpíadas do Rio de Janeiro – frustrantes empates por 0 a 0 com África do Sul e Iraque – foi ovacionada pelo público do Maracanã no início da tarde desta quarta-feira, no Maracanã. Não era para menos. A equipe comandada por Rogério Micale não tomou conhecimento de Honduras, construiu uma vitória por 6 a 0, com gols de Neymar (2), Gabriel Jesus (2), Marquinhos e Luan, e chegou à sonhada decisão. Será a quarta final de um torneio olímpico de futebol masculino que o Brasil, ainda em busca da inédita medalha de ouro, disputará.
Antes, o País foi derrotado em decisões pelo México em Londres 2012, pela União Soviética em Seul 1988 e para a França em Los Angeles 1984. Além dessas pratas, houve dois bronzes na história nacional, em Pequim 2008 e em Atlanta 1996. A adversária da Seleção Brasileira será definida ainda nesta quarta-feira, no duelo de algozes entre Nigéria (que eliminou o Brasil nos Jogos de 1996) e Alemanha (a responsável pela histórica goleada por 7 a 1, sofrida na Copa do Mundo de 2014), que se enfrentam em Itaquera em busca da chance de também estar na final das 17h30 (de Brasília) de sábado, no Maracanã. No mesmo dia, mas às 13 horas (de Brasília), Honduras jogará pelo bronze no Mineirão.

Reprodução
A trajetória feita por Robson Conceição em março se concretizou na sua grande luta realizada na noite desta terça-feira (16). Em sua terceira Olimpíada, desta vez disputada em seu país, o boxeador baiano venceu o francês Sofiane Oumiha por decisão unânime dos juízes e conquistou o ouro olímpico, a segunda medalha conquistada por baianos neste dia. Eliminado nas estreias em Pequim 2008 e Londres 2012, Robson faturou o primeiro ouro baiano em 2004, mais uma vez o aleta conquista a tão cobiçada medalha dourada.

Foto: Divulgação
O sonho do ouro para o futebol feminino do Brasil parou na semifinal na tarde desta terça-feira (16). Num jogo em que o time brasileiro atacou mais e teve a posse de bola durante o maior tempo do jogo, a Suécia segurou a pressão, e eliminou o time comandado por Vadão no Maracanã. A derrota amarga veio na disputa de pênaltis, depois de empatar por 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação. A seleção brasileira feminina não teve frieza para vencer a disputa de pênaltis frente às suecas, e foram derrotadas por 4 a 3, com Andressinha e Cristiane perdendo suas penalidades. A Seleção ainda terá a chance de conquistar a medalha de bronze na competição. O adversário será definido na partida entre Canadá e Alemanha, às 16h, no Mineirão. A disputa do terceiro lugar acontecerá nesta sexta-feira (19), às 13h, na Arena Corinthians.

Foto: Divulgação
O baiano Isaquias Queiroz conquistou a prata nesta terça-feira, 16, na prova de C1 1000m da canoagem de velocidade. O brasileiro cumpriu a expectativa de medalha e ainda quer voltar a subir no pódio mais duas vezes. Isaquias ainda compete nas categorias C2 1000m (com Erlon Souza) e C1 200m. Se conseguir mais duas medalhas, o baiano será o primeiro atleta brasileiro a conquistar três medalhas na mesma edição dos Jogos Olímpicos. Enquanto Isaquias ficou com a prata, o ouro ficou com o alemão Sebastian Brendel. O baiano ainda tentou ultrapassar o alemão, disputando o primeiro lugar a cada remada, mas Sebastian demonstrou mais força na reta final, vencendo o brasileiro por menos de 2 segundos. Isaquias terminou a prova com 3m58s529, na frente de Serghei Tarnovschi, que ficou com o bronze. Essa é a primeira medalha do Brasil na canoagem de velocidade.

Foto: Divulgação