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Quatro suspeitos de tráfico de drogas foram mortos em um suposto confronto, segundo versão da Polícia Militar, com homens da Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe) Central no sábado (3), na cidade de Ibirataia, no interior do estado. De acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), o quarteto não obedeceu a uma ordem de parada dos agentes, que montaram um bloqueio na BA-120 durante a Operação Varredura, atirando e desviando para uma pista vicinal. Logo depois, os homens bateram o carro no qual estava em um barranco e desceram do veículo, atirando novamente contra os PMs. Os suspeitos foram atingidos, socorridos para o Hospital Geral de Ipiaú, mas não resistiram. Entre eles, estava um homem identificado como Caíque Lima de Souza, foragido do Conjunto Penal de Jequié, apontado como líder do bando. Com a quadrilha, foram apreendidas uma espingarda calibre 44, três revólveres calibres 38 e 32, máscaras, capuzes, munições, celulares, entre outros pertences. Equipes da 55ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Ipiaú) e da Cipe Cacaueira apoiaram a ocorrência.
Um passageiro de um ônibus interestadual foi preso na tarde deste sábado (03) em Vitória da Conquista depois de ser flagrado com R$ 70 mil em notas falsas, que estavam escondidas dentro de uma caixa de som. Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o homem, que não teve o nome divulgado, estava em um veículo que fazia a linha entre Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, e Salvador. Ele embarcou na cidade de Araraquara, também no interior paulista. O passageiro foi detido durante uma abordagem no km-830 da BR-116 e disse que receberia R$ 1,5 mil pelo transporte das notas falsas. Ele foi encaminhado para uma sede da Polícia Federal e seria encaminhado para o Conjunto Penal de Vitória da Conquista após registro do flagrante.
Um levantamento da Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia (SSP-BA) apontou que nos dois primeiros meses de 2018 as polícias Militar e Civil alcançaram a marca de apreensão de nove armas de fogo por dia, resultando num total de 542 unidades. Dentre as unidades encontradas estão fuzis, submetralhadoras, espingardas, pistolas e revólveres, alguns com calibres restritos das Forças Armadas e Polícia Federal. Entre as armas apreendidas estão dois fuzis modelos AR 10 e M4 encontrados no dia 4 de janeiro em Barreiras. Na região de Alto de Coutos, em Salvador, a Polícia Militar apreendeu um fuzil calibre 556 no dia 11 de fevereiro. Uma submetralhadora foi encontrada em Eunápolis com um adolescente de 13 anos e outra foi achada na cidade de Pojuca. “Nestas 542 apreensões, importante informar, que não estão incluídos os simulacros. São aquelas réplicas de armas muito utilizadas em roubos”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Maurício Teles Barbosa. Ele ainda reforçou a importância de controlar as fronteiras para impedir a entrada das armas nos estados. “Enquanto não temos uma política nacional séria de combate ao crime organizado, continuamos suando diariamente combatendo os crimes na ponta, em prol da segurança dos baianos”, disse.
O novo diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, tomou posse nesta sexta-feira (02) no cargo. Em seu primeiro discurso no cargo, ele afirmou que a Operação Lava Jato “continua forte” e lembrou que já trabalhou em ações de combate à corrupção. “Estive presente em momentos difíceis e em momentos de conquistas: nas indicações de chefias, nas decisões estratégicas do Conselho Superior de Polícia e também na operação Lava Jato, inclusive na criação da Coordenação Geral de Combate à Corrupção. Por essa razão, não faria sentido adotar agora postura diversa da que tenho seguido. A Lava Jato continua forte […] E desde já reafirmo o compromisso do ministro Jungmann de reforçar a equipe”, declarou Galloro. A troca de Fernando Segovia por Rogério Galloro foi decidida pelo ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, em seu primeiro dia à frente da pasta. O ministério foi criado recentemente pelo presidente Michel Temer e tem a Polícia Federal entre os seus órgãos subordinados. Também no discurso de posse, Galloro ressaltou a necessidade de integração entre os estados para o combate do crime no país. “Quanto ao futuro da PF, é impossível concebê-lo sem considerar a necessidade de aprofundar a integração interinstitucional contra o crime. É condição basilar de provimento de segurança pública. O crime não é e não será mais forte que o Estado Brasileiro”, comentou o novo diretor-geral da Polícia Federal.
Um homem, de 49 anos, foi preso levando explosivos dentro de um ônibus em um trecho da BR-116 de Vitória da Conquista, no sudoeste. O fato ocorreu na noite desta terça-feira (27), na altura do km 830. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF-BA), o acusado levava 54 “unidades de emulsão explosivas”, além de uma bobina de cordel detonante, usada para detonar caixas eletrônicos. O ônibus fazia a linha Piracicaba, interior de São Paulo, com destino a Maceió, em Alagoas. Durante a fiscalização no interior do ônibus, os policiais questionaram um dos passageiros, sobre os volumes que ele levava no bagageiro. Aos policiais, ele disse que era argamassa expansiva, material usado para remoção de rochas ou concretos sem poder explosivo. Desconfiados da história, os agentes resolveram averiguar, quando encontraram os 54 explosivos. O acusado e os explosivos foram levados para uma delegacia de Vitória da Conquista.

Negociação ocorreu na gestão de Jaques Wagner, mas só foi concluída na administração do governador Rui Costa. Foto: Divulgação
Alvo da Polícia Federal na última segunda-feira ,26, o empresário Carlos Daltro viabilizou demandas do empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia, junto ao governo da Bahia, segundo o jornal Folha de S. Paulo. De acordo com a publicação, o empreiteiro pediu a Daltro que o ajudasse a aprovar um pedido de outorga de água do rio Paraguaçu para irrigação junto a um órgão ambiental da Bahia. O beneficiado seria um amigo de Pessoa, o empresário João Augusto Calasans. De acordo com a apuração da PF, Calasans enviou e-mails para o empreiteiro solicitando que este entregasse uma carta com o pedido de outorga ao então secretário da Casa Civil e hoje governador, Rui Costa (PT). Em vez de tratar do tema diretamente com Costa ou Wagner, Pessoa encaminhou a demanda a Daltro. “Peço-lhe que ajude nosso amigo Calasans neste pedido recorrente a algum tempo”. O pedido não foi acatado de imediato: a outorga acabou sendo aprovada um ano e meio depois, em outubro de 2015, já na gestão de Rui Costa. Daltro é ex-funcionário do OAS e dono de nove empresas cujo capital social chega a R$ 4,5 milhões. Na última segunda, a PF cumpriu mandado de busca e apreensão em endereços do empresário. Ele é investigado, no mesmo inquérito policial, dos secretários estaduais de Desenvolvimento Econômico e Casa Civil, Jaques Wagner (PT) e Bruno Dauster, respectivamente. A PF também pediu a prisão temporária dele, mas a Justiça negou.

Luiza Gomes, hoje com 24 anos, foi flagrada pela polícia sem CNH e visivelmente embriagada em 2012. Foto: Divulgação
A jovem advogada que ficou conhecida por tentar fumar uma nota de R$ 50 durante uma abordagem policial ao dirigir bêbada, em 2012, no Espírito Santo, foi aprovada em um concurso para delegada da Polícia Civil no Pará. A nomeação foi publicada no Diário Oficial do Estado do Pará nesta terça-feira (27). Luiza Gomes, hoje com 24 anos, foi flagrada pela polícia sem carteira de habilitação e visivelmente embriagada em 17 de agosto de 2012. A então estudante de direito disse que conhecia as leis e que encontraria brechas na lei para o caso dela: “Essa questão de beber e dirigir, qual a eficácia da lei? Não existe eficácia. A partir do momento que a gente vê que tem alguma brecha, a gente se aproveita daquilo. Nós, estudantes de direito, tentamos nos aproveitar disso”. A jovem teve de prestar serviço à comunidade, no Hospital da Polícia Militar, em Vitória, por quatro meses por conta do incidente. A mãe dela, dona do carro que Luiza dirigia, teve que pagar R$ 400 em cestas básicas para a Associação Feminina de Combate ao Câncer (Afecc), durante 30 dias. Em 2015, a advogada, que fazia fisiculturismo, foi cage girl em um evento de MMA. Na ocasião, em um depoimento à imprensa, ela disse que aprendeu com o erro e precisava seguir em frente. “Claro que uma pessoa ou outra lembra, e isso eu vou ter que enfrentar por muito tempo, talvez até para o resto da minha vida, mas o que importa é a gente aprender com os nossos erros e seguir em frente, não pode, por conta de um episódio que aconteceu, ficar naquilo pra sempre”, disse Luiza.
Um homem de 48 anos foi preso nesta segunda-feira (26), suspeito de abusar sexualmente de uma adolescente de 12 anos, no município de Vitória da Conquista, sudoeste da Bahia. Segundo informações da Polícia Militar, a adolescente vendia doces em um terminal de ônibus da cidade, e o suspeito, identificado como José Wellington da Costa Silva, teria levado a vítima para a casa dele, após oferecer R$ 50 para pagar por toda a mercadoria que ela tinha em mãos. Após denúncias de vizinhos, o suspeito foi flagrado com a vítima dentro da residência. Ele estava pelado e a menina seminua. José Wellington e a adolescente foram levados para o Distrito Integrado de Segurança Pública, onde foram ouvidos. Na unidade policial, ele foi autuado por estupro de vunerável e, em seguida, encaminhado para o Conjunto Penal de Vitória da Conquista, onde está à disposição da Justiça.
O prefeito ACM Neto disse nesta segunda-feira (26) que lamenta o caso envolvendo o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner. Em entrevista concedida na cidade de Cachoeira, no entanto, ele ressaltou que não comemoraria a situação negativa envolvendo o adversário político. “Não vou comemorar o desastre de um adversário meu, porque um caso desse é lamentável para a Bahia. Agora, está muito claro que o PT foi um partido que se contaminou pela corrupção. A gente já tinha conhecimento de tantos episódios no Brasil e agora, infelizmente, mais esse episódio aqui na Bahia envolvendo Jaques Wagner”, afirmou ACM Neto. A Polícia Federal deflagrou nesta segunda uma operação na qual cumpriu mandados de busca e apreensão contra Wagner, sendo um deles na casa do secretário, localizada no Corredor da Vitória, em Salvador. A investigação aponta que Wagner teria recebido R$ 82 milhões de propina por meio do superfaturamento do contrato de demolição e reconstrução da Arena Fonte Nova. “Se os outros erraram que eles paguem o preço dos seus erros”, comentou o prefeito de Salvador.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner, comentou sobre o eventual uso político da investigação que apura o pagamento de propina no valor de R$ 82 milhões para ele. Em entrevista à imprensa na tarde desta segunda-feira (26), ele disse estranhar o contexto pelo fato dele já ser considerado como um “plano B” para o PT caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja impedido de disputar a eleição deste ano. “No mínimo a gente estranha, porque tem cinco anos de investigação”, comentou Wagner. “E quando a gente chega no ano eleitoral, efetivamente eu sou citado como plano B. O [Fernando] Haddad é citado como plano B e também foi contra ele aberto um inquérito. Prefiro que as coisas se esclareçam para a gente se defender”, disse o secretário. O titular da SDE foi alvo de mandados de busca e apreensão como parte da Operação Cartão Vermelho. Uma equipe da Polícia Federal cumpriu um deles na residência de Wagner, localizado no Corredor da Vitória. Wagner também ironizou a participação na investigação de delatores que já estariam “na Suíça passeando de ski, então falam o que quiser”. Ele lembrou ainda que Odebrecht e OAS, empresas vencedoras da PPP da Fonte Nova, não ganharam outras concorrências promovidas pelo governo do estado que renderiam um montante ainda maior. “Se o que o delator fala serve para me acusar, eu também tenho o direto de pedir a ela que pergunte: por que eles saíram da questão do metrô? Quem ganhou foi outra empresa. Quando eles não ganham, não serve como prova de inocência. Quando eles ganham, serve como prova para me incriminar”, disse. À imprensa, Wagner também garantiu não ter recebido propina como parte da PPP da Fonte Nova.