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Um homem de 41 anos foi preso por simular o próprio sequestro na zona rural de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia. Segundo a Polícia Civil, o objetivo dele era tentar extorquir R$ 4 mil de familiares. A prisão foi efetuada no sábado (04), no falso cativeiro em que ele dizia estar desde quinta-feira (02).
De acordo com investigadores, o sequestro era falso, e o homem, na verdade, era o mentor do crime.
Enquanto fingia estar em um cativeiro, ele enviava fotos em que aparecia amordaçado para a família que mora em Brumado, a cerca de 136 quilômetros do local do crime. Após buscas na zona rural da cidade, os policiais o encontraram. Aos agentes, o homem confessou o plano.
Conforme informações da 20ª Coorpin, o homem agiu sozinho e foi autuado em flagrante pelo crime de extorsão. Ele está preso no Distrito Integrado de Segurança Pública (Disep) de Conquista e será encaminhado para o Presídio Nilton Gonçalves.

Um homem de 27 anos que deu entrada no Hospital Municipal de Brumado na madrugada de sábado (27), após ser baleado no Bairro Baraúnas, foi morto a tiros no fim da manhã de domingo (28) dentro da unidade hospitalar.
Em nota a Secretaria Municipal de Saúde do município confirmou a morte do paciente que não teve o nome revelado. Conforme relatos, os dois criminosos conseguiram entrar na unidade após fingirem passar mal por volta das 11h30 de domingo. Nas imagens de monitoramento do Hospital é possível ver que um dos suspeitos aponta a arma na direção de uma das funcionárias e acessa a ala de raio-x, onde o paciente baleado no dia anterior estava.
No local, segundo testemunhas, os criminosos descarregaram a arma contra a vítima e vários disparos foram ouvidos. Após o crime, os dois homens fogem do local. De acordo com os servidores da unidade, além deles, os demais pacientes e acompanhantes ficaram em pânico. A nota da Secretaria de Saúde afirma ainda que no momento do crime o paciente não tinha proteção policial.
“Em que pese todos os registros realizados diante das autoridades policiais, sobre a necessidade de se promover cautela quanto à guarda do mencionado paciente e, conseqüentemente, dos demais ocupantes da unidade de saúde, não houve nenhuma proteção policial”, afirma em nota a SESAU.

A Polícia Federal (PF) destruiu uma ponte clandestina usada por invasores da Terra Indígena (TI) de Apyterewa, no município de São Félix do Xingu, no Pará. A ação, realizada em conjunto com a Força Nacional e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), faz parte da operação de Desintrusão das Terras Indígenas Apyterewa e Trincheira Bacajá foi para evitar a volta de exploradores ilegais, que atuavam no garimpo, desmatamento e criação de gado no local.
Segundo ao PF, explosivistas da polícia detonaram a ponte em duas etapas: uma explosão na quinta-feira (25) e outra nesta sexta-feira (26). “A estrutura tinha 61 metros de comprimento e 4,6 metros de largura, sustentada por oito pilares de concreto. A ponte, na região do Paredão, é conhecida como Bucha do Natanael e servia como principal acesso à Terra Indígena”, informou a PF.
De acordo com o Centro de Monitoramento Remoto da Funai, a região da TI Apyterewa foi a área de floresta amazônica mais desmatada entre os anos de 2019 e 2022. As disputas territoriais remontam à década de 1980, quando os primeiros invasores da terra indígena se instalaram na região.
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Os criminosos que invadiram o sistema de administração financeira do governo federal, o Siafi, usado na execução de pagamentos públicos, tentaram movimentar ao menos R$ 9 milhões do Ministério da Gestão e Inovação, segundo as apurações preliminares da Polícia Federal.
As primeiras informações da PF é que eles conseguiram desviar no mínimo R$ 3,5 milhões do órgão, dos quais R$ 2 milhões já foram recuperados.
Em nota, o órgão confirmou a “utilização indevida de credenciais obtidas de modo irregular” e disse que “as tentativas de realizar operações na plataforma foram identificadas”. O Tesouro afirmou ainda que as ações “não causaram prejuízos à integridade do sistema”.
invasão ao Siafi foi relevada pela Folha. O Tesouro Nacional, órgão gestor do Siafi, implementou medidas adicionais de segurança para autenticar os usuários habilitados a operar o sistema e autorizar pagamentos.
Integrantes do governo relatam que os criminosos realizaram três operações Pix a partir dos recursos do MGI, para três bancos diferentes. Os investigadores conseguiram reaver os valores transferidos para duas instituições, mas o maior volume, repassado para uma terceira instituição, não pôde ser recuperado porque o dinheiro já havia sido direcionado para outras contas.

O vídeo de uma mulher tentando sacar um empréstimo no nome de um idoso morto que ela trazia em uma cadeira de rodas circulou nas redes sociais e na imprensa e causou indignação até mesmo no exterior. Presa, Érika de Souza Vieira Nunes alega que estava tentando buscar o dinheiro para que o tio comprasse uma TV e reformasse a casa, mas a polícia trata o caso como tentativa de fraude porque Paulo Roberto Braga, de 68 anos, já estava morto no momento em que a sobrinha pedia para que ele assinasse.
Independentemente do desfecho do caso, as suspeitas chamam a atenção para a vulnerabilidade de idosos, e especialistas ouvidos pela Agência Brasil descrevem que o cenário no país é de aumento da exploração e agressão a essa população.
Só nos três primeiros meses de 2024 já foram registradas 42.995 denúncias de violações contra pessoas de 60 anos de idade ou mais na Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH). Número bem maior do que os do mesmo período de 2023, com 33.546 registros, e de 2022, com 19.764. Entre os abusos mais comuns este ano, destaques para negligência (17,51%), exposição de risco à saúde (14,68%), tortura psíquica (12,89%), maus tratos (12,20%) e violência patrimonial (5,72%).
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Um total de 3.020 chaves Pix de clientes do Banco do Estado do Pará S.A. (Banpará) tiveram dados vazados, informou nesta quinta-feira (18) o Banco Central (BC). Esse foi o oitavo vazamento de dados desde o lançamento do sistema instantâneo de pagamentos, em novembro de 2020. Segundo o BC, o vazamento ocorreu entre 20 de março e 13 de abril de 2024 e abrangeu as seguintes informações: nome do usuário, Cadastro de Pessoa Física (CPF) com máscara, instituição de relacionamento, agência e número da conta.
O vazamento, apontou o BC, ocorreu por causa de falhas pontuais em sistemas da instituição de pagamento. A exposição, informou o BC, ocorreu em dados cadastrais, que não afetam a movimentação de dinheiro. Dados protegidos pelo sigilo bancário, como saldos, senhas e extratos, não foram expostos. Embora o caso não precisasse ser comunicado por causa do baixo impacto potencial para os clientes, a autarquia esclareceu que decidiu divulgar o incidente em nome do “compromisso com a transparência”.
Todas as pessoas que tiveram informações expostas serão avisadas por meio do aplicativo ou do internet banking da instituição. O Banco Central ressaltou que esses serão os únicos meios de aviso para a exposição das chaves Pix e pediu para os clientes desconsiderarem comunicações como chamadas telefônicas, SMS e avisos por aplicativos de mensagens e por e-mail.
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Uma mulher foi conduzida para a delegacia, na tarde desta terça-feira (16), depois de levar um cadáver em uma cadeira de rodas para tentar fazer um empréstimo de R$ 17 mil em uma agência bancária de Bangu, na Zona Oeste do Rio. Funcionários do banco suspeitaram da atitude de Érika de Souza Vieira Nunes e chamaram a polícia. O SAMU foi ao local e constatou que o homem, identificado como Paulo Roberto Braga, de 68 anos, estava morto há algumas horas.
Na delegacia, ela disse que sua rotina era cuidar do tio, que estava debilitado. A polícia apura se ela é mesmo parente dele. Um vídeo, feito pelas atendentes, mostra que a todo tempo ela tentava manter a cabeça do homem reta. “Tio, tá ouvindo? O senhor precisa assinar. Se o senhor não assinar, não tem como. Eu não posso assinar pelo senhor, o que eu posso fazer eu faço”, afirma a mulher.
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O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) publicou, nesta quinta-feira (11), no Diário Oficial da União, a nomeação de Roderick Ordakowski como novo diretor substituto do Presídio Federal de Mossoró (foto), no Rio Grande do Norte.
Segundo a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen/MJSP), Roderick responderá pela unidade e continuará como diretor titular de outra penitenciária federal, a de Porto Velho, em Rondônia.
Ele substitui o interventor da unidade prisional potiguar, Carlos Luis Vieira Pires, nomeado em fevereiro deste ano para assumir o cargo do então diretor da unidade, Humberto Gleydson Fontinele Alencar, que foi afastado logo após a fuga de dois detentos da penitenciária considerada de segurança máxima. A demissão de Humberto foi oficializada em 5 e abril – um dia após a captura dos fugitivos Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento, no Pará.
Bacharel em Direito pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Roderick Ordakowski é funcionário público de carreira da Senappen, do Ministério da Justiça, admitido por concurso público em 2009, como agente penitenciário federal.

Cinco policiais militares, entre eles um tenente-coronel, foram alvos de mandados de busca e apreensão na manhã desta terça-feira (9), durante a deflagração da ‘Operação Hybris’, que investiga organização criminosa especializada na lavagem de dinheiro do jogo do bicho, agiotagem, extorsão e receptação qualificada em Feira de Santana e cidades circunvizinhas, na Bahia. Uma mulher, esposa do chefe da facção criminosa, foi presa preventivamente.
No total, foram cumpridos 17 mandados de busca e um de prisão preventiva. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 4 milhões das contas bancárias dos investigados, além da suspensão das funções públicas dos PMs. A decisão foi expedida pelo Juízo da 1º Vara Criminal de Feira de Santana.
A operação foi deflagrada em conjunto pelo Ministério Público estadual, por meio do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco); Polícia Federal; Receita Federal e pela Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP), por meio da Corregedoria (Coger) e da Força Correcional Especia Integrada (Force). E contou também com o apoio do Grupo de Pronta Intervenção da Polícia Federal (GPI).
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A Polícia Federal anunciou uma grande conquista nesta quinta-feira (4), com a recaptura dos dois fugitivos da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Rogério da Silva Mendonça, de 35 anos, e Deibson Cabral Nascimento, 33 anos, foram detidos em Marabá (PA) após 50 dias de intensa busca. A operação conjunta envolvendo as polícias Federal e Rodoviária Federal resultou na prisão dos foragidos do Sistema Penitenciário Federal.
Os dois presos, que fazem parte da facção criminosa Comando Vermelho e são naturais do Acre, estavam na unidade desde setembro de 2023. A fuga dos detentos ocorreu em 14 de fevereiro, quando abriram passagem por um buraco atrás de uma luminária na penitenciária e cortaram duas cercas de arame utilizando ferramentas de uma obra em andamento nas instalações. Para o Ministério da Justiça, coordenador do sistema penitenciário federal, a transferência dos fugitivos de volta para Mossoró é uma questão de honra.
Essa ação visa reforçar a segurança e a integridade do sistema penitenciário e enviar uma mensagem clara de que a fuga não será tolerada. Esta foi a primeira fuga registrada na história do sistema penitenciário federal, que inclui unidades em Brasília (DF), Catanduvas (PR), Campo Grande (MS) e Porto Velho (RO). O sucesso da operação reflete o compromisso das autoridades em garantir a eficácia e a segurança do sistema carcerário nacional.