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O presidente Jair Bolsonaro afirmou que pretende divulgar os nomes dos responsáveis na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pela aprovação e utilização da vacina da Pfizer para crianças a partir de 5 anos
Ao iniciar uma transmissão de vídeo ao vivo nas suas redes sociais, o presidente informou que pediu a lista de forma “extra-oficial” para que “todo mundo tome conhecimento” dos técnicos responsáveis pela aprovação e “formem seu juízo”.
“A Anvisa não está subordinada a mim, deixar bem claro isso. Não interfiro lá. Eu pedi, extraoficialmente, o nome das pessoas que aprovaram a vacina para crianças a partir de 5 anos. Nós queremos divulgar o nome dessas pessoas para que todo mundo tome conhecimento de quem são essas pessoas e, obviamente, formem o seu juízo”, disse Bolsonaro na live.
Bolsonaro, que tem uma filha de 11 anos com a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, ainda na transmissão ao vivo, o presidente disse que vai estudar a nova orientação da Anvisa para saber “qual decisão tomar”.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), autorizou nesta quinta-feira (16), o uso da vacina da Pfizer para imunizar crianças a partir de 5 anos contra a Covid-19. Até então, o modelo da fabricante tinha o uso permitido no país apenas em pessoas com mais de 12 anos. As informações são da Folha de São Paulo.
“O número de casos de Covid-19 tem sido representativo na população pediátrica. Nós temos um perfil de segurança e reatogenicidade positivo com a vacinação e nós temos resultados importantes de geração de anticorpos nessa população”, explicou o gerente-geral de Medicamentos da Anvisa, Gustavo Mendes.
Apesar do anúncio, o Ministério da Saúde não vai iniciar a vacinação imediatamente porque a compra de doses específicas para crianças não foi solicitada. A pasta prevê imunizar 70 milhões de crianças. De acordo com a Pfizer, o contrato para fornecimento de 100 milhões de vacinas em 2022 inclui a possibilidade de entrega das versões modificadas do imunizante, inclusive para crianças. A farmacêutica confirmou que nenhuma dose pediátrica foi enviada ao Brasil.
Na quarta-feira (15), o Instituto Butantan solicitou novamente a aplicação da vacina CoronaVac para crianças e adolescentes entre 3 e 17 anos. Em julho deste ano, a Anvisa negou o primeiro pedido do Instituto alegando faltar dados mais concretos dos estudos.
O prazo de avaliação para este novo pedido é de até 30 dias. Em nota, a Agência explicou que, para a inclusão de “novos públicos na bula”, será necessário ao laboratório que conduza “estudos que demonstrem a relação de segurança e eficácia para determinada faixa etária”.
A vacina CoronaVac tem autorização para uso emergencial no Brasil apenas para pessoas com 18 anos de idade ou mais.

A Bahia registrou nesta quarta-feira (15) o primeiro caso de morte causada por Influenza A H3N2. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde da Bahia, a vítima era uma mulher de 80 anos e residente em Salvador.
A morte ocorreu nesta quarta-feira e a vítima não estava vacinada contra a Influenza. No entanto, a vacina contra a gripe ainda não tem uma ação contra esta versão específica do vírus Influenza A H3N2 que tem causado surtos pelo Brasil, a variante Darwin.
Boletim
Até o começo da tarde, no último boletim divulgado pela Sesab, a Bahia havia registrado 93 casos de Síndrome Gripal (SG) com resultado positivo para Influenza A H3N2. Os dados levavam em conta os casos registrados até a última terça-feira (14).
Destes, 15 evoluíram para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e necessitaram hospitalização. De acordo com o último boletim divulgado pela Vigilância Epidemiológica Estadual, dos casos de H3N2 que necessitaram de internação, 14 são residentes em Salvador e 1 em Lauro de Freitas, com idades entre 9 a 85 anos.
Em relação ao município de residência dos casos de síndrome gripal que não necessitaram de internação, 74 são de Salvador, cinco de São Sebastião do Passé, três de Catu, dois de Itapebi e um de cada um dos seguintes municípios: Alagoinhas, Eunápolis, Feira de Santana, Gandu, Lauro de Freitas, Macajuba e Vitória da Conquista. Dois casos são oriundos de outro estado.
Segundo o alerta emitido pela Vigilância Epidemiológica Estadual, as equipes de saúde devem estar atentas para a necessidade de intensificação das ações de vigilância dos casos suspeitos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
Há recomendação também para a intensificação vacinal nos municípios que dispõem de estoque, com oferta da vacina influenza para os grupos prioritários não vacinados durante a campanha de 2021.

A partir desta quinta-feira (16), além do documento oficial com foto, os voluntários à doação de sangue e cadastro de medula óssea deverão apresentar o cartão de vacinação contra a Covid-19 para ingresso e permanência nas unidades de coleta da Fundação Hemoba.
A nova medida, que visa conter o avanço do coronavírus na Bahia, foi determinada através do decreto Nº 20.907 assinado pelo governador Rui Costa, em 09 de dezembro de 2021.
“Convidamos todos os doadores a ingressarem nos postos de coleta de sangue somente em uso de máscara e comprovante de vacinação. Essa medida será adotada em nossas unidades, enquanto o decreto estiver em vigor, parae garantir a segurança dos nossos pacientes e colaboradores. Precisamos da solidariedade de todos No período de férias e de festas o número de doadores cai, já que muitas pessoas deixam a cidade e passam a não doar sangue regularmente”, pontua Fernando Araújo, diretor-geral da Hemoba.
A comprovação de vacinação poderá ocorrer por meio do Comprovante de Vacinação Oficial, expedido pela plataforma do Sistema Único de Saúde – Conecte SUS, ou por outro meio comprobatório, como caderneta ou cartão de vacinação, emitido pela Secretaria Estadual de Saúde, pelas Secretarias Municipais de Saúde ou por outro órgão governamental, nacional ou estrangeiro, com registro da aplicação das vacinas, conforme calendário estabelecido pela Secretária Estadual da Saúde.
É necessário comprovar duas doses da vacina ou dose única, para o público geral, a depender do imunizante utilizado. No caso de adolescentes, uma dose, respeitando o prazo de agendamento para a segunda. Será exigida a terceira dose ou reforço da vacina para o público alcançado por esta etapa da campanha de imunização contra a Covid.
Pessoas que se vacinaram contra a Covid-19 com a vacina da Coronavac, poderão doar sangue após 48 horas. No caso do imunizante da AstraZeneca e da Pfizer, as pessoas podem doar após sete dias da vacinação.

De acordo com o levantamento feito por pesquisadores da Universidade de Oxford, duas doses dos imunizantes da Pfizer e AstraZeneca oferecem níveis baixos de anticorpos neutralizantes para lutar contra a Ômicron, mas o reforço aumenta a efetividade das vacinas.
“Esses dados são importantes, mas são apenas uma parte. Eles só examinam os anticorpos neutralizantes após a segunda dose, porém, não nos falam sobre a imunidade celular, e isso também será testado”, explica Matthew Snape, um dos autores da pesquisa. A vacina induz vários tipos de defesas no corpo, e os estudos só conseguem quantificar, até o momento, os anticorpos.
Conforme divulgou o Portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, a pesquisa, que ainda não foi revisada pela comunidade científica, mostra que a variante Ômicron pode reinfectar pessoas que já tomaram as duas doses, mas não há dados suficientes para afirmar que imunizados estão protegidos de quadros graves ou morte em decorrência da infecção. Até o momento, apenas um óbito foi registrado pela nova cepa.
Foram analisadas amostras de sangue de pessoas que tomaram as duas doses da vacina contra o vírus isolado e vivo da variante Ômicron – em todos que receberam a fórmula da AstraZeneca, menos em um participante, os anticorpos neutralizantes caíram para abaixo do limite detectável.
Já entre os que tomaram o imunizante da Pfizer, a queda nos níveis de defesa foi de 29,8 vezes em cinco dos voluntários, a quantidade ficou abaixo do detectável. Não foi avaliada a mudança após o reforço, mas os pesquisadores acreditam que mais uma dose aumente as concentrações de anticorpos. “Os dados de eficácia do mundo real nos mostraram que as vacinas continuam a proteger contra doenças graves com variantes anteriores. A melhor maneira de nos proteger nesta pandemia é com a vacinação”, diz Teresa Lambe, outra cientista que participou do estudo.

O certificado de vacinação da Covid-19 de quem entra no Brasil por voos internacionais ou pela fronteira terrestre deve começar a ser solicitado nesta segunda-feira (13). As informações são da Folha de São Paulo.
A regra foi imposta após decisão liminar (provisória) de Luís Roberto Barroso, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), concedida no sábado (11) em ação apresentada pelo partido Rede de Sustentabilidade.
De acordo com a publicação, a nova portaria do governo sobre o controle de fronteiras deve ser publicada durante a segunda-feira (13). As regras passariam a valer a partir da divulgação do texto no Diário Oficial da União, segundo a assessoria de imprensa da Casa Civil.
A ideia do governo era liberar, em aeroportos, a entrada de viajantes não vacinados que se comprometessem a realizar quarentena de cinco dias. Já na fronteira terrestre o governo cobraria apenas o exame negativo da Covid-19 de quem não havia recebido a imunização.
O ministro Barroso decidiu que não imunizados só podem entrar no Brasil em situações mais restritas, como quem comprovar que não recebeu as doses por razões médicas ou quem chega de países sem vacinas disponíveis.

Um morador de São Paulo, de 67 anos de idade, que não viajou recentemente para o exterior, teve confirmada infecção pela variante Ômicron do coronavírus, informou neste sábado (11) a Secretaria Estadual de Saúde, acrescentando que ainda não é possível confirmar se a situação configura transmissão local da nova linhagem do coronavírus.
Segundo a secretaria, o homem tem esquema vacinal completo contra a covid-19, inclusive com dose de reforço, e apresentou apenas sintomas leves. “O paciente teve diagnóstico positivo para covid-19 no dia 7 de dezembro, após realizar um teste de PCR, e sua amostra foi submetida a sequenciamento genético, tendo a Ômicron como resultado. Ele está realizando isolamento domiciliar”, acrescentou a secretaria em nota.
Após a confirmação da nova variante, pessoas que tiveram contato com o paciente estão sendo procuradas para determinar se o caso representaria transmissão local da Ômicron. “Ainda não é possível confirmar se a situação configura transmissão local, justamente porque está em curso esse mapeamento de contatos”, disse a secretaria.
Esse é o sétimo caso confirmado de Ômicron no Brasil, sendo o quarto em São Paulo. Os demais foram identificados no Distrito Federal (2) e no Rio Grande do Sul (1). Todos esses casos foram confirmados em passageiros que chegaram ao país já infectados com a nova variante, que foi descoberta no sul da África.
A Ômicron tem gerado temores de que a grande quantidade de mutações na proteína spike do coronavírus, usada pelo vírus para infectar as células, possa significar que a variante escape da imunidade induzida por vacinas.
Alguns fabricantes de imunizantes, no entanto, afirmam que, embora seja possível que as vacinas existentes sejam menos eficazes contra a Ômicron, é provável que protejam os infectados pela nova variante contra quadros graves da covid-19.

A duração da imunização dada pelas vacinas contra a Covid-19 é de seis meses de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo a instituição, a estimativa foi por meio do cruzamento de vários estudos já realizados.
Conforme divulgou a Agência Brasil, Kate o’bryan, especialista em vacinas da OMS, explicou que a proteção de até seis meses não desaparece completamente depois desse período. Mas durante meio ano, o risco de doença grave, internação ou morte diminui drasticamente. De acordo com a instituição, o risco de infecção por Covid-19 é baixo durante seis meses após a aplicação da vacina.
Ainda segundo a OMS, o número de casos de Covid-19 na África quase duplicou em uma semana, mas salientou que “há sinais de esperança”, já que o número de hospitalizações se mantém baixo.
A OMS adiantou que a investigação está sendo intensificada para determinar se a variante Ômicron é responsável pelo número de casos na África. Houve mais 107 mil casos na última semana, quase o dobro dos 55 mil da semana anterior. “Cinco países representaram 86% dos casos da última semana, com a África Austral registrando a maior subida, de 140%, principalmente motivada pelo aumento na África do Sul”, diz nota.

A farmacêutica Pfizer anunciou nesta quarta-feira (08), que três doses do seu imunizante é capaz de neutralizar a variante Ômicron do novo coronavírus. O estudo mostra que uma terceira dose aumenta os títulos de anticorpos em 25 vezes em comparação com duas doses.
De acordo com a Pfizer, a manutenção da proteção acontece por que a proteína Spike (utilizada pelo vírus para invadir as células humanas) ainda pode ser reconhecida pelas células de defesa, mesmo na presença de mutações da variante Ômicron.
Os anticorpos após a dose de reforço são comparáveis aos níveis de anticorpos após duas doses da vacina diante do vírus original, que estão associados a altos níveis de proteção.
Em relação ao esquema de duas doses, há uma redução nos títulos de anticorpos contra a variante Ômicron, mas a vacina ainda é capaz de proteger contra o desenvolvimento de doença grave.

Dados do Ministério da Saúde divulgados nesta terça-feira (07) indicam que 10.250 novos diagnósticos de covid-19 foram registrados no país em 24 horas. O número eleva para 22.157.726 o total de pessoas infectadas desde o início da pandemia no país. Ontem (06), o painel de estatísticas marcava 22.147.476 casos acumulados.
As mortes causadas pelo novo coronavírus ao longo da pandemia somam 616.018. Em 24 horas, as autoridades sanitárias notificaram 274 novos óbitos. Ontem, o painel de informações marcava 615.744 mortes acumuladas. O balanço apontou também 155.437 pacientes em acompanhamento e 21.386.271 recuperados da doença.
Os estados com mais mortes por covid-19 são: São Paulo (154.480), Rio de Janeiro (69.181), Minas Gerais (56.357), Paraná (40.815) e Rio Grande do Sul (36.228). Já as unidades da Federação com menos óbitos são Acre (1.849), Amapá (2.005), Roraima (2.056), Tocantins (3.925) e Sergipe (6.048).