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Governo vê cenário mais desfavorável para negociação com os EUA após prisão de Bolsonaro

27 novembro 2025 | 0:19

Interlocutores do governo brasileiro avaliam que as negociações com os Estados Unidos para a suspensão das sanções aplicadas contra o Brasil devem se tornar mais complicadas após a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que ocorreu na manhã do último sábado (22). As informações são do jornal O Globo e do portal InfoMoney.

Por outro lado, eles avaliam que, até o momento, não há sinais de que Washington planeje adotar novas medidas punitivas, a menos que o presidente Donald Trump surpreenda e tome alguma iniciativa fora do previsto.

Apesar do cenário menos favorável, o governo brasileiro ainda aguarda uma resposta ao pedido de suspensão temporária da alíquota de 40% — o chamado tarifaço — enquanto se mantêm as conversas em andamento. A proposta brasileira, encaminhada a Washington no início do mês, também prevê a reversão das sanções impostas a autoridades nacionais, entre elas o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

No sábado, logo após a prisão de Bolsonaro, o vice-secretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, reagiu à medida, que chamou de “provocativa e desnecessária”. Landau voltou a criticar Moraes, responsável pela detenção de Bolsonaro e relator do processo que o condenou a mais de 27 anos de reclusão por tentativa de golpe de Estado. Em uma rede social, chamou o magistrado de “violador de direitos humanos”.

O Brasil busca um acordo que encerre a sobretaxa ou, ao menos, amplie as exceções atualmente em vigor. Figuras centrais de Washington e Brasília tem se encontrado regularmente desde setembro para tratar das negociações. Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, por exemplo, já tiveram duas reuniões: a primeira por telefone e a outra na Malásia, quando os dois participavam da Cúpula da ASEAN.

Outro importante encontro foi entre o realizado entre o chanceler Mauro Vieira e o secretário de Estado americano, Marco Rubio, há duas semanas. O chefe da diplomacia dos EUA disse a Vieira que o governo de seu país enviaria uma resposta a Brasília em breve.

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