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por Neison Cerqueira / Lula Bonfim
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) anunciou, durante o 14º Encontro Nacional, realizado nesta sexta-feira (23), no Parque de Exposições, em Salvador, apoio à reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no pleito de outubro deste ano.
O evento contou com a presença de Lula, além do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), do ministro da Comunicação, Sidônio Palmeira, do senador Jaques Wagner (PT) e de outras lideranças da política baiana.
Durante o encontro, o coordenador nacional do MST, Roberto Baggio, afirmou que a mobilização tem como objetivo projetar os próximos passos do movimento para os anos seguintes. Já Divina Lopes, dirigente nacional do MST, destacou que a principal bandeira do grupo é a luta pela reforma agrária popular e a construção do que classificou como “o Brasil dos sonhos do MST”.
Em carta aberta divulgada durante o evento, o movimento criticou o atual cenário político internacional, citando tensões como o caso envolvendo o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, além dos conflitos entre Israel e Palestina e entre Ucrânia e Rússia.
O documento também aponta problemas relacionados à concentração e à posse irregular de terras, associadas ao avanço do agronegócio. O MST ainda fez críticas ao crescimento da extrema-direita, atribuindo ao fenômeno parte da crise política e social que, segundo o movimento, pode influenciar as eleições de 2026.
As big techs e a atuação da mídia também foram mencionadas. “Precisamos estar à altura do que a luta de classes exige da classe trabalhadora organizada neste tempo histórico”, diz um trecho do documento lido.