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Guanambi: Irregularidade em instalação de curso de Medicina será apurada pelo MEC

3 maio 2017 | 16:06

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Uma suposta fraude envolvendo a instalação de um curso de medicina privado em Guanambi, no Sertão Produtivo, sudoeste, será apurada pelo Ministério da Educação (MEC). O caso se refere a uma possível troca de pareceres em uma concorrência pública que teria beneficiado uma entidade do ex-ministro do Turismo Walfrido Moraes. Segundo reportagem do Estadão, a seleção das entidades para instalação do curso de Medicina se deu por meio do Programa Mais Médicos, durante o governo de Dilma Rousseff. A intenção era reduzir a carência de profissionais de medicina no país em médio prazo. O edital chegou a ser alterado, com inversão de fases de avaliação, além da inclusão de novos critérios de análise, mesmo após o início do processo, o que causou polêmica e levou o Tribunal de Contas da União (TCU) a paralisar a seleção por nove meses, entre outubro de 2015 e julho de 2016. Ainda conforme a reportagem, a estimativa é de que, em pleno funcionamento, um curso desse renda ao menos R$ 26 milhões/ano.

A classificação final, que envolveu a análise das condições apresentadas pelas instituições em três etapas, foi divulgada pelo MEC em 10 de julho de 2015. Naquela data, foi anunciada como primeira colocada para montar o curso em Guanambi a Sociedade Padrão de Educação Superior, mantenedora das Faculdades Integradas Pitágoras de Montes Claros (FIPMoc), com sede na cidade do Norte de Minas. A entidade tem como um dos sócios a Samos Participações, de Walfrido. Em resposta, a Sociedade Padrão de Educação Superior informou que a participação no certame ocorreu mediante os critérios no edital. A instituição alega ainda ter sabido da classificação em primeiro lugar “no momento em que o fato se tornou público” e “desconhece a existência” de pareceres que divergem do resultado. Ainda segundo a entidade, durante o processo de seleção, a instituição “jamais solicitou” revisão de avaliações feitas pelo MEC.