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A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) Bahia e a Companhia Independente de Policiamento Especializado Leste (CIPE Leste) prenderam duas pessoas na noite de quinta-feira (15), em Feira de Santana, durante uma operação contra o tráfico de drogas. Na ação, foram apreendidos uma pistola, munições de fuzil, carregadores, cocaína, maconha e outros materiais.
A primeira suspeita foi abordada na rodoviária de Feira de Santana, enquanto tentava embarcar em um ônibus com destino à região Oeste da Bahia. Durante a fiscalização, os policiais encontraram, dentro de uma mala, uma pistola, carregadores para submetralhadora, munições de fuzil, tabletes de cocaína e grandes porções de maconha.
De acordo com as forças de segurança, a mulher indicou um imóvel onde mantinha outros materiais ilícitos. As equipes seguiram até o endereço e prenderam um segundo suspeito, apontado como integrante da mesma facção criminosa.
No imóvel, os agentes encontraram mais entorpecentes, um colete balístico, máquinas de cartão de crédito e débito e balanças utilizadas, segundo a polícia, no comércio de drogas. Os dois suspeitos foram encaminhados à Delegacia Territorial da Polícia Civil de Feira de Santana, onde foram apresentados à autoridade policial.

A aprovação da PEC 221/2019 pelo Senado, que extingue a escala 6×1 e estabelece a jornada máxima semanal de 40 horas sem redução salarial, representa uma mudança histórica nas relações de trabalho no Brasil. O texto determina que a jornada cairá dos atuais 44 para 42 horas semanais dois meses após a publicação da emenda constitucional, atingindo as 40 horas finais em um ano e dois meses. A advogada trabalhista Tiana Camardelli, profissional com mais de 25 anos de atuação na área, analisou os principais impactos jurídicos e contratuais da medida.
Para a advogada, a emenda que põe um fim na escala 6×1 consolida um avanço social ao desvincular a produtividade da exaustão do empregado. Contudo, alerta que as empresas precisarão se adequar por meio de planejamento preventivo, sem tentar repassar os custos da reorganização às equipes.
“A transição para uma jornada menor exige planejamento, transparência e respeito aos direitos garantidos, sem a transferência dos custos da reorganização produtiva para os empregados. O desafio das empresas será modernizar sua organização, e não simplesmente exigir que seus empregados produzam o mesmo em menos tempo mediante intensificação excessiva do trabalho, o que não será permitido”, pontuou Tiana Camardelli.

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), por meio da 5ª Promotoria de Justiça de Brumado, instaurou dois procedimentos administrativos para fiscalizar a oferta de profissionais de apoio escolar a estudantes do Colégio Estadual de Tempo Integral de Brumado (Cetib), no sudoeste da Bahia.
As portarias que formalizam as medidas foram publicadas nesta quarta-feira (14). O objetivo é acompanhar a disponibilização contínua e efetiva de profissionais individualizados para alunos que necessitam de acompanhamento especializado na unidade de ensino. Os procedimentos têm como foco garantir o atendimento das necessidades pedagógicas, comportamentais e de integração dos estudantes, assegurando condições adequadas para o exercício do direito à educação inclusiva e de qualidade.
A atuação do MP-BA considera o dever do poder público de assegurar profissionais capacitados para acompanhar os alunos que necessitam desse tipo de suporte durante as atividades escolares. Com a instauração dos procedimentos, a 5ª Promotoria de Justiça poderá requisitar informações aos órgãos responsáveis pela gestão educacional e adotar as providências administrativas e legais cabíveis para acompanhar a situação. As medidas buscam assegurar que os estudantes tenham acesso ao suporte necessário para sua participação efetiva no ambiente escolar, em conformidade com os direitos garantidos pela legislação brasileira.

A dez dias do segundo turno da eleição presidencial, Flávio Bolsonaro (PL) tem 51% das intenções de votos válidos, contra 49% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (15). A diferença está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, o que configura empate técnico.
Na pesquisa anterior realizada uma semana antes, o senador tinha 52% dos votos válidos, ante 48% de Lula. O levantamento atual indica redução da vantagem numérica de Flávio na disputa pela Presidência da República.
Os votos válidos excluem brancos, nulos e eleitores indecisos. É com base nessa contagem que a Justiça Eleitoral define o resultado oficial das eleições.
Considerando os votos totais, que incluem essas categorias, Flávio registra 47% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 45%. Na rodada anterior do instituto, o senador tinha 49%, e o presidente mantinha os mesmos 45%.
A oscilação de Flávio foi acompanhada pelo aumento dos eleitores que pretendem votar em branco ou anular o voto, de 5% para 6%, e dos indecisos, de 1% para 2%.
A pesquisa mostra diferenças entre os candidatos conforme a região, a renda e a religião dos entrevistados. No Sudeste, que representa 42% da amostra, Flávio tem 51% das intenções de voto total, contra 41% de Lula. O resultado é semelhante ao registrado na semana anterior.
O senador também aparece à frente entre os eleitores com renda de dois a cinco salários mínimos, grupo que corresponde a 37% dos entrevistados. Nesse segmento, ele tem 55%, enquanto o presidente registra 40%.
No Sul, onde estão 14% dos entrevistados, Flávio soma 57%, contra 35% de Lula. Entre os evangélicos, que representam 30% da amostra, o senador tem 62%, ante 29% do petista. Nesse último grupo, a intenção de voto em Flávio oscilou sete pontos percentuais para baixo, dentro da margem de erro específica de quatro pontos para o segmento.
Lula apresenta seus melhores resultados entre os eleitores de menor renda, os católicos, os menos escolarizados e os moradores do Nordeste.
Entre os 47% dos entrevistados que ganham até dois salários mínimos, o presidente tem 53% das intenções de voto, contra 38% de Flávio. Entre os católicos, que representam 48% da amostra, Lula registra 52%, ante 42% do adversário.
O petista também lidera entre os eleitores com menor escolaridade, grupo que corresponde a 27% dos entrevistados, com 56% contra 36% do senador. No Nordeste, que representa outros 27% da amostra, Lula tem 61%, enquanto Flávio soma 32%.
A divisão por gênero mostra resultados distintos. Entre as mulheres, que correspondem a 51% dos entrevistados, Lula aparece com 49%, contra 40% de Flávio. Entre os homens, que representam 49% da amostra, o senador tem 52%, ante 40% do presidente.
O levantamento foi realizado entre terça-feira (13) e quarta-feira (14), com 2.520 eleitores de 153 municípios. A pesquisa foi encomendada pela Folha de S.Paulo e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-00466/2026.
A margem de erro geral é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O segundo turno da eleição presidencial está marcado para o dia 25.

O líder do PT no Senado, Camilo Santana (CE), apresentou nesta quinta-feira (15) uma emenda à PEC da Segurança Pública que prevê reduzir de 18 para 16 anos a maioridade penal para crimes hediondos. A iniciativa contraria a estratégia do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que pretende aprovar o texto sem alterações de mérito para evitar que a proposta retorne à Câmara dos Deputados.
Coordenador da campanha de Lula à reeleição, Santana enfrenta resistência de parte da bancada petista e de outros governistas à inclusão do tema na proposta. A orientação do governo é preservar a versão aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, admitindo, no máximo, ajustes de redação.
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), afirmou que há um entendimento com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para rejeitar as emendas apresentadas à PEC. Segundo ela, a redução da maioridade penal deverá ser discutida em outra proposta constitucional.
“Eu quero dizer a vocês que o acordo para que a PEC fosse aprovada sem emendas, precede a apresentação da emenda do senador Camilo Santana. Esse acordo foi feito quando a oposição apresentou os destaques que foram rejeitados na Câmara. O que Mendonça [relator na Câmara] concordou com todos os líderes: retirar o tema da maioridade penal, da redução da maioridade penal do corpo da PEC da segurança pública, porque seria um corpo estranho no contexto do conteúdo da PEC, mas não esqueceu o tema. O tema será tratado em uma outra PEC. Havia já esse acordo. O que fez a oposição? Acordou lá e trouxe de volta para cá. Com qual objetivo? Retardar a aprovação”, disse a senadora a jornalistas no Senado.
A discussão também foi impulsionada por uma emenda do líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN). A proposta prevê reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos como regra geral e para 14 anos em casos de crimes graves.
A iniciativa faz parte de uma estratégia da oposição para pressionar o governo em uma pauta considerada sensível para a esquerda, historicamente contrária à redução da maioridade penal.
O debate ocorre após a tramitação da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, tema em que parlamentares bolsonaristas e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apesar de historicamente contrários à medida, tiveram de se posicionar diante da pressão política em torno da jornada de trabalho.
A principal preocupação dos governistas é que mudanças no conteúdo da PEC obriguem o texto a retornar à Câmara, prolongando a tramitação. A avaliação é que a inclusão da maioridade penal pode dificultar a aprovação da proposta nos termos negociados entre as duas Casas.
O governo pretende utilizar a aprovação da PEC como parte de sua agenda para a segurança pública. Entre as iniciativas previstas está a recriação do Ministério da Segurança Pública após a promulgação da emenda constitucional.
A disputa em torno da maioridade penal, portanto, opõe a tentativa do governo de concluir a votação da PEC sem alterações substanciais à estratégia da oposição de incorporar ao texto um tema de forte repercussão política.

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (14), em dois turnos de votação, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, modelo em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos e tem um dia de descanso. A proposta recebeu 75 votos favoráveis e apenas um contrário em cada turno e, conforme o texto encaminhado, segue para promulgação.
Com a mudança, os trabalhadores terão direito a dois dias de repouso semanal remunerado, sendo um deles preferencialmente aos domingos, sem redução salarial. A proposta também reduz a jornada máxima semanal de trabalho de 44 para 40 horas, mantendo o limite de oito horas diárias. O texto permite a compensação de horários e a redução da jornada por meio de acordo ou convenção coletiva de trabalho.
Parte das mudanças deverá ser implementada de forma progressiva, conforme as regras previstas na proposta. Ao abrir a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, destacou a expectativa dos trabalhadores em relação à medida. “Milhões de trabalhadores e trabalhadoras estão acompanhando esta sessão com esperança. São pessoas que conhecem na própria rotina o valor de um dia a mais de descanso”, declarou.

Brumado, sediará no próximo dia 20 de outubro, o Fórum de Debates com o tema “O protagonismo institucional no desenvolvimento social e da saúde em Brumado e região”. O evento está marcado para as 19h30, na sede da Casa da Amizade, e pretende reunir representantes de instituições, autoridades, profissionais de saúde e lideranças comunitárias para discutir os desafios e as perspectivas da assistência à saúde no município e em cidades da região.
A programação será realizada em formato de mesa-redonda, com debates sobre o papel histórico das Santas Casas de Misericórdia, as dificuldades de custeio das unidades hospitalares, a situação atual da saúde e as propostas para melhorar os serviços oferecidos à população. Entre os temas previstos estão também a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) e a necessidade de fortalecer políticas públicas e programas voltados à prevenção de doenças.

Foto: Divulgação
A Prefeitura de Brumado, através da Secretaria Municipal de Saúde promove, nesta quarta-feira (14), o Dia D da campanha Outubro Rosa, com ações de prevenção e cuidado com a saúde da mulher em 15 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município. A iniciativa busca ampliar o acesso aos serviços de saúde e incentivar a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama.
As atividades serão realizadas em diferentes bairros e comunidades, com horários variados, para facilitar a participação das mulheres. Além das ações desta quarta-feira, a UBS Rubem Alves Teixeira, em Cristalândia, também terá programação especial no dia 22 de outubro, às 8h.

A Bahia tem 1.242.178 benefícios com prova de vida pendente, o equivalente a 9,02% do total registrado no país. Segundo levantamento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o estado ocupa a terceira posição no ranking nacional de pendências.
Com a proximidade do segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro, o instituto reforça que o registro de votação pode ser utilizado na comprovação automática de vida dos beneficiários, por meio do cruzamento de informações com a Justiça Eleitoral.
Desde 2023, a responsabilidade pela comprovação de vida é do próprio INSS. Para verificar se aposentados e pensionistas estão vivos, o órgão utiliza dados de diferentes bases governamentais, evitando que os beneficiários precisem se deslocar até uma agência bancária.
A votação nas eleições é uma das informações que podem ser consideradas nesse processo, desde que os dados estejam disponíveis para o cruzamento realizado pelo instituto.
O INSS esclarece que a existência de uma pendência na prova de vida não implica o bloqueio automático do pagamento. Para consultar a situação do benefício, o cidadão pode acessar o aplicativo ou site Meu INSS ou entrar em contato com a Central 135.

Foto: Rede Sociais
Servidores não docentes da rede municipal de educação de Aracatu, no sudoeste da Bahia, estão mobilizados há mais de 15 dias para reivindicar o pagamento de gratificações previstas no Estatuto do Servidor Público, além da criação de um plano de carreira e melhorias nas condições de trabalho. A mobilização reúne profissionais que cobram da administração municipal o cumprimento de direitos trabalhistas e a valorização da categoria.
Segundo a professora Viviane Meira, diretora da Delegacia da Gameleira da APLB Sindicato, a gestão municipal prometeu, há cerca de dois anos, elaborar um plano de carreira para os servidores, mas a proposta ainda não foi concretizada. Entre as principais reivindicações estão o pagamento de quinquênio, licença-prêmio, adicional de insalubridade e adicional noturno. De acordo com Viviane, os profissionais não docentes não recebem esses benefícios e muitos sobrevivem com remuneração equivalente ao salário mínimo, sobre a qual ainda incidem os descontos previdenciários.