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Grandes nomes da música podem ser barrados no São João da Bahia; saiba motivo

6 março 2026 | 0:04

Acordo entre prefeituras e Ministério Público coloca atrações em xeque nos festejos juninos. Foto: Divulgação

por Edgar Luz

Um dos períodos mais movimentados do calendário turístico baiano pode enfrentar mudanças neste ano. O São João da Bahia entrou no radar do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), que firmou um termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com gestores municipais estabelece um limite de R$ 700 mil para o pagamento de cachês artísticos durante os festejos juninos.

O acordo foi discutido em reunião realizada na sede da União dos Municípios da Bahia (UPB) e tem como objetivo controlar os gastos públicos das prefeituras durante o período junino. No entanto, a medida pode afetar diretamente a contratação de grandes nomes da música nacional, conhecidos por atrair multidões nas cidades do interior.

O presidente da Câmara de Cruz das Almas, Euricles Neto, já levantou dúvidas sobre a presença de Wesley Safadão na programação do município e de outras cidades. Isso porque o cachê do cantor costuma ultrapassar a marca de R$ 1 milhão, valor bem acima do teto definido no acordo.

A limitação também atinge outros artistas que estão entre os mais requisitados no São João e que tradicionalmente elevam seus preços devido à grande demanda do mês de junho.

Entre os nomes que atualmente ultrapassam o limite estabelecido pelo MP-BA estão:

• Gusttavo Lima – cerca de R$ 1,2 milhão
• Wesley Safadão – cerca de R$ 1,1 milhão
• Jorge & Mateus – aproximadamente R$ 1 milhão
• Nattan, Simone Mendes e Natanzinho Lima – em torno de R$ 900 mil
• Ana Castela, Zé Neto & Cristiano, Maiara & Maraisa, Bruno & Marrone e Alok – cerca de R$ 850 mil
• João Gomes, Matheus & Kauan, Mari Fernandez e Xand Avião – aproximadamente R$ 800 mil
• Henry Freitas – cerca de R$ 750 mil
• Pablo – em torno de R$ 710 mil

Mesmo com a nova regra, algumas cidades que realizam grandes festas juninas já anunciaram atrações cujos valores de cachê superam o teto definido pelo TAC, o que gera um cenário de incerteza.

Agora, o impasse gira em torno da forma como os contratos serão formalizados. Caso o Ministério Público mantenha a exigência prevista no acordo, as prefeituras podem ser obrigadas a rever os valores negociados ou até cancelar apresentações que ultrapassem o limite, sob risco de enfrentar medidas judiciais.

 

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