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O presidente do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado, João Roma, comentou nesta sexta-feira (19) a operação da Polícia Federal que teve como alvo o senador Jaques Wagner (PT). Para o ex-ministro, o caso é grave e exige investigação criteriosa por parte das autoridades competentes.
Em publicação nas redes sociais, Roma afirmou que os fatos precisam ser devidamente esclarecidos e que eventuais responsabilidades devem ser apuradas dentro dos limites da legislação. “Considero muito grave, com indícios fortes, necessitando de apuração com o rigor da lei”, declarou.
O dirigente do PL também criticou a postura adotada por Wagner ao longo dos últimos anos em relação ao tema. Segundo ele, o senador tratou o assunto de forma inadequada e procurou minimizar questionamentos sobre suas ligações com personagens investigados.
“O que mais espanta nesse caso é a forma debochada que ele sempre tratou do assunto, fazendo ilações a políticos adversários e escondendo suas relações, usando, inclusive, o termo pejorativo ‘cara pálida’”, afirmou.
Para Roma, agentes públicos que se tornam alvo de investigações têm a obrigação de prestar esclarecimentos à população. Ele também defendeu que o mesmo rigor aplicado a adversários políticos seja adotado em qualquer circunstância.
“Quem cometeu irregularidade precisa responder perante as autoridades constituídas e, em caso de homem público, precisa esclarecer a sociedade. Durante anos, vimos setores da esquerda defender investigações quando atingiam adversários políticos. Espero que adotem a mesma prática agora. A lei deve valer para todos”, disse.
Ao comentar o episódio, Roma ainda ampliou as críticas aos governos do PT na Bahia. Segundo ele, problemas nas áreas de segurança pública, saúde e educação evidenciam diferenças entre os projetos políticos defendidos pelo partido e pela oposição.
“Tudo isso deixa escancarada a diferença do nosso jeito de pensar para o jeito do PT de governar e encarar os temas, principalmente os mais sérios. Enquanto a gente preza pela verdade, eles se afundam em mentiras e deboches com a população”, concluiu.