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O céu da madrugada desta terça-feira (7) será palco de um espetáculo astronômico especial: a Superlua Cheia de Outubro, também conhecida como Lua da Colheita. O fenômeno ocorre por volta das 00h48 e poderá ser observado de qualquer parte do Brasil, desde que o tempo esteja limpo.
Chamado de Lua da Colheita por ser a lua cheia mais próxima do equinócio da primavera no Hemisfério Sul, o evento tem origem histórica. Antes da iluminação elétrica, agricultores aproveitavam o brilho intenso do satélite natural para estender as jornadas de trabalho noturnas no campo.
O fenômeno é considerado raro: entre 1970 e 2050, apenas 18 Superluas da Colheita ocorrem em outubro. A última foi registrada em 2020, e a próxima está prevista para 2028.
Durante o evento, a Lua pode parecer até 14% maior e 30% mais brilhante do que o habitual, já que estará em seu ponto mais próximo da Terra — o chamado perigeu lunar.
Para observar, basta mirar o horizonte leste no início da noite. A Lua surgirá grande e alaranjada, ganhando tonalidade mais clara à medida que sobe no céu. O espetáculo poderá ser apreciado com maior intensidade entre os dias 5 e 8 de outubro.
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) prendeu nesta sexta-feira (5), um homem apontado como um dos maiores traficantes de animais silvestres do Brasil, durante a deflagração da ‘Operação Fauna Protegida’ em Salvador e em Mascote, extremo sul do estado. Ele é investigado por liderar organização criminosa de alcance interestadual, com atuação em várias regiões da Bahia e outros estados, com prática sistemática de crimes de tráfico de animais silvestres, maus-tratos, receptação qualificada e lavagem de dinheiro.
Segundo as investigações, o grupo criminoso realizava a comercialização ilegal de centenas e até milhares de bichos, principalmente aves, incluindo espécies como estevão, canário, chorão, papa-capim e trinca ferro, entre outros. Há registros de venda de passarinhos de até R$ 80 mil. Com diversas passagens na Polícia por crimes contra a fauna, o homem, que atuava no tráfico há mais de 20 anos, já chegou ser flagrado com carga de 1.575 pássaros e centenas de jabutis, mas pela primeira vez é preso por crimes de associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Também foi cumprido mandado de prisão preventiva contra um dos principais fornecedores de animais da organização, além de quatro de busca e apreensão nos endereços residenciais deles e de uma terceira pessoa que exercia a função de receptadora. Em um dos locais, foram encontradas dezenas de galos em situação de maus-tratos, criados para competições ilegais de rinhas.
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Por Eduarda Pinto
O Cerrado e a Caatinga são os dois dos principais biomas baianos e, juntos, abrigam a maior parte dos municípios da Bahia. Acontece que ambos estão entre os mais ameaçados em meio as queimadas e violações ambientais pelo estado. O reflexo desses e outros fatores só vieram a tona a partir de estudos científicos que identificaram, na Bahia, a primeira microrregião árida em todo o país.
Um estudo desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), divulgado em novembro de 2023, identificou características de clima árido na região norte da Bahia, especialmente o território de Itaparica, incluindo as cidades de Abaré, Chorrochó, Glória, Macururé, Paulo Afonso e Rodelas.
Mais recentemente, ainda neste ano, a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) disponibilizou o Mapa de Áreas Susceptíveis à Desertificação (ASD) do estado. Utilizando o mesmo método de cálculo do índice de aridez, a metodologia de Thornthwaite (1948), o mapeamento estadual considera que quanto menor o IA [Índice de Aridez], maior a aridez e, consequentemente, a suscetibilidade à desertificação. Confira o mapa:
“Ao analisar o mapa, observa-se uma área na cor laranja na parte central do estado, no sentido do percurso do Rio São Francisco, e que se espalha na parte norte, onde o índice de aridez (entre 0,13 e 0,50) demonstra alta suscetibilidade à desertificação e retrata as áreas áridas e semiáridas do estado. Nas bordas, em cores mais suaves, aparecem os trechos com média susceptibilidade. Já a região litorânea e o oeste do estado, em azul no mapa, apresentam baixa (IA entre 0,66 e 1,0) ou muito baixa (IA acima de 1,0) suscetibilidade”, apontou a nota oficial da Superintendência.
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A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, defendeu a criação de um “mutirão” de mobilização nacional para promover a preservação ambiental e combater a devastação e as mudanças climáticas. A proposta foi apresentada durante um evento nesta quinta-feira (14) e prevê a articulação de diferentes setores da sociedade em torno de um mesmo objetivo: frear a degradação dos ecossistemas e estimular práticas sustentáveis.
Segundo Marina, esse movimento precisa reunir representantes de diversas culturas e posições políticas, incluindo lideranças religiosas, que, na visão da ministra, podem contribuir para sensibilizar comunidades sobre a importância da proteção ambiental. Ela ressaltou que a fé e a ciência não devem ser vistas como áreas opostas, mas como campos “suplementares” e capazes de diálogo.
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O Ministério Público da Bahia (MP-BA) denunciou oito pessoas suspeitas de integrar um esquema de corrupção e crimes ambientais no Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), no oeste do estado. Entre os acusados estão ex-funcionários do órgão, um servidor público e um fazendeiro. Segundo a investigação, o grupo teria recebido ao menos R$ 16,5 milhões entre 2018 e 2024 em troca de licenças ambientais concedidas de forma ilegal a grandes empreendimentos rurais.
A denúncia, aceita pela Justiça em 27 de julho, aponta que o esquema funcionava por meio da manipulação de processos de licenciamento. As autorizações eram emitidas de forma privilegiada, mediante pagamento, beneficiando fazendas e produtores da região. O fazendeiro Gervalter Barreiros Pizato, dono das propriedades Pedra Preta, Perobal e Barreirinho, está entre os denunciados.
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Otávio Queiroz
A Câmara dos Deputados aprovou, nesta segunda-feira (2), o Projeto de Lei 3330/24, que endurece as punições para quem provocar incêndios em florestas e outras formas de vegetação. A proposta eleva a pena de reclusão dos atuais 2 a 4 anos para 3 a 6 anos, além de multa. O texto segue agora para análise do Senado.
O projeto também estabelece que, após decisão judicial definitiva, o condenado ficará proibido de contratar com o poder público por cinco anos. A proposta original é do deputado Gervásio Maia (PSB-PB), com relatoria do deputado Patrus Ananias (PT-MG).
Pelo texto aprovado, as penas podem ser agravadas de um terço à metade caso o crime:
– exponha a perigo direto a população ou a saúde pública em áreas urbanas;
– atinja unidades de conservação ou áreas sob regime especial de uso;
-envolva duas ou mais pessoas;
– coloque em risco espécies ameaçadas de extinção;
– tenha como objetivo obter vantagem econômica.
Se o incêndio resultar na morte de alguém, a pena poderá ser duplicada. Já nos casos culposos, ou seja, sem intenção, a pena prevista é de detenção de 1 a 2 anos, além de multa.

Diversas cidades da Bahia foram profundamente afetadas devido aos temporais que ocorrem nos últimos dias na capital baiana e interior do estado. Em Camacan, mais de 100 famílias foram afetadas e 37 ficaram desalojadas por causa das chuvas.
No sudoeste, a cidade de Guanambi também foi atingida por temporais acompanhados de ventos fortes, que derrubaram árvores, estruturas e causaram danos à rede elétrica.
Já em cidades do norte do estado, como Juazeiro, Irecê e João Dourado, foram registrados altos volumes de chuva. Em Irecê, choveu 90 mm em menos de uma hora, maior índice desde 2020, mas sem desalojados. João Dourado teve 60 mm de chuva em quatro horas, com pontos de alagamento, mas sem necessidade de acionar a Defesa Civil.
Chuvas intensas
Salvador e outros 327 municípios da Bahia estão sob alerta de precipitações intensas, segundo aviso emitido neste domingo (13) pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O alerta amarelo indica perigo potencial e vale até as 10h de segunda-feira (14), com possibilidade de prorrogação.
Outros estados do Nordeste, como Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Sergipe, também estão sob o mesmo alerta.

Em visita nesta sexta-feira (4) ao Parque Nacional do Xingu, o presidente Lula (PT) afirmou que encontro foi o “mais importante” que fez até o momento.
“Já viajei muito o mundo. Já encontrei com mais de 120 presidentes, com reis, rainhas, imperadores. Mas nenhuma dessas pessoas que eu encontrei, desses palácios que visitei, é mais importante do que a visita que estou fazendo aos povos indígenas do Xingu e ao companheiro Raoni”, declarou Lula, que visitou lideranças indígenas.
“Somos um governo que respeita os povos indígenas, reconhece seus direitos e trabalha dia e noite, noite e dia para que sejam assegurados. Respeitamos, reconhecemos e também admiramos e amamos seus saberes e sua cultura”, completou o presidente.
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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta para chuvas intensas em 136 municípios baianos. De acordo com o boletim divulgado nesta quinta-feira (27), essas cidades podem registrar um volume de precipitação entre 20 e 50 milímetros por dia, além de ventos fortes que podem chegar a 60 km/h.
O aviso é válido para regiões como o Vale do São Francisco, sul, centro-sul e oeste da Bahia. Embora o risco de cortes de energia, quedas de árvores e alagamentos seja considerado baixo, a recomendação é que a população adote medidas preventivas. O alerta segue até as 10h de sexta-feira (28), podendo ser prorrogado.
Entre as cidades sob alerta estão Barreiras, Bom Jesus da Lapa, Eunápolis, Luís Eduardo Magalhães, Porto Seguro e Vitória da Conquista. Estados como Goiás, Pará, Tocantins e Ceará também devem ser afetados pela frente fria.
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Pesquisa da Fundação SOS Mata Atlântica coletou dados em 112 rios durante o ano de 2024, em 14 estados com incidência de Mata Atlântica, e percebeu ligeira piora e estagnação em alguns pontos, e poucos registros de melhora, restritos a projetos pioneiros, além de um aumento pequeno mas sensível de pontos em que a qualidade das águas foi considerada ruim.
O estudo recebeu apoio de uma rede de voluntários e cobriu 145 pontos de coleta em 67 municípios do Nordeste ao Sul do país, 18 pontos a mais do que o estudo anterior, com dados coletados em 2023.
Em 7,6% dos pontos (11), as amostras apresentaram qualidade boa, enquanto 13,8% (20) foram classificados como ruins e 3,4% (5) atingiram a pior classificação, péssima.
A predominância da qualidade regular, em 75,2% dos pontos (109), reforça o alerta sobre a vulnerabilidade dos recursos hídricos na Mata Atlântica, segundo o relatório.
A melhor classificação, ótima, não foi encontrada em nenhum ponto de medição. São 16 parâmetros analisados, que remetem à Resolução 357/05 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).
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