O líder indígena Paulo Paulino Guajajara, também conhecido como Kwahu Tenetehar, foi morto neste sábado (2) após sofrer uma emboscada de madeireiros na Terra Indígena Arariboia, na região de Bom Jesus das Selvas, no Maranhão. Ele era integrante de um grupo de agentes florestais indígenas autodenominados “Guardiões da floresta”, grupo é formado por 180 indígenas que realiza ações noturnas contra madeireiros.
A informação foi confirmada pelo governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular. De acordo com a pasta, cinco homens armados teriam cercado e disparado contra os indígenas. Além de Paulino, o líder indígena Laércio Souza Silva, o Tainaky Tenetehar, sofreu ferimentos graves, mas já recebeu alta hospitalar – há, ainda um madeireiro desaparecido.
“Os guardiões Paulino e Laércio (Guajajara) deixaram a vila em busca de água quando pelo menos cinco homens armados foram demitidos e dispararam dois tiros contra os povos indígenas”, informou a Secretaria de Direitos Humanos do Maranhão e Participação Popular, em postagem no Twitter.
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O navio grego Bouboulina, suspeito de causar o derramamento do óleo que atingiu a costa brasileira está ancorado em um porto da Nigéria.
Segundo O Globo, investigadores da Polícia Federal já acionaram a Interpol para identificar e cobrar explicações do comandante da embarcação e dos dirigentes da Delta Tankers, empresa dona do navio. Ainda não há informações sobre possíveis pedidos de interrogatório e outras medidas mais duras, como prisões.
Uma empresa especializada em georreferenciamento encaminhou à Polícia Federal 830 imagens, que permitiram a identificação da primeira mancha do óleo e estabelecer o provável momento do derramamento, que teria acontecido entre os dias 28 e 29 de julho.
O comandante do navio e a empresa são investigados por pelo menos três tipos de crime: poluição do meio ambiente, não adoção de medidas preventivas para evitar danos ambientais e, por último, a não comunicação do derramamento de óleo às autoridades competentes.
Manchas de óleo foram registradas em Porto Seguro nesta quinta-feira (31). Confirmada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Porto Seguro, a informação é de que as pelotas de petróleo bruto atingem praias de Trancoso e Arraial D’Ajuda. Elas foram vistas em primeira mão pelos moradores e pescadores da região.
Das duas, a localidade mais atingida é Arraial D’Ajuda, com três pontos: as praias do Mucugê, de Pitinga e de Taípe. Trancoso teve pequenas porções de fragmentos do óleo registradas.
Um incêndio de grande proporção destruiu cerca de 540 hectares [equivalente a 540 campos de futebol] de uma área de vegetação de Rio de Contas, na Chapada Diamantina. Desde as 21h50 desta quarta-feira (30) as chamas não tinha sido debeladas.
O fogo ocorre desde a amanhã da terça-feira (29). Segundo a Secretaria do Meio Ambiente do município, via TV Sudoeste, o fogo consumiu uma área situada na localidade de Morro do Junco e se aproxima da Serra das Almas.
Bombeiros, além de outros brigadistas e voluntários, ajudam no combate às chamas. A pasta do meio ambiente também informou também que aeronaves ajudam no combate ao incêndio. Antes desse incêndio, Rio de Contas também teve outro incêndio ocorrido no dia 22 passado. Na ocasião, as chamas também atingiram áreas de vegetação de Livramento de Nossa Senhora.
Novas manchas de óleo surgiram em nove praias de cinco estados da Região Nordeste, segundo informações do Grupo de Avaliação e Acompanhamento (GAA), formado por Marinha, Agência Nacional de Petróleo (ANP) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Manchas de óleo cru começaram a aparecer nas praias do litoral nordestino no final de agosto e atingiram mais de 200 localidades em todos os estados da região. Desde então, foram recolhidas mais de mil toneladas do produto, numa extensão de 2,5 mil quilômetros.
As praias afetadas são Via Costeira e Búzios, no Rio Grande do Norte; Conceição e Itapuama, em Pernambuco; Japaratinga e Piaçabuçu, Alagoas; Abaís, em Sergipe; além de Morro de São Paulo e Moreré, na Bahia. De acordo com o GAA, equipes já foram mobilizadas para atuar nos locais.
Por meio de nota o GAA informou que, em Moreré, foi observada “presença de manchas” e, em Japaratinga, foram visualizadas “apenas pelotas”. Ainda segundo o grupo, as vistorias por navios, o monitoramento aéreo e as ações de limpeza “continuarão até o encerramento das reincidências desse óleo nas praias nordestinas”.
Desde o dia 26, o comitê que dá suporte ao monitoramento das manchas de óleo que têm afetado as praias brasileiras está funcionando em Brasília, em vez de no Rio de Janeiro. Segundo a Marinha, a mudança tem, por objetivo, ampliar a capacidade de combate e coordenação.
“A extensão da área afetada, a duração no tempo e as características de dispersão do óleo desse crime ambiental inédito no país exigem constante avaliação da estrutura e recursos empregados. Assim, o aumento do efetivo e dos meios no combate às manchas de óleo e a transferência do GAA para as instalações do Centro de Operações Conjuntas, na sede do Ministério da Defesa, em Brasília, visam ampliar a capacidade de combate e coordenação”, informou o departamento da Marinha.
Coordenadora de Emergências Ambientais do Instituto Natural do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Fernanda Pirillo disse que o desastre ambiental que atinge as praias do Nordeste brasileiro é um caso inédito no mundo e ainda não é possível prever o seu fim.
Ao jornal Folha de São Paulo, a coordenadora do Ibama afirmou que a união de três fatores fazem deste desastre um episódio único: o desconhecimento do responsável pela poluição, a extensão do impacto e a recorrência na chegada do óleo, o que leva a crer que se trata de um vazamento intermitente.
De acordo com o último balanço divulgado pelo órgão na última quinta-feira (24) da semana passada, são 238 localidades afetadas em 88 municípios de nove estados. “No início, não se imaginava o que aconteceria. Um acidente desses é inédito no mundo”, afirmou a coordenadora do Ibama.
A Petrobras atingiu em 2019 o maior índice de multas por infrações ambientais aplicadas pelo Ibama nos últimos cinco anos. Conforme apuração da Folha de S. Paulo, entre janeiro e outubro a empresa somou 316 autuações do órgão, número que já supera as 311 que acumulou em todo o ano passado.
Entre 2015 e 2019 a Petrobras foi autuada 765 vezes. Somadas, as multas alcançam R$ 274 milhões em infrações. Ainda de acordo com a reportagem, aproximadamente 40% delas são classificadas pelo Ibama como quitadas e somam R$ 11,8 milhões.
A reportagem ainda destaca que a maior multa do período analisado soma R$ 35 milhões. A autuação foi registrada em agosto. As três penalidades seguintes mais caras também aconteceram em 2019.
A empresa dinamarquesa, Carlsberg, revelou na última semana dois protótipos de garrafas biodegradáveis, a Green Fibre Bottle, feitas de fibras de madeira e com uma camada interna impermeável. Com informações da Época.
O projeto tem como iniciativa a criação de garrafas de papel. Em um dos protótipos, a proteção é uma fina camada de plástico feita de garrafas PET recicladas. O outro modelo usa o polímero biodegradável PEF (polietileno 2,5-furandicarboxilato).
Myriam Shingleton, vice-presidente de desenvolvimento da Carlsberg, falou sobre sucesso da criação. “Estamos contentes com os avanços com a Green Fibre Bottle. Ainda não chegamos lá, mas os dois protótipos são um passo importante para realizar nossa ambição final de trazer essa novidade ao mercado”.
A iniciativa faz parte do projeto da Carlsberg em zerar as emissões de carbono em suas cervejarias até 2030. Na cadeia inteira de produção, o objetivo é diminuir emissões em 30%. A busca pela embalagem de papel começou em 2015, quando a Carlsberg se juntou com outras empresas locais para desenvolver a tecnologia.
Em 2019, a Paboco foi formada para criar garrafas sustentáveis. É uma joint-venture entre a empresa de embalagens BillerudKorsnäs e a fabricante de garrafas Ampla.
Junto com a Green Fibre Bottle, a Carlsberg anunciou uma parceria com Coca-Cola, L’Oreal, Absolut e a Paboco para avançar na pesquisa e desenvolvimento da garrafa de papel. “Parcerias como essa, que são unidas pelo desejo de criar inovações sustentáveis, são a melhor maneira de trazer mudanças reais,” disse Shingleton.
A chuva tão esperada pelos brumadenses, principalmente para o homem do campo, começou a cair no município no início da noite desta segunda-feira (21) por volta das 18h e continuou chovendo durante a madrugada. A temperatura estava tão alta nestes últimos dias que chegou aos 40° causando total desconforto na população, principalmente nas crianças.
Segundo a Seagri (Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia) está previsto pancadas de chuva para Brumado durante a semana.
Equipes do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA) foram desde o último sábado (18) ao interior do estado para combater os incêndios florestais na Chapada Diamantina. Com ações estratégicas, o Programa Bahia Sem Fogo, do Governo do Estado, empregou 28 florestais, bombeiros militares especialistas em Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais.
Uma equipe atua em Livramento de Nossa Senhora, próximo à cachoeira do Rio Brumado, região conhecida como Véu de Noiva, que é de difícil acesso. Outra equipe foi deslocada para Rio de Contas, onde foram identificados grandes focos distantes entre si que.
A região conhecida como Serra da Cravada, entre os municípios de Iraquara, Palmeiras e Lençóis também recebeu uma equipe do projeto.
Nesta segunda-feira (21), pro meio do programa, foram disponibilizadas duas aeronaves Air Tractor para dar suporte no combate e auxiliar na definição de estratégias de combate terrestre, com maior eficiência. Ainda não há informações sobre as causas do incêndio e o tamanho da área atingida.
Extinto incêndio florestal em Palmeiras –Após monitoramento, brigadistas militares informaram que foi debelado o incêndio florestal nas Gerais do Campo São João, no município de Palmeiras, também na Chapada Diamantina. Oito bombeiros militares especializados em incêndios florestais e voluntários atuaram no combate ao fogo.
Bahia Sem Fogo – As ações de prevenção e combate aos incêndios florestais na Bahia se tornaram mais efetivas a partir de 2010, com a criação do Bahia Sem Fogo, que é coordenado pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) e integra e coordena o Comitê Estadual de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais da Bahia, formado por representantes de secretarias estaduais, instituições municipais e federais.
Entre eles estão Inema; Casa Militar do Governador; Segurança Pública (SSP); Saúde (Sesab); Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS); Educação; Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri); Turismo (Setur); a Superintendência de Proteção e Defesa Civil (SUDEC); e Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA).
O Bahia Sem Fogo atua na prevenção às queimadas, promovendo cursos para formação de peritos, treinamento de brigadistas, reuniões e oficinas com as comunidades rurais, campanhas de prevenção, sensibilização e educação ambiental e a organização de subcomitês.