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O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, informou, em entrevista ao G1, que o Governo Federal deve pedir ajuda externa para combater o vazamento de petróleo nas praias de todos os estados do Nordeste. Segundo Salles, o Brasil não possui atualmente equipamentos suficientes para elucidar a questão ambiental.
“Vamos analisar o pedido de ajuda externa para não só combater o derramamento de óleo no litoral brasileiro como identificar quem foi o responsável por isso. A ajuda pode ser importante, porque o Brasil não dispõe de alguns equipamentos e instrumentos, que podem nos auxiliar, como satélites específicos para esse trabalho”, disse.
Segundo o ministro, ainda nesta terça-feira (8) devem ficar prontos novos laudos que podem auxiliar a identificação da origem do petróleo que está se espalhando pelo litoral nordestino.
Ele também negou que houve demora do Governo Federal para agir no problema, argumentando que desde o início de setembro órgãos federais estavam limpando as praias e fiscalizando a origem do derramamento.

Um incêndio atinge a Serra do Mimo, em Barreiras, no oeste baiano, nesta quinta-feira (19). O fato ocorreu há pelo menos dois dias. Segundo o Corpo de Bombeiros, não há registro de feridos. A área atingida pelas chamas e as causas do incêndio ainda não foram indeterminadas.
De acordo com a TV Oeste, moradores da região temem que as chamas cheguem até casas próximas à serra. A mesma Serra do Mimo sofreu também um incêndio no dia 21 de agosto. No caso, o fogo chegou perto de residências. No entanto, não houve feridos. O incêndio atingiu uma área de três hectares e foi debelado no mesmo dia.

A operação ‘Mata Atlântica em Pé’ apreendeu na Bahia cerca de 75 metros de carvão vegetal e mais de 48,56 metros de madeira nativa sem beneficiamento. Deflagrada esta semana em 16 unidades federativas brasileiras que têm o bioma mata atlântica, a operação já visitou 14 alvos no estado. Um proprietário foi multado em mais de R$ 50 mil pela produção de carvão sem licença.
O coordenador do Núcleo Mata Atlântica do MP baiano, promotor de Justiça Fábio Fernandes Corrêa, que comanda a operação no estado, disse que a mata atlântica precisa de forte proteção. “É um bioma que apresenta um alto grau de ameaça ao lado de sua riquíssima biodiversidade, o que faz com que ela seja considerada um ‘hotspot’ mundial”, frisou.
Este ano, a operação conta, na Bahia, com o apoio do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Ibama) e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema). “Além dos polígonos detectados nacionalmente, usamos dados do Inema, que detectam desmatamentos mais recentes no estado”, afirmou Fábio Fernandes, salientando que, por conta desses dados extras, na Bahia a operação se estenderá por mais de uma semana.

O superintendente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Pará, coronel Evandro Cunha, foi exonerado pelo Ministério do Meio Ambiente. A exoneração aconteceu após ele ter afirmado que iria parar a destruição de equipamentos apreendidos em garimpos ilegais no estado. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (11).
De acordo com o portal G1, a declaração foi dada durante audiência pública em Altamira, no sudoeste do Pará, na segunda-feira (9). A destruição de produtos e instrumentos usados em crimes ambientais é autorizada pela legislação ambiental quando não for possível retirar os equipamentos da mata.
Na audiência, o novo superintendente, nomeado no dia 4 de setembro ao cargo, disse que segue ordens do governo federal.
“Fiquem certos que isso [a destruição de equipamentos] vai cessar, entendam que nós somos únicos, mas vamos trabalhar diuturnamente para acabar com essa problemática de estarem danificando patrimônio alheio. O trabalhador merece respeito, e terá o respeito do governo federal. Eu sou soldado e eu sei cumprir ordem, a ordem que recebi foi para parar com isso daí”, afirmou.

A região de Abrolhos, entre o Sul da Bahia e o Norte do Espírito Santo, vive uma ameaça à biodiversidade. O problema decorre de mortes em massa de corais. Segundo a Folha, um levantamento – feito entre 16 de junho e 5 de julho – registrou a morte de 90% dos corais-de-fogo da região, o que inclui colônias de mais de 80 anos. O fenômeno coloca em risco um quarto da biodiversidade de corais da região.
A pesquisa ocorreu em 8 localidades entre os municípios de Prado e Santa Cruz Cabrália e foi realizada por pesquisadores da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e do AquaRio (Aquário Marinho do Rio). Ainda conforme a pesquisa, a morte dos corais ocorre devido a uma anomalia climática nas águas da região com o aquecimento do planeta que se reflete na temperatura das águas dos oceanos.
Ainda segundo o jornal, desde 1998 já ocorreram seis episódios de aumento da temperatura média das águas do litoral brasileiro com impactos nos corais do litoral. Outra problemática causada pela morte dos corais é o avanço do mar, que já afetou cidades como Belmonte, Prado e Mucuri. O fim dos corais, que servem de contenção das águas, pode agravar a situação.

A baleia que encalhou na praia no bairro de Coutos, em Salvador, na manhã desta sexta-feira (30), morreu. O portal G1 Bahia confirmou a informação com a bióloga do Instituto Baleia Jubarte, Luena Fernandes.
De acordo com o portal, o animal era um adulto de cerca de 15 metros comprimento e 39 toneladas. Equipes do instituto continuam no local, fazendo exames e colhendo amostras, que vão apontar a causa da morte da baleia.
A previsão é de que o corpo seja retirado ainda nesta sexta, por equipes da Empresa de Limpeza Urbana do Salvador (Limpurb).
O encalhe desta sexta ocorreu um dia após outra jubarte ser encontrada morta em praia de Plataforma, a cerca de oito quilômetros de Coutos.

Três suspeitos de provocar as queimadas que atingem a Amazônia foram identificados nesta quinta-feira (29), após a Polícia Civil do Pará cumprir mandados de busca e apreensão em suas casas.
Segundo a polícia, dois são irmãos e proprietários da fazenda Ouro Verde, em São Félix do Xingu, e o terceiro é gerente da propriedade, que fica localizada dentro da Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu. No local foi encontrado um grupo de trabalhadores em condições análogas à escravidão.
Durante a operação desta quinta, um dos suspeitos foi preso em flagrante com um revólver calibre 38, sem porte legal. Os três vão responder por danos em área de proteção ambiental, poluição, queimadas e associação criminosa.
De acordo com a polícia, equipes fazem buscas na fazenda e em outras propriedades dos investigados, localizadas no estado de Goiás. Segundo o diretor de Polícia do Interior da Polícia Civil do Pará, delegado José Humberto Melo, as investigações mostram que o grupo já derrubou e tocou fogo em mais de 5 mil quilômetros de mata.
As investigações indicam que um dos suspeitos pode ter contratado mais de 50 homens para derrubar 20 mil hectares na fazenda Ouro Verde, que dica em área de proteção ambiental.

A situação da Amazônia foi um dos temas tratados na manhã desta sexta-feira, 23, pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, durante a Reunião Especializada de Ministérios Públicos do Mercosul, em Salvador.
Ela ressaltou que a preservação ambiental é um dever de todos e precisa ser discutido também com outros países. “A importância da proteção ambiental está em nossas leis e sabemos que este é um grande desafio desta geração: proteger para esta e para as futuras gerações do Brasil. A Constituição Brasileira diz que é um dever do Estado. Nas últimas semanas, tem acontecido uma tragédia na floresta amazônica. As razões destas queimadas precisam ser investigadas adequadamente, para que aqueles que cometem o crime de incendiar a floresta – um patrimônio da humanidade – sejam punidos”.
Além das queimadas, Dodge também falou sobre a autonomia do Ministério Público (MP), extradição de criminosos, lavagem de dinheiro e o combate ao tráfico de drogas. Sobre o MP, a procuradora-geral afirma que o órgão tem condições para fazer um trabalho independente e cumprir com a lei. “O Ministério Público é uma instituição independente que tem condições de realizar com coragem suas tarefas institucionais para fazar cumprir a lei”, afirma a procuradora.
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Uma onça-pintada foi resgatada no mês passado depois de ficar 22 dias presa em uma caverna nas proximidades de Sento Sé, no região do sertão do São Francisco. Conforme o G1, as informações sobre o resgate do animal foram divulgadas pelo programa Amigos da Onça, da organização Pró-Carnívoros, na manhã deste sábado (8).
Moradores da região relataram que a onça levou uma ovelha morta para a caverna. O felino estava em uma dolina, que é uma abertura que se forma no solo quando o teto de uma caverna desaba. Ainda conforme o G1, com o objetivo de manter a onça dentro do local, os moradores colocaram pedras sobre a abertura da dolina.
Um grupo foi montado pela bióloga Claudia Campos, coordenadora do programa Amigos da Onça, para ir ao local e verificar se o animal estava mesmo aprisionado e com vida.
De acordo com o programa Amigos da Onça, o resgate durou três dias e teve a ajuda de bombeiros, veterinários, ajudantes de campo, biólogos e espeleólogo (especialista em cavernas).

Com a campanha “Vida Sim, Barragem Não”, manifestante que foram às ruas de Guanambi, no Sertão Produtivo, sudoeste baiano, nesta quinta-feira (6) cobraram uma posição do Inema [Instituto do meio Ambiente e Recursos Hídricos] sobre a construção da Barragem Pedra de Ferro, da Bahia Mineração (Bamin). Para se ter ideia, a barragem projetada em Guanambi é cerca de15 vezes maior que a de Brumadinho, que rompeu no final de janeiro.
Segundo a advogada e pesquisadora Débora Clemente, uma das organizadoras do protesto, até o momento o Inema não respondeu às críticas de moradores sobre a instalação da barragem. Em março passado, o mesmo órgão renovou a licença ambiental da Bamin para exploração de minério de ferro.
“Dentro desse processo de aprovação e de preparação das obras iniciais a população de Guanambi sequer foi consultada. Nos causa muita preocupação o fato de que isso está sendo imposto e pronto para ser implantado sem diálogo com a população”. A manifestação começou por volta das 7h, na Praça da Matriz, e foi encerrada às 10h30 na frente da sede do Inema na cidade.
Os manifestantes cobram mudança na forma de construção [querem método mais seguro do que “ajusante”] e do local onde a barragem foi planejada. Neste caso, a barragem vai ser construída cem cima da microbacia do rio Carnaíba de Dentro, responsável pelo abastecimento da região. Caso o projeto da barragem se concretize, uma barragem de água potável também seria afetada.