MENU

O secretário-geral da União Brasil, ACM Neto, afirmou que a nomeação de nomes do partido para ministérios não representa apoio automático ao presidente.
Em entrevista à Folha de São Paulo, o ex-prefeito de Salvador defendeu que a legenda mantenha posição de independência, sem aderir oficialmente à base aliada. Ele destacou ainda que está é uma posição que “dá conforto a todo mundo” no partido, que terá parte da bancada com governo, parte na oposição, além de parlamentares que votarão conforme a pauta.
“As matérias importantes no Congresso devem ser apoiadas pelo partido, mas isso anos significa alinhamento automático ou compromisso político irrestrito. Vamos ter a independência e a liberdade para criticar que for necessário”, disse.
ACM Neto pontuou ainda que é cedo para se posicionar em relação ao governo e defendeu que a União Brasil aprofunde seu debate interno sobre a relação com o novo governo. “Não é dar um ministério e está resolvido, não é isso. Eu não estou atrás de ministério, não estou atrás de cargos. Não é isso que vai definir posição do partido. É preciso uma construção política muito mais ampla e profunda, fazemos política em outro nível.”
O ex-prefeito de Salvador ainda confirmou que seu aliado, o deputado federal Paulo Azi (União Brasil-BA), foi sondado para o ministério de Lula. Mas diz que não vetou a indicação e que a decisão de declinar o convite partiu do deputado.
“Foi uma decisão de for íntimo. Mas acho que ele fez uma leitura correta. Pelo histórico dele na Bahia, uma eventual participação de ele no governo, neste momento, poderia ser interpretado como incoerente”, afirmou.
ACM Neto fez nesta quinta-feira (12) sua primeira aparição pública neste ano. Ele participou da Lavagem do Bonfim em Salvador e percorreu ao lado de aliados o cortejo de sete quilômetros entre as Basílicas da Conceição da Praia e do Senhor do Bonfim.

A mobilização dos bolsonaristas segue ativa, mesmo após uma semana da posse do presidente Lula Inácio Lula da Silva (PT), no último domingo (1º).
Conforme informações da coluna Painel, na Folha de S. Paulo, manifestantes seguem organizando caravanas de ônibus com destino a Brasília em grupos de WhatsApp.
Agora, entretanto, eles dizem ter nova pauta, para além da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que pouco antes do fim do mandato embarcou em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para os Estados Unidos.
“O Bolsonaro foi importante para despertar nosso patriotismo, mas agora queremos manter uma vigília para falar de liberdade, pátria, Deus e família”, disse uma ativista que organiza caravanas de apoiadores do ex-presidente.
“Não tem nada de invadir o Congresso ou coisa parecida, até porque tem pessoas idosas acampadas”, diz a bolsonarista, que estima a existência de 2 mil pessoas no Quartel General do Exército, em Brasília, e diz que acampamento funciona com por meio de “rede de solidariedade”.
Ainda segundo a publicação, nos fóruns bolsonaristas os anúncios dos ônibus para a Brasília continuam sendo veiculados, com viagens que custam entre R$ 300 e R$ 400, ida e volta. A meta é manter o acampamento em frente ao QG do Exército sempre ocupado.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva preferia outro nome do PDT ao de Carlos Lupi para assumir o Ministério da Previdência, espaço que foi reservado ao partido no novo governo A informação é da coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles.
De acordo com interlocutores do Palácio do Planalto, sendo uma delas um ministro, Lula chegou a dizer a Lupi que gostaria que o deputado Wolney Queiroz (PDT-PE) fosse o titular do ministério.
No entanto, Lupi teria respondido que Wolney não teria o apoio de toda a bancada no Congresso Nacional, ao contrário do nome dele, que é presidente nacional do PDT. Com a ponderação feita por Lupi, Lula acabou escolhendo o próprio dirigente como ministro. Wolney, por sua vez, foi anunciado como número 2 do Ministério da Previdência.
O deputado era líder da oposição ao governo Bolsonaro na Câmara, mas não se reelegeu nas eleições de 2022. Na equipe de transição, ele foi o principal representante do PDT.

Definidos todos os titulares do primeiro escalão do governo federal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou para esta sexta-feira (06) a primeira reunião interministerial de sua gestão.
“Hoje terei mais um dia de reuniões no Palácio do Planalto e amanhã temos a 1º reunião com todo o ministério”, anunciou o chefe do Executivo nas redes sociais, nesta quinta-feira (05), dia em que Simone Tebet (MDB) foi empossado como ministra do planejamento e Orçamento.
“Estamos trabalhando com muita dedicação porque temos um compromisso com o país. O governo tem que cuidar de quem mais precisa e é isso que vamos recuperar”, concluiu Lula. O encontro com os 37 ministros tem como objetivo estabelecer as ações para os primeiros 100 dias da administração, foco nas áreas sociais e de infraestrutura.

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) dará posse a seus secretários nesta terça-feira (3) às 9h, em cerimônia em área externa na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), mesmo local onde aconteceu, no domingo (1), a transmissão de cargo de Rui Costa para o novo chefe do Executivo baiano.
Antes, às 7h30, Jerônimo, o vice-governador Geraldo Júnior (MDB), os secretários e as secretárias de Estado participam de um café da manhã com a imprensa e concedem entrevista coletiva.
Secretariado do governador Jerônimo Rodrigues
Administração: Edelvino Góes –
Planejamento: Cláudio Peixoto
Ciência, Tecnologia e Inovação: André Joazeiro
Segurança Pública: Marcelo Werner
Chefia de Gabinete do Governador: Adolpho Loyola
Casa Civil: Afonso Florence
Relações Institucionais: Luiz Caetano
Comunicação Social: André Curvello
Saúde: Roberta Santana
Educação: Adélia Pinheiro
Justiça e Direitos Humanos: Felipe Freitas
Assistência e Desenvolvimento Social: Fabya Reis
Infraestrutura: Sérgio Brito
Fazenda: Manoel Vitório
Agricultura: Wallison Oliveira (Tum)
Turismo: Maurício Bacelar
Promoção da Igualdade Racial: Ângela Guimarães
Meio Ambiente: Eduardo Sodré Martins
Desenvolvimento Rural: Osni Cardoso
Infraestrutura Hídrica e Saneamento: Larissa Gomes Moraes
Administração Penitenciária: José Antônio Maia Gonçalves
Procuradoria Geral do Estado: Bárbara Camardelli Loi
Desenvolvimento Urbano: Jusmari Oliveira
Cultura: Bruno Monteiro
Trabalho, Emprego, Renda e Esporte: Davidson Magalhães
Desenvolvimento Econômico: Ângelo Almeida
Políticas para as Mulheres: Elisângela Santos Araújo

Além do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, tomam posse neste domingo (1º) todos os governadores nas 27 unidades da federação. Nas eleições ocorridas em outubro do ano passado, 18 mandatários foram reeleitos. Nove assumem o cargo de governador pela primeira vez.
As cerimônias seguem ritos específicos em cada estado e no Distrito Federal e não há horário padronizado. Na Bahia, Jerônimo (PT) deverá chegar à Assembleia Legislativa baiana às 7h30. O mesmo ocorre no Ceará, com Elmano de Freitas (PT).
Isso ocorre porque, de quatro em quatro anos, alguns governadores correm para Brasília, para comparecer à posse do presidente. A expectativa é que todos os quatro governadores eleitos pelo PT prestigiem a sessão solene no Senado que dará posse a Lula, marcada para as 15h. Aliados de outras legendas também devem comparecer, como o governador eleito da Paraíba, João (PSB).
Pelo cronograma do cerimonial, todas as autoridades que pretendam acompanhar presencialmente a posse presidencial devem chegar ao Congresso entre as 13h e as 14h30.
A maioria das cerimônias de posse dos governadores, contudo, ocorrem também à tarde, algumas no mesmo horário da posse de Lula, às 15h. Esse é o caso, por exemplo, de Renato Casagrande (PSB), no Espírito Santo, e Raquel Lyra (PSDB), em Pernambuco.
Já em Minas Gerais, apesar de assumir pela manhã, às 11h, o governador reeleito, Romeu Zema (Novo), declarou que não comparecerá a posse de Lula. Durante a campanha, o mandatário mineiro fez forte oposição ao petista.
Leia mais »

Por Matheus Teixeira
O vice-presidente Hamilton Mourão fará um pronunciamento de sete minutos em cadeia nacional às 20h deste sábado (31). O presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou o Brasil nesta sexta (30), e Mourão assumiu como chefe do Executivo em exercício. O pronunciamento ocorrerá na véspera da posse do presidente diplomado Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Bolsonaro foi para os Estados Unidos e não cumprirá o dever democrático de passar a faixa para o sucessor. Mourão também já disse que pretende cumprir a missão em nome do presidente.
O atual vice-presidente elegeu-se senador pelo Rio Grande do Sul nas eleições deste ano. Ele entrou em atritos com Bolsonaro durante o mandato e o chefe do Executivo escolheu o general da reserva Braga Netto para ser seu colega de chapa.
Apesar disso, Bolsonaro apoiou Mourão no pleito gaúcho. Antes de embarcar para os EUA, Bolsonaro fez uma live de despedida nas redes sociais.
No vídeo transmitido ao vivo, o mandatário condenou a tentativa de um ato terrorista em Brasília, criticou a montagem do governo Lula (PT), repetiu o discurso de perseguido, ensaiou uma fala como líder da oposição e defendeu os atos antidemocráticos pelo país.
“É um governo que começa capenga”, disse Bolsonaro sobre a gestão petista que se inicia neste domingo (1º). O presidente ainda ensaiou um discurso de oposição ao governo Lula, o que vinha evitando em sua reclusão após a derrota de outubro.

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou nesta quinta-feira (29) as indicações de cinco mulheres para compor o seu ministério, em um total de 16 nomes anunciados. No total, a esplanada dos Ministérios contará com 11 lideranças femininas, batendo o recorde de 8 mulheres na gestão da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
Foram apresentadas nesta quinta como futuras ministras a ex-jogadora de Vôlei Ana Moser (Esporte), a ex-senadora da Rede Marina Silva (Meio Ambiente), a senadora do MDB Simone Tebet (Planejamento), Daniela Souza Carneio, do União Brasil (Turismo) e a indígena Sonia Guajajara PSol (Povos Originários). Dentro da composição total haverá 26 homens e 11 mulheres na equipe principal de Lula.
Antes, o próximo presidente confirmou Anielle Franco (Igualdade Racial), Cida Gonçalves (Mulheres), Esther Dweck (Gestão e Inovação em Serviços Públicos), Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação), a baiana Margareth Menezes (Cultura) e Nísia Trindade (Saúde). Fonte: CNN Brasil

O presidente eleito Lula fez, nesta quarta-feira (28), mais uma rodada de reuniões para fechar o quadro ministerial. Segundo informações do G1, o MDB indicou dois nomes: o senador eleito Renan Filho para o Ministério dos Transportes, e Jáder Filho, presidente do partido no Pará, para o Ministério das Cidades.
Segundo a publicação, tudo ficou acertado para o anúncio ser feito nesta quinta-feira (29). Dos 37 futuros ministros, 21 já foram anunciados oficialmente. Outros quatro já estão acertados: os três do MDB e Marina Silva, da Rede, no Meio Ambiente.

A Polícia Federal (PF) encaminhou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, um relatório que consta que o presidente Jair Bolsonaro (PL) cometeu crimes durante o pico da pandemia de Covid-19. As informações são a CNN Brasil.
“Finalizamos a presente investigação criminal concluindo-se pela existência de elementos probatórios concretos suficientes de autoria e materialidade para se atestar que Jair Messias Bolsonaro e Mauro Cesar Barbosa Cid, em concurso de pessoas, cometeram os delitos de ‘provocar alarma, anunciando desastre ou perigo inexistente, ou praticar qualquer ato capaz de produzir pânico ou tumulto’, previsto do art. 41 da Lei de Contravenções Penais, bem como de ‘incitação ao crime’, previsto no art. 286 do Código Penal Brasileiro”, diz trecho do documento, assinado pela delegada Lorena Lima Nascimento.
De acordo com o documento da PF, o mandatário do Brasil foi intimado a depor, na pessoa do Adjunto do Advogado-Geral da União, Bruno Luiz Dantas de Araújo Rosa, mas optou por exercer “seu direito constitucional de permanecer calado”.
A CNN ainda revelou que as investigações feitas pelo órgão federal menciona a live semanal realizada por Bolsonaro no dia 21 de outubro de 2021. Na ocasião, o presidente afirmou, sem respaldo científico, que os “totalmente vacinados contra a Covid-19″ estariam “desenvolvendo a síndrome de imunodeficiência adquirida muito mais rápido que o previsto”.
Bolsonaro também teria associado o uso de máscaras à morte causada pela contaminação por gripe espanhola. À época, o uso do equipamento de proteção individual era obrigatório no país, por determinação da Organização Mundial de Saúde (OMS).