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A última semana da campanha presidencial será marcada pela intensificação dos atos políticos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que disputam o segundo turno das eleições, marcado para domingo (25). Até lá, os candidatos terão agendas pelo país, enquanto os principais institutos divulgam as últimas pesquisas de intenção de voto.
O último debate entre os presidenciáveis está previsto para sexta-feira (23), na TV Globo, às 21h20. A expectativa é que o encontro seja um dos principais momentos da reta final da disputa, a dois dias da votação.
De acordo com informações do portal UOL, o governo Lula também poderá enviar ao Congresso Nacional, antes do segundo turno, uma proposta para garantir gratuidade no transporte público aos fins de semana.

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) participou, neste domingo (18), de um ato de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo, a uma semana do segundo turno das eleições, marcado para o próximo dia 25. Durante o discurso, o senador prometeu “livrar o Brasil do PT” e afirmou que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), participará de sua posse caso ele vença a disputa contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Faltam só sete dias para a gente livrar o Brasil do PT, e vocês verão Jair Messias Bolsonaro colocando a faixa de presidente da República no filho dele”, declarou Flávio aos apoiadores. O candidato também disse que pretende cuidar do país e da população brasileira.
Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar e foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado. A participação do ex-presidente em uma eventual cerimônia de posse dependeria das condições jurídicas vigentes à época.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, questionou a imparcialidade da TV Globo nesta sexta-feira (16), após o senador e também candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) almoçar com executivos da emissora horas antes de participar de sabatina.
Durante uma agenda de campanha em Minas Gerais, o petista afirmou que o encontro levanta dúvidas sobre a imparcialidade da Globo. Lula declarou que a emissora passou a ser motivo de desconfiança para sua candidatura. O presidente afirmou que a situação compromete a confiança que deposita no grupo de comunicação.

A dez dias do segundo turno da eleição presidencial, Flávio Bolsonaro (PL) tem 51% das intenções de votos válidos, contra 49% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (15). A diferença está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, o que configura empate técnico.
Na pesquisa anterior realizada uma semana antes, o senador tinha 52% dos votos válidos, ante 48% de Lula. O levantamento atual indica redução da vantagem numérica de Flávio na disputa pela Presidência da República.
Os votos válidos excluem brancos, nulos e eleitores indecisos. É com base nessa contagem que a Justiça Eleitoral define o resultado oficial das eleições.
Considerando os votos totais, que incluem essas categorias, Flávio registra 47% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 45%. Na rodada anterior do instituto, o senador tinha 49%, e o presidente mantinha os mesmos 45%.
A oscilação de Flávio foi acompanhada pelo aumento dos eleitores que pretendem votar em branco ou anular o voto, de 5% para 6%, e dos indecisos, de 1% para 2%.
A pesquisa mostra diferenças entre os candidatos conforme a região, a renda e a religião dos entrevistados. No Sudeste, que representa 42% da amostra, Flávio tem 51% das intenções de voto total, contra 41% de Lula. O resultado é semelhante ao registrado na semana anterior.
O senador também aparece à frente entre os eleitores com renda de dois a cinco salários mínimos, grupo que corresponde a 37% dos entrevistados. Nesse segmento, ele tem 55%, enquanto o presidente registra 40%.
No Sul, onde estão 14% dos entrevistados, Flávio soma 57%, contra 35% de Lula. Entre os evangélicos, que representam 30% da amostra, o senador tem 62%, ante 29% do petista. Nesse último grupo, a intenção de voto em Flávio oscilou sete pontos percentuais para baixo, dentro da margem de erro específica de quatro pontos para o segmento.
Lula apresenta seus melhores resultados entre os eleitores de menor renda, os católicos, os menos escolarizados e os moradores do Nordeste.
Entre os 47% dos entrevistados que ganham até dois salários mínimos, o presidente tem 53% das intenções de voto, contra 38% de Flávio. Entre os católicos, que representam 48% da amostra, Lula registra 52%, ante 42% do adversário.
O petista também lidera entre os eleitores com menor escolaridade, grupo que corresponde a 27% dos entrevistados, com 56% contra 36% do senador. No Nordeste, que representa outros 27% da amostra, Lula tem 61%, enquanto Flávio soma 32%.
A divisão por gênero mostra resultados distintos. Entre as mulheres, que correspondem a 51% dos entrevistados, Lula aparece com 49%, contra 40% de Flávio. Entre os homens, que representam 49% da amostra, o senador tem 52%, ante 40% do presidente.
O levantamento foi realizado entre terça-feira (13) e quarta-feira (14), com 2.520 eleitores de 153 municípios. A pesquisa foi encomendada pela Folha de S.Paulo e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-00466/2026.
A margem de erro geral é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O segundo turno da eleição presidencial está marcado para o dia 25.

O líder do PT no Senado, Camilo Santana (CE), apresentou nesta quinta-feira (15) uma emenda à PEC da Segurança Pública que prevê reduzir de 18 para 16 anos a maioridade penal para crimes hediondos. A iniciativa contraria a estratégia do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que pretende aprovar o texto sem alterações de mérito para evitar que a proposta retorne à Câmara dos Deputados.
Coordenador da campanha de Lula à reeleição, Santana enfrenta resistência de parte da bancada petista e de outros governistas à inclusão do tema na proposta. A orientação do governo é preservar a versão aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, admitindo, no máximo, ajustes de redação.
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), afirmou que há um entendimento com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para rejeitar as emendas apresentadas à PEC. Segundo ela, a redução da maioridade penal deverá ser discutida em outra proposta constitucional.
“Eu quero dizer a vocês que o acordo para que a PEC fosse aprovada sem emendas, precede a apresentação da emenda do senador Camilo Santana. Esse acordo foi feito quando a oposição apresentou os destaques que foram rejeitados na Câmara. O que Mendonça [relator na Câmara] concordou com todos os líderes: retirar o tema da maioridade penal, da redução da maioridade penal do corpo da PEC da segurança pública, porque seria um corpo estranho no contexto do conteúdo da PEC, mas não esqueceu o tema. O tema será tratado em uma outra PEC. Havia já esse acordo. O que fez a oposição? Acordou lá e trouxe de volta para cá. Com qual objetivo? Retardar a aprovação”, disse a senadora a jornalistas no Senado.
A discussão também foi impulsionada por uma emenda do líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN). A proposta prevê reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos como regra geral e para 14 anos em casos de crimes graves.
A iniciativa faz parte de uma estratégia da oposição para pressionar o governo em uma pauta considerada sensível para a esquerda, historicamente contrária à redução da maioridade penal.
O debate ocorre após a tramitação da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, tema em que parlamentares bolsonaristas e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apesar de historicamente contrários à medida, tiveram de se posicionar diante da pressão política em torno da jornada de trabalho.
A principal preocupação dos governistas é que mudanças no conteúdo da PEC obriguem o texto a retornar à Câmara, prolongando a tramitação. A avaliação é que a inclusão da maioridade penal pode dificultar a aprovação da proposta nos termos negociados entre as duas Casas.
O governo pretende utilizar a aprovação da PEC como parte de sua agenda para a segurança pública. Entre as iniciativas previstas está a recriação do Ministério da Segurança Pública após a promulgação da emenda constitucional.
A disputa em torno da maioridade penal, portanto, opõe a tentativa do governo de concluir a votação da PEC sem alterações substanciais à estratégia da oposição de incorporar ao texto um tema de forte repercussão política.

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (14), em dois turnos de votação, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, modelo em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos e tem um dia de descanso. A proposta recebeu 75 votos favoráveis e apenas um contrário em cada turno e, conforme o texto encaminhado, segue para promulgação.
Com a mudança, os trabalhadores terão direito a dois dias de repouso semanal remunerado, sendo um deles preferencialmente aos domingos, sem redução salarial. A proposta também reduz a jornada máxima semanal de trabalho de 44 para 40 horas, mantendo o limite de oito horas diárias. O texto permite a compensação de horários e a redução da jornada por meio de acordo ou convenção coletiva de trabalho.
Parte das mudanças deverá ser implementada de forma progressiva, conforme as regras previstas na proposta. Ao abrir a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, destacou a expectativa dos trabalhadores em relação à medida. “Milhões de trabalhadores e trabalhadoras estão acompanhando esta sessão com esperança. São pessoas que conhecem na própria rotina o valor de um dia a mais de descanso”, declarou.

A pesquisa de intenção de voto para o segundo turno das Eleições 2026, realizada pelo instituto Nexus e contratada pelo Banco BTG Pactual, aponta um cenário de acirrada disputa presidencial. Divulgada nesta terça-feira (13), a sondagem mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 52% dos votos válidos, enquanto o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 48%.
Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois candidatos encontram-se em empate técnico na corrida pelo Palácio do Planalto. O cenário de votos válidos exclui os eleitores que pretendem votar em branco, nulo ou que se declaram indecisos.
No levantamento considerando os votos totais, Flávio Bolsonaro aparece com 48% das intenções de voto, frente a 45% de Lula. Os eleitores que optam por anular o voto ou votar em branco somam 5%, enquanto os indecisos representam 2%.
Na comparação com a pesquisa anterior do mesmo instituto, realizada em 28 de setembro, o candidato do PL apresentou alta de três pontos percentuais, ao passo que o atual mandatário oscilou negativamente de 46% para 45%.

por Gabriela Encinas
O então candidato ao Governo do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), foi declarado eleito governador do estado neste sábado (10), após o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) realizar a retotalização dos votos do primeiro turno.
Com a atualização do resultado, o candidato ultrapassou a marca de 50% dos votos válidos e garantiu a vitória sem precisar disputar uma segunda etapa contra Eduardo Paes (PSD).
A mudança ocorreu após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinar a anulação dos votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos), que havia recebido 274.411 votos no primeiro turno, realizado no domingo (4). Com a retirada desses votos do cálculo, a proporção dos votos válidos foi recalculada pela Justiça Eleitoral.
Na apuração inicial, Douglas Ruas registrava 49,27% dos votos válidos, enquanto Eduardo Paes somava 42,76%. Garotinho aparecia na terceira posição, com 3,17%. Após a retotalização, Ruas alcançou 50,88%, contra 44,16% de Paes.
Com a confirmação da vitória de Ruas, a eleição para o governo fluminense termina no primeiro turno, sem a disputa prevista, e esperada, entre os dois candidatos mais votados na contagem inicial para o segundo turno.
A exclusão dos votos de Garotinho após a contagem de votos do primeiro turno gerou críticas nas redes sociais, inclusive da cantora Anitta, que questionou a forma como a eleição foi conduzida no estado.
Na segunda-feira (07), ela declarou: “Um homem (Anthony Garotinho) que deveria ter vergonha de pisar no Rio de Janeiro. Agora cabe ao TSE considerar os votos recebidos por ele para que o segundo turno seja válido. Caso contrário, se a ideia era fazer essas pessoas saírem de casa para jogar o voto no lixo, o melhor era não ter permitido sua candidatura”.

O candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, realizará na próxima semana, no sábado (17) um comício no Farol da Barra, em Salvador. O ato está previsto para começar às 15h22 e deverá reunir lideranças da oposição na Bahia.
A mobilização ocorre em meio à agenda de campanha de Flávio no estado e terá a participação de nomes de diferentes grupos que integram a oposição baiana.
Entre os políticos confirmados estão o ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, e o atual prefeito da capital baiana, Bruno Reis (União Brasil).
Também devem participar do comício o ex-ministro da Cidadania João Roma (PL), além de deputados estaduais e federais, vereadores e outras lideranças políticas da oposição no estado.
Conforme apurado pela imprensa baiana, a ex-primeira-dama, agora senadora Michelle Bolsonaro pode participar do comício em Salvador. A presença, porém, ainda é tratada como possibilidade e não foi confirmada oficialmente pela organização.
Caso se confirme, Michelle se juntará a Flávio Bolsonaro e às principais lideranças políticas que estarão no palanque do candidato do PL na capital baiana.

A primeira pesquisa Datafolha do 2º turno da eleição presidencial, divulgada nesta quinta-feira (08), mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 49% das intenções de voto, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 45%. Outros 5% afirmam que pretendem votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, e 1% permanece indeciso.
O levantamento também considerou apenas os votos válidos, excluindo brancos, nulos e indecisos, com isso Flávio Bolsonaro registrou 52%, contra 48% de Lula. O levantamento foi encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo e considera 2.520 entrevistas realizadas nos dias 6 e 7 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, e o registro na Justiça Eleitoral é BR-0949/2026.