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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi diagnosticado com uma inflamação no esôfago após realizar uma endoscopia, informou nesta quarta-feira (2) o Hospital DF Star, em Brasília. Segundo o boletim médico, o exame apontou um quadro de “intensa esofagite com processo inflamatório, erosões da mucosa esofágica e gastrite moderada”.
Diante do resultado, a equipe médica informou que o tratamento com medicamentos será intensificado. O ex-presidente também deverá manter uma dieta controlada, repouso e limitar o uso da voz. O diagnóstico ocorre após Bolsonaro apresentar sintomas persistentes como soluços e vômitos desde o fim de junho, além de um possível quadro de pneumonia viral identificado no dia 21.
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O Brasil registrou a menor taxa de fecundidade da sua história: 1,55 filho por mulher. O dado faz parte do Censo Demográfico de 2022, divulgado nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa está abaixo do nível de reposição populacional — estimado em 2,1 filhos por mulher — necessário para manter estável o tamanho da população ao longo das gerações.
Segundo o levantamento, a tendência de queda vem sendo observada desde os anos 1960, quando a média era de 6,28 filhos por mulher. O número caiu progressivamente nas décadas seguintes: 5,76 em 1970, 4,35 em 1980, 2,89 em 1991, 2,38 em 2000 e 1,90 em 2010.
De acordo com o IBGE, a redução está ligada a uma combinação de fatores sociais, econômicos e culturais, como o maior acesso a métodos contraceptivos, o aumento da escolarização entre as mulheres, a inserção no mercado de trabalho, mudanças na percepção sobre maternidade e a ampliação do planejamento familiar. Cada vez mais brasileiras optam por postergar ou mesmo não ter filhos.
Entre as regiões, o Nordeste, que em 1960 registrava a maior taxa do país (7,39 filhos por mulher), foi a única a apresentar alta na década seguinte, com 7,53 em 1970. A partir de então, o índice passou a cair de forma acelerada, alcançando 6,13 em 1980, 2,69 em 2000 e 1,60 em 2022, ficando inclusive abaixo do Centro-Oeste.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi diagnosticado com pneumonia viral após realizar uma bateria de exames na manhã deste sábado (21), no hospital DF Star, em Brasília. A informação foi confirmada pelo médico Cláudio Birolini, responsável pelo acompanhamento clínico do ex-mandatário.
Segundo o médico, Bolsonaro vinha apresentando tosse persistente desde a semana passada e, por conta de uma indisposição estomacal, passou por uma tomografia de tórax e abdômen. Os resultados apontaram para o quadro respiratório.
“Ele provavelmente teve um quadro de pneumonia viral, estava com muita tosse na semana passada. Vamos dar uns dias de antibiótico para ele tomar”, afirmou Birolini, durante coletiva de imprensa.
Além do tratamento medicamentoso, o ex-presidente deixou o hospital com um monitor de pressão arterial, após episódios recentes de hipertensão. O equipamento será utilizado nas próximas 24 horas para avaliação do quadro.
Ao deixar a unidade de saúde, Bolsonaro afirmou estar “meio tonto, mas bem”. Ele também mencionou os impactos da idade na sua saúde e lembrou as cirurgias pelas quais já passou. “A idade pesa bastante na gente, e já foram sete cirurgias. Espero que seja a última”, disse.
O Brasil voltou a ser considerado livre da gripe aviária de alta patogenicidade (IAAP), após cumprir todos os protocolos sanitários estabelecidos por organismos internacionais. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (18) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que comunicou oficialmente a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).
A medida foi possível após o país completar 28 dias sem novos registros da doença em granjas comerciais, prazo exigido como parte do chamado “vazio sanitário”. O único foco confirmado da gripe aviária no setor comercial em 2024 ocorreu em uma granja no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul, com notificação oficial feita em 16 de maio.
A desinfecção do local foi concluída em 22 de maio, dando início ao período de monitoramento, que terminou sem o surgimento de novos casos. “Com a notificação, o país se autodeclara livre da influenza aviária de alta patogenicidade”, afirmou o Mapa.
A recuperação do status sanitário é fundamental para preservar a imagem do Brasil como um dos principais exportadores mundiais de carne de frango e para garantir o acesso a mercados internacionais, que impõem rigorosas exigências sanitárias.

A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) confirmou, nesta sexta-feira (14), o primeiro foco de gripe aviária em Goiás. O caso foi identificado no município de Santo Antônio da Barra, em aves de subsistência — criadas para consumo familiar.
Cerca de 100 galinhas morreram após apresentarem sintomas como asas caídas, secreção nasal, dificuldade para respirar, apatia, diarreia e inchaço no rosto. A confirmação do caso de influenza aviária de alta patogenicidade (H5N1) foi feita pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), ligado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
A gripe aviária, ou influenza aviária, é uma doença viral altamente contagiosa que afeta principalmente aves domésticas e silvestres. Embora possa infectar humanos, o risco é considerado baixo.
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O Brasil superou, em 2024, a marca histórica de 30 mil transplantes realizados em um único ano, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (4) pelo Ministério da Saúde. O número representa um crescimento de 18% em relação a 2022, ultrapassando os índices registrados antes da pandemia de Covid-19.
A Bahia, que abriga instituições de referência como o Hospital Martagão Gesteira e o Hospital Ana Nery, integra o esforço nacional para ampliar o acesso aos transplantes e tem papel relevante na consolidação dessa rede. O estado é um dos polos nordestinos de transplante hepático e renal, com equipes especializadas e centros credenciados pelo SUS.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, os órgãos mais transplantados no país em 2024 foram o rim (6.320), o fígado (2.454), a córnea (17.107) e a medula óssea (3.743). O Sistema Único de Saúde (SUS) foi responsável por 85% dos procedimentos, reforçando seu papel central na política nacional de transplantes.
Apesar dos avanços, o Brasil ainda enfrenta desafios: mais de 78 mil pessoas aguardam na fila de espera, sendo 42 mil delas à espera de um rim. Outro obstáculo é a taxa de recusa familiar à doação de órgãos, que permanece elevada — apenas 55% das famílias abordadas autorizam a doação.
Para reverter esse cenário, o governo federal lançará o Programa de Qualidade em Doação para Transplante (PRODOT), que vai qualificar as equipes responsáveis por conversar com as famílias dos potenciais doadores. A capacitação será feita em parceria com a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB).
O Ministério da Saúde também anunciou a incorporação de novas tecnologias e a ampliação das estratégias para reduzir desigualdades regionais, promovendo mais equidade no acesso aos transplantes em todo o país.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou na sexta-feira (30) que investiga 12 casos suspeitos de gripe aviária em diferentes regiões do país. Um deles foi registrado em Itajuípe, no sul da Bahia, onde uma ave de criação doméstica apresentou sintomas compatíveis com a doença.
As amostras foram coletadas e encaminhadas para análise laboratorial, que deve confirmar ou descartar a presença do vírus H5N1. Além da Bahia, há investigações em andamento nos estados de Minas Gerais e Ceará, com suspeitas em municípios como Quixeramobim (CE), Ribeirão das Neves (MG), Bom Despacho (MG), Lagoa da Prata (MG) e Santo Antônio do Monte (MG).
Segundo o Mapa, casos envolvendo aves silvestres costumam ser encerrados após o diagnóstico e o descarte adequado dos animais. No entanto, em regiões com alta concentração dessas espécies, como Sapucaia do Sul (RS) e Mateus Leme (MG), os focos permanecem ativos para monitoramento, permitindo a inclusão de novos registros conforme a evolução do cenário clínico e epidemiológico.

A Bahia registrou uma expressiva redução no número de casos de arboviroses em 2025. Até o momento, foram notificados 19.812 casos prováveis de dengue no estado, contra 208.142 no mesmo período de 2024, o que representa uma redução de 90,5%.
Com relação à Chikungunya, foram notificados 1390 casos prováveis, uma redução de 90,2% em relação ao mesmo período de 2024, quando houve 14135 registros. Os indicadores de Zika também apontam decréscimo no número de casos quando comparado ao ano passado. Foram 145 casos em 2025, 84,61% a menos que os 942 registrados em 2024.
O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), tem contribuído para este cenário. Já foram investidos cerca de R$ 20 milhões em ações de apoio direto aos municípios, com aquisição de equipamentos, veículos para ampliação da frota utilizada na aplicação de UBV pesado (fumacê), além de kits para agentes de Combate às Endemias e insumos estratégicos, como medicamentos.
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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou nesta segunda-feira (19) que investiga um possível caso de gripe aviária em uma granja comercial localizada em Ipumirim, no interior de Santa Catarina. Trata-se da terceira suspeita da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em estabelecimentos comerciais no país.
A nova apuração ocorre dias após a confirmação do primeiro foco da doença em uma granja no município de Marau, no Rio Grande do Sul. Outra investigação em curso envolve uma propriedade em Aguiarnópolis, no Tocantins.
Com os novos casos sob análise, o número de possíveis focos de IAAP em granjas comerciais chega a três. Além deles, o Mapa acompanha outras três suspeitas em propriedades de subsistência, que, segundo a pasta, não têm impacto comercial direto.
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A gripe causada pelo vírus influenza A se tornou a principal responsável por mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre idosos no Brasil, segundo alerta divulgado nesta quinta-feira (15) pelo boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A doença também aparece entre as três principais causas de óbitos por SRAG em crianças.
O boletim aponta um aumento nas hospitalizações por influenza A em diversas regiões do país, com níveis moderados a altos de incidência especialmente nos estados do Centro-Sul, além de registros preocupantes também no Norte e no Nordeste.
Já em alguns estados do Centro-Oeste e Sudeste, o número de casos de SRAG em crianças pequenas associados ao Vírus Sincicial Respiratório (VSR) começa a desacelerar ou até apresentar sinais de queda. Mesmo assim, a pesquisadora Tatiana Portella alerta que ainda não é hora de relaxar os cuidados. “A incidência continua alta ou moderada”, pontua.
A Fiocruz destaca ainda que, entre as crianças pequenas, a mortalidade por SRAG se aproxima da observada em idosos. Nessa faixa etária, o VSR continua sendo o principal causador de mortes, seguido pelo rinovírus e pela influenza A. Já entre os idosos, a gripe lidera como causa de óbitos, seguida pela Covid-19.