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Oito casos da nova variante da covid-19, a XFG, forma identificados em pacientes. Foram seis no Ceará e dois em São Paulo. A mutação do vírus pode provocar casos mais graves.
A XFG é a mais recente de sete variantes classificadas como sob monitoramento pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em nota, o Ministério da Saúde informou que monitora de “de forma contínua” a vigilância do SARS-CoV-2, vírus que causa a doença.
Também informou que não foram registrados óbitos entre os pacientes diagnosticados com a nova variante. “A vacinação segue sendo a principal forma de prevenir casos graves e mortes”, diz a pasta.
Segundo a OMS, a variante a XFG surgiu de uma recombinação entre duas versões anteriores do vírus, a LF.7 e a LP.8.1.2. Ela foi identificada pela primeira vez no mundo em 27 de janeiro.
O estado da Bahia recebeu o reforço de 316 profissionais do Programa Mais Médicos, iniciativa do governo federal que tem como foco ampliar a cobertura da atenção primária em regiões de maior vulnerabilidade social. Do total de médicos, seis foram alocados para atuar no Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Bahia, que atende populações indígenas em áreas de difícil acesso. Os demais médicos reforçarão as equipes de Saúde da Família nos municípios baianos.
A ação faz parte da mais recente etapa do programa, que selecionou 3.173 médicos para atuar em 1.618 municípios e 26 DSEIs de todo o país. O edital teve número recorde de inscritos, com mais de 45 mil candidatos.
Desde a última quarta-feira (2), acontece a chegada nos territórios dos médicos formados no Brasil com registro no Conselho Regional de Medicina (CRM). Já os médicos brasileiros formados no exterior participarão, a partir de 4 de agosto, do Módulo de Acolhimento e Avaliação (MAAv), um treinamento específico para atuação em situações de urgência, emergência e no enfrentamento de doenças prevalentes nas regiões de trabalho.
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Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) permanecem em alta na maior parte do país. O dado faz parte do novo boletim InfoGripe, divulgado nessa quinta-feira (3) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, o índice de casos positivos foi de 33,4% de influenza A, 1,1% de influenza B, 47,7% de vírus sincicial respiratório, 20,6% de rinovírus e 1,8% de Sars-CoV-2 (covid-19). Entre os óbitos, a presença desses mesmos vírus foi de 74,1% de influenza A, 1,3% de influenza B, 14,1% de vírus sincicial respiratório, 10,2% de rinovírus e 3,1% de Sars-CoV-2 (covid-19).
No entanto, a análise mostra indícios de queda ou interrupção do crescimento dos casos associados à influenza A em estados das regiões centro-sul, Norte e Nordeste e dos associados ao vírus sincicial respiratório (VSR) nas três regiões. As ocorrências de SRAG na população de jovens, adultos e idosos, associadas à influenza apresentam sinal de recuo no Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, São Paulo, no Amazonas, Amapá, Pará, em Rondônia, no Tocantins, na Bahia, no Ceará, Maranhão e na Paraíba. No entanto, continuam aumentando em Alagoas, Sergipe, Minas Gerais, Mato Grosso, no Paraná e em Roraima.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi diagnosticado com uma inflamação no esôfago após realizar uma endoscopia, informou nesta quarta-feira (2) o Hospital DF Star, em Brasília. Segundo o boletim médico, o exame apontou um quadro de “intensa esofagite com processo inflamatório, erosões da mucosa esofágica e gastrite moderada”.
Diante do resultado, a equipe médica informou que o tratamento com medicamentos será intensificado. O ex-presidente também deverá manter uma dieta controlada, repouso e limitar o uso da voz. O diagnóstico ocorre após Bolsonaro apresentar sintomas persistentes como soluços e vômitos desde o fim de junho, além de um possível quadro de pneumonia viral identificado no dia 21.
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O Brasil registrou a menor taxa de fecundidade da sua história: 1,55 filho por mulher. O dado faz parte do Censo Demográfico de 2022, divulgado nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa está abaixo do nível de reposição populacional — estimado em 2,1 filhos por mulher — necessário para manter estável o tamanho da população ao longo das gerações.
Segundo o levantamento, a tendência de queda vem sendo observada desde os anos 1960, quando a média era de 6,28 filhos por mulher. O número caiu progressivamente nas décadas seguintes: 5,76 em 1970, 4,35 em 1980, 2,89 em 1991, 2,38 em 2000 e 1,90 em 2010.
De acordo com o IBGE, a redução está ligada a uma combinação de fatores sociais, econômicos e culturais, como o maior acesso a métodos contraceptivos, o aumento da escolarização entre as mulheres, a inserção no mercado de trabalho, mudanças na percepção sobre maternidade e a ampliação do planejamento familiar. Cada vez mais brasileiras optam por postergar ou mesmo não ter filhos.
Entre as regiões, o Nordeste, que em 1960 registrava a maior taxa do país (7,39 filhos por mulher), foi a única a apresentar alta na década seguinte, com 7,53 em 1970. A partir de então, o índice passou a cair de forma acelerada, alcançando 6,13 em 1980, 2,69 em 2000 e 1,60 em 2022, ficando inclusive abaixo do Centro-Oeste.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi diagnosticado com pneumonia viral após realizar uma bateria de exames na manhã deste sábado (21), no hospital DF Star, em Brasília. A informação foi confirmada pelo médico Cláudio Birolini, responsável pelo acompanhamento clínico do ex-mandatário.
Segundo o médico, Bolsonaro vinha apresentando tosse persistente desde a semana passada e, por conta de uma indisposição estomacal, passou por uma tomografia de tórax e abdômen. Os resultados apontaram para o quadro respiratório.
“Ele provavelmente teve um quadro de pneumonia viral, estava com muita tosse na semana passada. Vamos dar uns dias de antibiótico para ele tomar”, afirmou Birolini, durante coletiva de imprensa.
Além do tratamento medicamentoso, o ex-presidente deixou o hospital com um monitor de pressão arterial, após episódios recentes de hipertensão. O equipamento será utilizado nas próximas 24 horas para avaliação do quadro.
Ao deixar a unidade de saúde, Bolsonaro afirmou estar “meio tonto, mas bem”. Ele também mencionou os impactos da idade na sua saúde e lembrou as cirurgias pelas quais já passou. “A idade pesa bastante na gente, e já foram sete cirurgias. Espero que seja a última”, disse.
O Brasil voltou a ser considerado livre da gripe aviária de alta patogenicidade (IAAP), após cumprir todos os protocolos sanitários estabelecidos por organismos internacionais. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (18) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que comunicou oficialmente a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).
A medida foi possível após o país completar 28 dias sem novos registros da doença em granjas comerciais, prazo exigido como parte do chamado “vazio sanitário”. O único foco confirmado da gripe aviária no setor comercial em 2024 ocorreu em uma granja no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul, com notificação oficial feita em 16 de maio.
A desinfecção do local foi concluída em 22 de maio, dando início ao período de monitoramento, que terminou sem o surgimento de novos casos. “Com a notificação, o país se autodeclara livre da influenza aviária de alta patogenicidade”, afirmou o Mapa.
A recuperação do status sanitário é fundamental para preservar a imagem do Brasil como um dos principais exportadores mundiais de carne de frango e para garantir o acesso a mercados internacionais, que impõem rigorosas exigências sanitárias.

A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) confirmou, nesta sexta-feira (14), o primeiro foco de gripe aviária em Goiás. O caso foi identificado no município de Santo Antônio da Barra, em aves de subsistência — criadas para consumo familiar.
Cerca de 100 galinhas morreram após apresentarem sintomas como asas caídas, secreção nasal, dificuldade para respirar, apatia, diarreia e inchaço no rosto. A confirmação do caso de influenza aviária de alta patogenicidade (H5N1) foi feita pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), ligado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
A gripe aviária, ou influenza aviária, é uma doença viral altamente contagiosa que afeta principalmente aves domésticas e silvestres. Embora possa infectar humanos, o risco é considerado baixo.
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O Brasil superou, em 2024, a marca histórica de 30 mil transplantes realizados em um único ano, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (4) pelo Ministério da Saúde. O número representa um crescimento de 18% em relação a 2022, ultrapassando os índices registrados antes da pandemia de Covid-19.
A Bahia, que abriga instituições de referência como o Hospital Martagão Gesteira e o Hospital Ana Nery, integra o esforço nacional para ampliar o acesso aos transplantes e tem papel relevante na consolidação dessa rede. O estado é um dos polos nordestinos de transplante hepático e renal, com equipes especializadas e centros credenciados pelo SUS.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, os órgãos mais transplantados no país em 2024 foram o rim (6.320), o fígado (2.454), a córnea (17.107) e a medula óssea (3.743). O Sistema Único de Saúde (SUS) foi responsável por 85% dos procedimentos, reforçando seu papel central na política nacional de transplantes.
Apesar dos avanços, o Brasil ainda enfrenta desafios: mais de 78 mil pessoas aguardam na fila de espera, sendo 42 mil delas à espera de um rim. Outro obstáculo é a taxa de recusa familiar à doação de órgãos, que permanece elevada — apenas 55% das famílias abordadas autorizam a doação.
Para reverter esse cenário, o governo federal lançará o Programa de Qualidade em Doação para Transplante (PRODOT), que vai qualificar as equipes responsáveis por conversar com as famílias dos potenciais doadores. A capacitação será feita em parceria com a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB).
O Ministério da Saúde também anunciou a incorporação de novas tecnologias e a ampliação das estratégias para reduzir desigualdades regionais, promovendo mais equidade no acesso aos transplantes em todo o país.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou na sexta-feira (30) que investiga 12 casos suspeitos de gripe aviária em diferentes regiões do país. Um deles foi registrado em Itajuípe, no sul da Bahia, onde uma ave de criação doméstica apresentou sintomas compatíveis com a doença.
As amostras foram coletadas e encaminhadas para análise laboratorial, que deve confirmar ou descartar a presença do vírus H5N1. Além da Bahia, há investigações em andamento nos estados de Minas Gerais e Ceará, com suspeitas em municípios como Quixeramobim (CE), Ribeirão das Neves (MG), Bom Despacho (MG), Lagoa da Prata (MG) e Santo Antônio do Monte (MG).
Segundo o Mapa, casos envolvendo aves silvestres costumam ser encerrados após o diagnóstico e o descarte adequado dos animais. No entanto, em regiões com alta concentração dessas espécies, como Sapucaia do Sul (RS) e Mateus Leme (MG), os focos permanecem ativos para monitoramento, permitindo a inclusão de novos registros conforme a evolução do cenário clínico e epidemiológico.