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O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) anunciou nesta quarta-feira (20) o adiamento das provas do Exame Nacional do Ensino Médio 2020. O adiamento é de 30 a 60 dias, e tem validade para as versões impressa e digital do exame.
A decisão foi publicada em nota no site da instituição, vinculada ao Ministério da Educação. Ainda de acordo com o Inep, está mantida a enquete direcionada para os inscritos no exame, em junho.
O direcionamento da enquete não é informado na nota. No entanto, na terça-feira (19), o ministro da educação, Abraham Weintraub, anunciou uma consulta, via ‘Página do Participante’, para saber a opinião dos inscritos sobre adiamento ou não das provas.
Também na terça, o Senado Federal aprovou o projeto que adia o Enem, devido à pandemia do novo coronavírus. O principal argumento é que, com a suspensão das aulas, as desigualdades nas condições de estudo e preparação foram potencializadas.
Depois de apreciação no plenário do Senado, a matéria seguiu para votação na Câmara dos Deputados. A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) entrou com requerimento de urgência. para tramitação da matéria.

O ministro Paulo Guedes (Economia) afirmou que o auxílio emergencial pode ser estendido por até dois meses. O benefício é pago para trabalhadores informais entre abril e junho, por causa da pandemia do novo coronavírus.
De acordo com informações da Folha de S.Paulo, o valor seria reduzido de R$ 600 para R$ 200. O discurso pela prorrogação do benefício representa uma mudança de postura da equipe econômica, antes contrária à extensão.
“Se voltar para R$ 200, quem sabe não dá para estender um mês ou dois? R$ 600 não dá. O que a sociedade prefere, um mês de R$ 600 ou três de R$ 200? É esse tipo de conta que estamos fazendo. É possível que aconteça uma extensão. Mas será que temos dinheiro para uma extensão a R$ 600? Acho que não”, afirmou Guedes, em reunião com empresários.
Ainda segundo a Folha, Guedes afirmou que o benefício não poderia ser maior que R$ 200, valor pago aos beneficiários do Bolsa Família. Por outro lado, Guedes defendeu equilíbrio no benefício porque isso pode fazer com que as pessoas deixem de trabalhar.
“Se falarmos que vai ter mais três meses, mais três meses, mais três meses, aí ninguém trabalha. Ninguém sai de casa e o isolamento vai ser de oito anos porque a vida está boa, está tudo tranquilo. E aí vamos morrer de fome do outro lado”, afirmou.

Cinco dias após o médico Nelson Teich deixar o Ministério da Saúde, a pasta mudou o protocolo de recomendação do uso da cloroquina e hidroxicloroquina. Após determinação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o governo federal passa a indicar esses medicamentos também para pacientes com sinais e sintomas leves do novo coronavírus.
O protocolo anterior, definido ainda no mandato do primeiro ex-ministro da Saúde do governo, o médico Luiz Henrique Mandetta, recomendava o uso apenas por pacientes graves e críticos, com monitoramento em hospitais.
Essa mudança foi um dos principais fatores para as demissões de Mandetta e Teich, que se recusaram a alterar o protocolo em sentido contrário ao que pregam os estudos científicos. Não há pesquisas que comprovem a eficácia da cloroquina no tratamento para Covid-19.
Mesmo assim, desde o início da pandemia no Brasil, o presidente Bolsonaro advoga em defesa do remédio até que agora, com o general Eduardo Pazuello no comando da pasta interinamente, garantiu a mudança.
Segundo informações da Folha de S. Paulo, o novo protocolo prevê a indicação da cloroquina com azitromicina, com dosagens diferentes conforme a sequência do tratamento e o quadro do paciente. Essa indicação deve ficar a critério do médico e ocorrer após análise de exames. “Apesar de serem medicações utilizadas em diversos protocolos e de possuírem atividade in vitro demonstrada contra o coronavírus, ainda não há meta-análises de ensaios clínicos multicêntricos, controlados, cegos e randomizados que comprovem o benefício inequívoco dessas medicações para o tratamento da COVID-19”, diz o texto.
Em outro trecho, o documento reconhece que “não existe garantia de resultados positivos, e que o medicamento proposto pode inclusive agravar a condição clínica, pois não há estudos demonstrando benefícios clínicos”.
Dessa forma, o paciente deverá assinar um termo de consentimento que afirma que a cloroquina e hidroxicloroquina podem causar efeitos colaterais “como redução dos glóbulos brancos, disfunção do fígado, disfunção cardíaca e arritmias, e alterações visuais por danos na retina”.

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta quarta-feira (20), a saída da atriz Regina Duarte do cargo de secretária especial de Cultura, dois meses após a veterana ser anunciada como a nova adição do governo do militar.
Em uma publicação compartilhada nas redes sociais, o presidente afirma que ela assumirá a Cinemateca Brasileira, em São Paulo.
“Regina Duarte relatou que sente falta de sua família, mas para que ela possa continuar contribuindo com o Governo e a Cultura Brasileira assumirá, em alguns dias, a Cinemateca em SP. Nos próximos dias, durante a transição, será mostrado o trabalho já realizado nos últimos 60 dias”, afirmou Bolsonaro.

A live do cantor Mumuzinho já tem uma nova data para acontecer. O pagodeiro, que precisou cancelar a apresentação após descobrir que havia contraído coronavírus, irá se apresentar no dia 7 de junho, às 18h, em seu canal no YouTube.
Em entrevista à Coluna do Leo Dias, o artista revelou que teve 50% do pulmão comprometido por conta da doença.
“Não tenho noção onde peguei. Estou obedecendo a quarentena e só saia para o essencial. Pode ter sido nessas idas à farmácia e padaria. A doença evoluiu para uma pneumonia e dei entrada no hospital com 50% do pulmão comprometido”, contou.
Para Mumuzinho, a oração foi um dos seus aliados na luta contra a doença. “Orei muito e pedi para que Deus me ajudasse até porque minha responsabilidade é muito grande: minha família, equipe, fãs e carreira dependem da minha saúde”, disse.
Esperançoso, o artista diz que tenta influenciar seus seguidores da melhor forma possível, fazendo com que eles respeitem o isolamento social.
“Estou fazendo o possível para as pessoas se conscientizarem a ficar em casa. Como não sei aonde peguei, mesmo ficando em casa, ir até onde precisamos por necessidade podemos pegar. Por isso, a importância de lavar as mãos e ficar em casa. E que venha logo uma vacina”.

Mais onze cidades baianas terão o transporte intermunicipal suspenso a partir de quinta-feira (21) como medida de prevenção ao novo coronavírus (Covid-19), conforme publicação no Diário Oficial desta quarta (20).
O governo da Bahia decidiu incluir na lista as cidades de América Dourada, Barro Preto, Caetité, Cocos, Condeúba, Itaguaçu da Bahia, Itiúba, Miguel Calmon, Paratinga, Riachão do Jacuípe e Saúde.
Nestas regiões, ficam proibidas nesses municípios a circulação, saída e chegada de qualquer transporte coletivo público e privado, rodoviário e hidroviário, nas modalidades regular, fretamento, complementar, alternativo e de vans.
O decreto também autoriza a retomada do transporte em Presidente Jânio Quadros, São Felipe e Serrolândia, cidades com 14 dias ou mais sem novos casos da doença.
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No Dia do Pedagogo, comemorado nesta quarta-feira (20) no Brasil, os profissionais buscam se adaptar às novas necessidades da educação, como o ensino a distância, provocado pelo isolamento social por causa da pandemia do novo coronavírus.
Muito esforço tem sido feito, tanto por professores quanto por instituições de ensino, para dar continuidade aos estudos, sem prejudicar o avanço dos alunos. Esse tem sido um desafio para os educadores, já que ninguém estava preparado para essa nova situação – de levar a metodologia educacional para o mundo online.
“Rapidamente tivemos que buscar ferramentas que nos permitissem manter o contato com o aluno, criar salas de aula virtuais, repensar processos de avaliação, propor atividades que os alunos pudessem realizar em casa, manter uma rotina. As escolas e instituições de ensino superior têm enfrentado este momento de formas diferentes, específicas, mas há pontos em comum”, afirma a coordenadora do curso de Pedagogia da Universidade Santo Amaro (Unisa), professora Tatiana da Silva Calsavara.
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Por Pedro Peduzzi
O governo dos Estados Unidos (EUA) anunciou a doação de aproximadamente US$ 3 milhões (R$ 17 milhões) ao Brasil, para ajudar na resposta de emergência de saúde pública contra o novo coronavírus.
A doação será feita por meio dos centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e da agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, que mantêm colaborações com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e com o Ministério da Saúde.
O anúncio da doação foi feito pela embaixada norte-americana no Brasil. Segundo ela, os recursos serão usados para a “melhoria da detecção e do rastreamento de casos, na identificação de áreas de transmissão, no controle de surtos e no fornecimento de dados para uma reabertura segura no Brasil”.
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