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Em um vídeo publicado nas redes sociais na terça-feira (14), o prefeito de Érico Cardoso, Eraldo Félix da Silva, ao lado do vice-prefeito, Deivison Mendonça Azevedo, fez um pronunciamento direcionado aos servidores municipais, defendendo alinhamento com a administração e afirmando que aqueles que não concordarem com as diretrizes do governo devem deixar os cargos. Durante a gravação, de pouco mais de dez minutos, o vice-prefeito utilizou uma metáfora futebolística para reforçar a necessidade de unidade na equipe de governo.
Segundo ele, a administração possui um planejamento definido até 2028 e não pretende conviver com divergências internas. “Aquele que não tiver a fim de fazer parte desse time, pede para sair logo agora. Para não me dar sequer a decepção de ter que mandá-los embora”, declarou. Em seguida, acrescentou que o Executivo conta com apenas uma “comissão técnica”, formada pelo prefeito e pelo vice, e que “ou joga de acordo com o time que a gente escala, ou não faz parte”.
No vídeo, os gestores também apresentam um quadro com mais de 20 projetos e investimentos que, segundo eles, somam cerca de R$ 100 milhões em obras de pavimentação, saneamento, unidades de saúde e outras intervenções. O prefeito atribuiu a viabilização dessas ações à parceria com o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e afirmou que os investimentos são resultado de compromissos firmados com o Governo da Bahia.
Ao comentar a movimentação política durante a tradicional Romaria de Nossa Senhora do Carmo, no Morro do Fogo, Eraldo Félix criticou a presença de adversários no evento e voltou a cobrar fidelidade de integrantes da administração municipal. O prefeito afirmou que não aceitará que servidores atuem contra os interesses do governo e declarou que, caso considere necessário para manter a unidade do grupo político, poderá promover exonerações “com a maior serenidade e tranquilidade possível”.
As declarações repercutiram nas redes sociais por serem interpretadas por parte dos internautas como um recado direto aos servidores comissionados e ocupantes de cargos de confiança, em meio às articulações políticas que antecedem o processo eleitoral.