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De 10 a 14 de agosto, a Feira Literária de Mucugê (Fligê) retoma seus encontros e atividades presenciais em sua 5ª edição. Com o tema “Literatura e Ancestralidades”, o evento trará, em sua programação, mesas literárias, oficinas, espetáculos, circuitos e desfiles literários, leituras guiadas, performances artísticas, instalações e expografias, intervenções artísticas, sessões de autógrafos, projetos pedagógicos, cinema e muitas outras vivências.
Sempre ambientada na cidade de Mucugê (BA), município da Chapada Diamantina, a Fligê envolve crianças, jovens, adultos e idosos, que buscam sentir e respirar a literatura em conotações que extravasam realidades.
Nesta edição, toda a programação será construída a partir das extrações conceituais de ancestralidades, presentes nas literaturas indígenas, negras, tradições culturais, oralidades etc. Tudo isso encontrará espaço no diálogo com outras expressões artísticas, como o teatro, o cinema, a música.
Reunindo narrativas dos anos de 2020 a 2022, a 5ª edição da Fligê traz para a cena da literatura a importância de se falar, pensar e sentir as ancestralidades.
Desde que foi criado, em 2016, o evento busca potencializar a formação de leitores de todas as idades, em uma rica experiência pelo mundo do conhecimento, construída nas mais diversas narrativas. Na última edição do evento, realizada em 2019, a Fligê trouxe como tema “Sê livre… és gigante”, com programação em homenagem ao poeta baiano Castro Alves.

O Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) fez um levantamento especial que indicou as suas músicas mais tocadas da aniversariante da semana, Ivete Sangalo, nos últimos cinco anos nos principais segmentos de execução pública (Rádio, Casas de Festas e Diversão, Música ao Vivo, Festa Junina, Sonorização Ambiental, Show, Carnaval).
O escritório separou as canções mais reproduzidas no Brasil nos últimos cinco anos e as mais gravadas por outros intérpretes. A música “Cheguei pra te amar”, em parceria com o funkeiro MC Livinho aparece no topo.
O estudo também apontou que a segunda canção de autoria de Ivete que os brasileiros mais ouviram entre 2017 e 2021 foi “Carro velho” seguida de “À vontade”, parceria com Wesley Safadão.
Outra curiosidade foi que “Carro velho” foi a música de autoria da cantora mais gravada até hoje.
De acordo com o Ecad, com 93 canções e 1.188 gravações cadastradas no banco de dados do Ecad, Ivete teve mais de 70% de seus rendimentos em direitos autorais nos últimos cinco anos provenientes dos segmentos de Rádio, TVs e Carnaval.
Confira o ranking:
1 – Cheguei pra te amar – Ivete Sangalo / Ramon Cruz
2 – Carro velho – Ivete Sangalo / Ninha Brito
3 – À vontade – Gigi Cerqueira / Ivete Sangalo / Radamés Venâncio
4 – Flor do reggae – Gigi Cerqueira / Ivete Sangalo / Fábio O’brian
5 – Um sinal – Ivete Sangalo / Ramon Cruz
6 – Mais e mais – Ivete Sangalo / Duani
7 – Canibal – Ivete Sangalo / Paulo Massadas / Miguel / Michael Sullivan
8 – Teleguiado – Gigi Cerqueira / Ivete Sangalo / Dan Kambaiah / Magno Santanna
9 – Não me conte seus problemas – Ivete Sangalo / Camila San Galo
10 – O mundo vai – Samir Trindade / Gigi Cerqueira / Ivete Sangalo / Tierry / Radamés Venâncio / Ramon Cruz
Músicas mais gravadas por outros intérpretes de autoria de Ivete Sangalo
1 – Carro velho – Ivete Sangalo / Ninha Brito
2 – Canibal – Ivete Sangalo / Paulo Massadas / Miguel / Michael Sullivan
3 – Não me conte seus problemas – Ivete Sangalo / Camila San Galo
4 – Agora eu já sei – Gigi Cerqueira / Ivete Sangalo
5 – Flor do reggae – Gigi Cerqueira / Ivete Sangalo / Fabio O’brian
6 – Completo – Gigi Cerqueira / Ivete Sangalo
7 – O melhor pra mim – Mu Carvalho / Dudu Falcão / Ivete Sangalo
Com uma carreira de mais de 20 anos, a artista está prestes a completar 50 anos de idade nesta sexta-feira (27), e a comemoração acontece em Juazeiro.

Milton Nascimento anunciou que irá se aposentar dos palcos ainda este ano. A declaração foi feita durante participação do cantor no programa Altas Horas deste sábado (14). Com a turnê “Última Sessão de Música”, Milton passará por todo o Brasil até o fim de 2022.
“Solto a voz na estrada desde os 13 anos. Minha música me levou aos quatro cantos do mundo em seis décadas. Me tornei cidadão do mundo sem deixar de ser brasileiro”, disse o cantor em vídeo divulgado no programa.
Aos 79 anos, Milton declarou que quer continuar compondo e cantando, mas pretende parar com os shows: “Este ano completo 80 anos e essa turnê marcará minha despedida dos palcos. Da música jamais”, concluiu o músico.

Critérios como justificativa turística, presença de manifestações culturais tradicionais das festas juninas e estrutura receptiva do município serão adotados para seleção
Vai até o dia 20 o Edital de Seleção Pública para a Celebração de Convênios de Cooperação Técnica e Financeira para a Viabilização do São João da Bahia e demais Festas Juninas. Promovido pelo Governo do Estado, por meio da Superintendência de Fomento ao Turismo do Estado da Bahia (Bahiatursa), engloba eventos a serem realizados de 01 de junho a 02 de julho de 2022.
As prefeituras interessadas devem levar sua documentação, presencialmente, na sede da Bahiatursa, de segunda a sexta-feira, entre 8h30 e 12h, e de 13h30 às 18h, no Protocolo Central da Bahiatursa, na 3ª Avenida, nº 390, Plataforma IV, térreo, Centro Administrativo da Bahia (CAB). O valor do apoio vai de R$ 50 mil a R$ 140 mil.

O presidente Jair Bolsonaro vetou o projeto conhecido como nova Lei Aldir Blanc, que previa a criação de uma política nacional permanente para fomento à cultura, com a previsão de repasses anuais de R$ 3 bilhões da União para estados e municípios. A proposta foi aprovada pelo Senado em março, por 74 votos a favor e nenhum contrário, com uma abstenção.
De acordo com publicação no Diário Oficial da União desta quinta-feira (5), o veto foi decidido porque o projeto foi considerado inconstitucional e contrário ao interesse público. Segundo o veto de Bolsonaro, o projeto retira a autonomia do Poder Executivo em relação à aplicação de recursos, enfraquece as regras de priorização, monitoramento, controle, eficiência, gestão e transparência ao permitir que estados e municípios gerenciem recursos do Fundo Nacional de Cultura por meio de editais, chamadas públicas e outros instrumentos de fomento.
A Política Nacional Aldir Blanc é inspirada na lei aprovada pelo Congresso Nacional em 2020 e que garantiu auxílio-emergencial e recursos para manutenção de espaços culturais e programas de fomento ao setor cultural durante a pandemia da Covid-19. Um dos mais importantes letristas da música brasileira, Blanc morreu aos 73 anos no dia 4 de maio de 2020, vítima da Covid-19.

A atriz Fernanda Montenegro, considerada uma das damas do teatro nacional, tomou posse nesta sexta-feira (25) à noite, na Academia Brasileira de Letras (ABL). Única concorrente à vaga, ela recebeu, no dia 4 de novembro do ano passado, 32 dos 35 votos possíveis e, aos 92 anos, é a primeira mulher a assumir a cadeira 17, sucedendo o diplomata Affonso Arinos de Melo Franco (1930-2020).
Em seu discurso, Fernanda Montenegro agradeceu a classe artística e destacou a posse de uma atriz para a ABL “William Shakespeare deixou eternizado esse conceito estrutural da afirmação de uma arte. O mundo é um palco e todos nós, seres humanos, somos atores nesse palco. Agradeço muito ao meu coração e minha razão por estar sendo aceita nesta casa, protagonista, referenciada, da nossa mais alta cultura, que é a Academia Brasileira de Letras”, disse.
“Emocionada, tomo posse da cadeira número 17. Sou atriz, venho desta mística arte arcaica que é o teatro. Sou a primeira representante da cena brasileira a ser recebida nesta casa. Esse meu ofício expressa uma estranheza compreensão. A raiz dessa arte está na complexidade de só existir através do corpo e da alma de ator ou de uma atrizao trazer a literatura dramática para a verticalidade cênica”, acrescentou
Logo após ser eleita, Fernanda manifestou em sua rede social, que a Academia Brasileira de Letras é um referencial cultural de 125 anos. “Abrigou e abriga representantes que honram a diversidade da nossa criatividade em várias áreas. Vejo a academia como um espaço de resistência cultural. Agradeço a oportunidade”.
A atriz recebeu a notícia da eleição por meio da também imortal da ABL, Nélida Piñon.
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por Alexandre Brochado
O ator baiano Rodrigo Lelis foi escolhido para interpretar o ícone da MPB Caetano Veloso no filme “Meu Nome é Gal”, que conta a história de Gal Costa, que será vivida por Sophie Chalotte. Com direção de Dandara Ferreira e Lô Politii, o elenco conta também com as interpretações de Dan Ferreira (Gilberto Gil), Camila Márdila (Dedé Gadelha), George Sauma (Waly Salomão), Luis Lobianco (Guilherme Araújo), entre outros.
Rodrigo contou que sua paixão pela arte de atuar surgiu desde os tempos de colégio, onde participava de peças criadas por sua professora. Nascido em Brumado, e baiano assim como Caetano, o ator acredita que o fato de uma pessoa da Bahia viver o cantor nas telonas é muito significativo. “Esse paralelo é bem interessante, que assim como eu ele [Caetano] veio de um interior, e assim como eu, ele também veio do Vila Velha. Acredito que isso tem a ver com o destino”, ressaltou o artista.
Nascido e criado no interior, Rodrigo se encontrou nas artes do teatro ao fazer o curso livre de atuação do Teatro Vila Velha, em Salvador. Lelis revelou que foi nesse curso que ele teve experiências em diversos setores do teatro, como gestão, técnica, bastidores, além da interpretação. Foi nesse ambiente que Rodrigo se encontrou como ator e que ele também se viu como comunicador, e agora está cursando seu último ano de graduação em publicidade e propaganda.

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (24), o projeto de lei do Senado, conhecido como Lei Paulo Gustavo, que direciona R$ 3,86 bilhões do superávit financeiro do Fundo Nacional de Cultura (FNC) a estados e municípios para fomento de atividades e produtos culturais, em razão dos efeitos econômicos e sociais da pandemia de Covid-19.
Devido às alterações no projeto, a proposta será reanalisada pelo Senado. A proposta vai dar apoio aos produtores culturais com recurso da União aos estados e municípios. Os recursos são todos de fundos financiados pelo próprio setor cultural e que, atualmente, estão contingenciados pelo governo.
A execução descentralizada dos recursos repassados poderá ser feita até 31 de dezembro de 2022, mas se houver algum impedimento em razão de ser ano eleitoral, o prazo será automaticamente prorrogado pelo mesmo período no qual não foi possível usar o dinheiro.

Mais de 400 artistas assinaram um manifesto contra a liberação do uso de músicas famosas sem autorização em paródias para campanhas políticas. Assinam o documento nomes como Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Marisa Monte, Adriana Calcanhoto, Carlinhos Brown, Lulu Santos, Zeca Pagodinho, Rita Lee e Emicida.
Segundo o Globo, a mobilização foi motivada por um recurso pendente que será julgado no STJ, na quarta-feira. O tribunal irá decidir se o uso alterado de canções em programas políticos deve ser considerado uma paródia e isento de autorização e pagamento de direitos autorais.
A questão é discutida na ação que Roberto Carlos abriu contra Tiririca pelo uso da música “O Portão” na campanha de 2014. O deputado criou uma versão própria, com o seguinte refrão: “Eu votei, de novo vou votar, Tiririca, Brasília é o seu lugar”.

O Centro Cultural Camillo de Jesus Lima, em Vitória da Conquista, recebe nesta quinta-feira (27), a exposição “Sertão Colorido Quanto Preto e Branco”, do artista plástico Silvio Jessé. As obras ficarão expostas até o dia 12 de março e tem acesso gratuito.
O trabalho faz um recorte da vasta obra do fotógrafo Evandro Teixeira, sob curadoria da professora e pesquisadora Ester Figueiredo e do artista plástico Edmilson Santana. Jessé interpreta as imagens da infância nas fotografias de Evandro Teixeira em 31 telas e três painéis, cada cena integra um elemento singular da infância no cotidiano do sertão, mas preserva o caráter obrigatório da autonomia artística de cada criador de sua obra, permitindo ao público interpretar a fotografia e o quadro em si, nesse fluxo interpretativo, recompor sentidos.
Evandro Teixeira Almeida começou a carreira jornalística em 1958, no Diário da Noite, na cidade do Rio de Janeiro, na qual se radica e vive desde então.