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Das 24 barragens de rejeitos de minérios em funcionamento na Bahia, quatro têm classificação idêntica à Barragem do Fundão, que rompeu no dia 5 de novembro, em Mariana (MG), e matou 13 pessoas, deixando outras dez ainda desaparecidas. Na Bahia, as barragens que causam preocupação, duas ficam em Jacobina, no Piemonte da Diamantina, e as outras duas ficam em Santaluz, na região sisaleira. Elas estão classificadas em Dano Potencial Associado (DPA), condição considerada alta pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Por não ter alertas sonoros, assim como a de Mariana, a Barragem 02, administrada pela Yamana Gold, em Jacobina, é a que mais preocupa. Mesmo no DPA, elas não aparecem entre as 16 mais inseguras do país, segundo relatório divulgado em abril pelo próprio DNPM. Apenas uma está em plena atividade. As outras não são usadas, apesar de armazenarem material de rejeitos. A Barragem 01, em Jacobina, inclusive, preencheu toda a capacidade de armazenamento em 2008. Já as de Santaluz estão inativas, informou a Fazenda Brasileiro S/A, subsidiária da Yamana, que administra as barragens.
As obras para conter a erosão das margens do Rio São Francisco foram entregues neste sábado, 28, no trecho que o rio passa pelo município de Muquém do São Francisco, no oeste da Bahia. Ao todo foram investidos R$ 11 milhões. “Trabalhar para garantir a preservação do rio é crucial não só para o meio ambiente e a sobrevivência da população ribeirinha, como também para a economia do estado”, disse o governado Rui Costa que foi a cidade entregar as obras que foram executadas pela Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (Cerb), empresa vinculada à Secretaria de Infraestrutura e Recursos Hídricos (SIHS). Os recursos investidos contemplam o cercamento da área degradada com mourões de madeira, incluindo aguadas, e a recomposição vegetal de proteção permanente, com o plantio de mais de três mil mudas nativas. Também foram instaladas estruturas de acesso, incluindo passeios, canaletas e dispositivos de drenagem; seis escadas de acesso ao rio; quatro acessos à aguada de animais, além da realização de ações de educação ambiental, informou o governo. Ainda em Muquém do São Francisco, o governador inaugurou o sistema integrado de abastecimento de água construído pela Cerb para atender cerca de 4,7 mil moradores, de 19 localidades dos municípios de Muquém do São Francisco e Wanderley. Rui ainda fez a entrega de 19 títulos de terra.
Seis praias estão impróprias para banho nesta final de semana, de acordo com o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema). O Inema avaliou 37 praias em Salvador e Lauro de Freitas. De acordo com o instituto, os banhistas devem evitar a praia de Periperi (na saída de acesso à praia, após travessia da via férrea), Ondina (próximo a escada de acesso à praia), Armação (em frente ao Hotel Alah Mar), Boca do Rio (em frente ao posto Salva Vidas), Corsário (em frente ao Posto Salva Vidas) e Buraquinho (200 m da foz do rio Joanes). De acordo com o órgão, a praia é considerada imprópria quando mais de 20% das amostras coletadas em cinco semanas consecutivas, apresentar resultado superior a 1.000 coliformes fecais ou 800 Escherichia coli, ou quando, na última coleta, o resultado for superior a 2500 coliformes termotolerantes ou 2000 Escherichia coli ou 400 enterococos por 100 mL de água.
Uma aeronave Hércules C-130 e um helicóptero Super Puma da Força Aérea Brasileira (FAB) começaram a atuar no combate aos incêndios florestais na Chapada Diamantina, nesta quarta-feira (18). Segundo a Secretaria do Meio Ambiente do Estado (Sema) e o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) são 11 aeronaves – sete aviões e quatro helicópteros – a serviço do programa Bahia Sem Fogo, sendo utilizados para lançamento de rajadas de água sobre a área atingida, transporte dos bombeiros e brigadistas às áreas de difícil acesso, além de monitoramento aéreo para subsidiar os rumos do combate. O reforço dos aviões da FAB foi anunciado no último domingo(15) pelo governador Rui Costa A aeronave é equipada com cinco tanques de água e dois tubos que se projetam pela porta traseira, com capacidade de levar até 12 mil litros de água e processo de recarga considerada rápida, cerca de doze minutos. O secretário estadual do Meio Ambiente, Eugênio Spengler, que se encontra na Chapada coordenando os trabalhos do Bahia Sem Fogo, ressaltou a dedicação integral da equipe no combate os incêndios. “O balanço das ações até o momento é positivo. Constatamos a diminuição considerável dos focos, mas a atenção continua redobrada”. A coordenadora de Fiscalização Preventiva do Inema e perita em incêndios florestais, Fabíola Cotrim, fez um balanço das ações nos últimos dias. “Estamos com frentes concentradas nos municípios de Mucugê e Palmeiras, com a utilização da aeronave da FAB e dos aviões Air Tractor enviados pelo Governo do Estado. Também foram disponibilizados pelo Exército Brasileiro três carros-pipas, quatro jipes marruá para o transporte de equipamentos e pessoal”. Até o momento foram controlados os principais focos de incêndios registrados entre os municípios de Lençóis e Palmeiras, na BR-242, nas proximidades do Rio Mucugezinho, nas localidades de Campo São João, Morrão e Cercado, mas os brigadistas continuam no local como ação preventiva para que não haja reignição.
A ação perversa que o Rio do Antônio vem passando no perímetro urbano em Brumado vem chamando atenção de movimentos ecológicos e da população do seu entorno. O site Brumado Verdade, constatou que nas imediações da ponte da Rua Coronel Santos, (Bairro São Félix), existe um acúmulo de lixo provindo das empresas que operam próximo ao Rio. Isso prova a falta de respeito e informação de algumas pessoas que só pensa no lucro fácil e não pensa no coletivo e no meio ambiente. Esperamos que os órgãos responsáveis pela fiscalização faça a retirada do lixo, e coloque placas educativas alertando para o crime ambiental que estas pessoas estão cometendo contra o Rio e a vida humana. O Rio do Antônio era o nosso maior patrimônio material, manancial pujante de vida e área de lazer de toda comunidade brumadense, e que hoje infelizmente, se encontra neste estado devido à ação do homem, o Rio virou uma rede de esgotos a céu aberto.
Representantes da mineradora Samarco, de propriedade da Vale e da anglo-australiana BHP, admitiram nesta terça-feira (17) o risco de rompimento das barragens de Santarém e Germano, situadas próximas à barragem rompida em Mariana (MG), no último dia 5. “Tem o risco e nós, para aumentar o fator de segurança e reduzirmos o risco, nós estamos fazendo as ações emergenciais necessárias”, declarou o gerente-geral de projetos estruturais da Samarco, Germano Lopes, durante entrevista coletiva. Segundo informações do portal G1, o diretor de operações e infraestrutura da Samarco, Kléber Terra, afirmou também que o fator de segurança na barragem de Santarém é de 1,37 em uma escala de 0 a 2, o que significa uma estabilidade de 37% acima do equilíbrio limite de 1. Lopes, por sua vez, disse que o dique Selinha, uma das estruturas envolvidas, tem índice de 1,22, o menor em todo o complexo. Ele ainda acrescentou que o fator de segurança é estabelecido pela NBR 13028, que prevê, para estruturas numa condição normal de operação, o fator mínimo de de 1,5. Em condições adversas, é admitido fator de segurança é de 1,3. Ainda conforme Lopes, o índice igual a 1 representa que a estrutura está no limite de equilíbrio.
O grupo que combate o incêndio na região do Parque Nacional da Chapada Diamantina já conta com o apoio de dez aeronaves, informou neste domingo (15) o secretário de Meio Ambiente da Bahia, Eugênio Spengler. Além dos dois aviões solicitados pelo governador Rui Costa à Força Aérea Brasileira, o governo estadual enviou mais um neste domingo. No local, já havia dois aviões e dois helicópteros do governo, dois aviões do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e um helicóptero do Ibama. Segundo o G1, a situação da região foi classificada como dramática pelo chefe-substituto do Parque Nacional, César Gonçalves. De acordo com o governo estadual, a equipe de combate aos incêndios conta com 57 soldados praças dos bombeiros, 14 oficiais na função de coordenação e comando, sete técnicos da Sema/Inema e 50 brigadistas voluntários, em campo.
O rompimento das barragens da empresa Samarco, em Minas Gerais, fez acender o alerta para a situação das barragens da Bahia. De acordo com o último relatório de Segurança de Barragens da Agência Nacional de Águas (ANA), datado de 30 de setembro de 2014, a Bahia tem 33 barragens em categoria de risco alto. Segundo o documento da ANA, o risco é medido através de “características técnicas, estado de conservação do empreendimento e atendimento ao Plano de Segurança da Barragem”. Entre as barragens neste indicativo, estão empreendimentos em grandes cidades, como Brumado, Luís Eduardo Magalhães e Camaçari. O número fica mais alarmante ainda quando associado a outro indicador: Dano Potencial Associado. De acordo com a ANA, nove barragens administradas pela Companhia de Engenharia e Recursos Hídricos da Bahia (Cerb-BA) estão neste estado de conservação.
A agência não precisou, no entanto, em quais municípios elas estão localizadas. A avaliação conjunta das barragens com Categoria de Risco (CRI) Alto e Dano Potencial Associado (DPA) Alto permite concluir para quais barragens as ações de acompanhamento, fiscalização e recuperação devem ser priorizadas, pois a categoria de risco alto significa maior número de ameaças à segurança da barragem e, por sua vez, o dano potencial alto indica que, em caso de um acidente, as consequências seriam graves. O Dano Potencial Associado Alto é medido em função do potencial de perdas de vidas humanas e impactos econômicos, sociais e ambientais decorrentes da ruptura da barragem.
O Comando da 6ª Região Militar foi autorizado a começar os estudos que devem dar origem ao 1º Batalhão Hidroviário do São Francisco, que tem como objetivo ajudar na revitalização do rio, um dos mais importantes do Brasil. Segundo informações da coluna Tempo Presente, do jornal A Tarde, ainda não foi definido em qual trecho do curso d’água o Batalhão ficará instalado. “Vai ficar num ponto central, ali por Xique-Xique, Ibotirama, Bom Jesus da Lapa ou Barra”, indicou o secretário de Planejamento João Leão, ressaltando que a decisão final fica nas mãos do Exército. Além de promover ações para revitalizar o São Francisco, o novo Batalhão também deve fiscalizar o tráfego no rio.
As Indústrias Nucleares do Brasil (INB), estatal responsável pela exploração de urânio em Caetité na Bahia, foi acusada de omitir informações do governo e de órgãos de controle. Em audiência da Comissão de Meio Ambiente da Câmara, o secretário de Meio Ambiente da Bahia, Eugênio Spengler, disse que até mesmo seu governo não tem acesso a dados da empresa. “O que o Estado se ressente muito é que, às vezes, as informações que nós mesmos pedimos à INB não vêm a contento”, reclamou. A falta de transparência também foi apontada pelo coordenador geral de transporte, mineração e obras civis do Ibama, Jônatas Trindade. Tanto o Ibama quanto o governo da Bahia só tomaram conhecimento da contaminação de urânio na cidade de Lagoa Real a partir da reportagem do jornal O Estado de S. Paulo no dia 22 de agosto. Ao comentar o caso, Trindade disse que a empresa não tem uma comunicação devidamente formalizada e “essa falta de formalidade gera um problema sério de ‘disse, não me disse’ para o órgão licenciador”. O problema foi endossado pelo funcionário da INB Lucas Mendonça dos Santos, que trabalha na empresa há 13 anos. Secretário-geral do Sindicato dos Mineradores de Brumado e Microrregião e representante da Comissão Paroquial do Meio Ambiente em Caetité, Santos lembrou que a INB omitiu por sete meses a informação sobre a contaminação de um poço de Lagoa Real.