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Horas antes de Donald Trump anunciar uma tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras, um grupo de deputados bolsonaristas aprovou uma “moção de louvor e regozijo” ao presidente dos Estados Unidos. A homenagem foi votada na manhã de quarta-feira (9), durante reunião de comissão na Câmara dos Deputados, e contou com apoio de 23 parlamentares, entre eles os baianos José Rocha (União Brasil) e Cláudio Cajado (PP).
Apresentada pelo líder do PL, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), a proposta elogia Trump “pelo brilhante trabalho desenvolvido como Presidente da maior nação e pela incansável luta em defesa da democracia e da liberdade de expressão em todo o planeta”. Segundo o texto aprovado, o ex-presidente norte-americano “deve ser enaltecido e lembrado como um dos melhores presidentes do mundo e exemplo a ser seguido para a implementação e manutenção de uma democracia moderna e justa”. Apenas cinco deputados votaram contra a moção.
A aprovação da homenagem ocorreu poucas horas antes de Trump oficializar, por meio de carta endereçada a Lula e publicada nas redes sociais, a aplicação de uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros. A decisão foi justificada como uma retaliação ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento na tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023.
por André Souza
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), saiu em defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anuncia um aumento de 50% nas tarifas sobre tarifas sobre produtos brasileiros. A medida foi divulgada por Trump em um comunicado que também cita o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e acusa o Brasil de atacar eleições livres.
Nas redes sociais, Jerônimo classificou a decisão como um ataque direto à soberania nacional e se posicionou contra o que chamou de “castigo ao setor produtivo brasileiro”. “O Brasil não é quintal de ninguém. O presidente dos EUA, com essa decisão, taxa e castiga o setor produtivo brasileiro, que gera empregos e já tinha contratos fechados”, escreveu o governador.
Ele também afirmou que, enquanto Lula atua para “taxar as grandes fortunas”, Trump age de forma a “taxar o Brasil”. Segundo Jerônimo, a Bahia está alinhada com o governo federal e com a defesa da democracia.
“Somos um país soberano, guiado pelo respeito e pela dignidade. Não aceitaremos chantagem nem tutela de lugar nenhum. A terra do 2 de Julho não abre mão do respeito ao nosso povo, da nossa independência e da nossa soberania. A gente tem lado: o lado do povo brasileiro e da democracia. RESPEITE O BRASIL!”, completou.
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quarta-feira (9) que o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) continua tentando interferir no andamento da ação penal que investiga a tentativa de golpe de Estado no país. A declaração consta em decisão que inclui um vídeo publicado por Eduardo nas redes sociais como prova no inquérito que apura crimes de coação no curso do processo e obstrução de investigação.
No material, gravado durante manifestação realizada no dia 29 de junho na Avenida Paulista, o também deputado Gustavo Gayer (PL-GO) afirma, em discurso legendado em inglês, que o sistema judiciário brasileiro representa um risco para a democracia. A gravação foi publicada por Eduardo Bolsonaro e, segundo Moraes, faz parte de uma estratégia para tumultuar o andamento da Ação Penal 2.668, que já está na fase final, com as alegações das partes.
“Verifica-se que o investigado Eduardo Nantes Bolsonaro permanece praticando condutas com o objetivo de interferir e embaraçar o regular andamento da AP 2.668/DF [núcleo 1]”, escreveu o ministro na decisão. Moraes também determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o episódio.
Licenciado da Câmara desde março, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos, onde alega sofrer perseguição política. Ele é investigado por incentivar autoridades norte-americanas a adotarem medidas contra o ministro Moraes, que atua como relator não apenas das ações da tentativa de golpe, mas também do inquérito das fake news.
Parlamentares do Congresso Nacional articulam uma manobra para antecipar a execução das emendas ao Orçamento de 2026, com o objetivo de receber os recursos ainda antes das eleições do próximo ano. A estratégia visa beneficiar deputados e senadores que buscarão a reeleição ou disputarão novos cargos.
Segundo informações do jornal Folha de S.Paulo, a medida está sendo discutida em meio a tensões entre o governo Lula (PT) e lideranças do Legislativo. A antecipação permitiria aos parlamentares usar os recursos para impulsionar suas bases eleitorais, fortalecendo sua presença nos estados e municípios.
O movimento ocorre após o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), descumprir um acordo com o PT e não repassar a relatoria da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 para o partido.
A relatoria era considerada estratégica, já que define as diretrizes do orçamento federal para o ano eleitoral. O cargo acabou sendo entregue a Gervásio Maia (PSB-PB), aliado do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), o que ampliou o mal-estar na base governista.
Mesmo com a audiência de conciliação marcada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para o dia 15 de julho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende se reunir com os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
De acordo o blog da Isabel Mega, da CNN, a tendência é que a reunião ocorra após o retorno de Lula da Cúpula do Brics, que será realizada no Rio de Janeiro neste domingo (6) e segunda-feira (7).
Segundo a publicação, a expectativa é de que Lula faça o convite a ambos após a volta de Hugo Motta de Lisboa, onde participou do Fórum Lisboa, promovido pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Para aliados do governo e de Alcolumbre, o encontro deve ser em conjunto, evitando agendas separadas com o presidente da República.
Conciliação
O caso foi parar no STF, que quer avanços na resolução da crise deflagrada pelo decreto que elevou o IOF. Na decisão, Moraes apontou que o conflito entre Executivo e Legislativo fere o princípio constitucional da harmonia entre os Poderes.
Com a escalada do atrito entre o governo federal e o Congresso Nacional, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, passou a ser o principal alvo de críticas nas redes sociais. De acordo com uma pesquisa divulgada pela Quaest na sexta-feira (4), o paraibano foi citado em 8% das menções relacionadas à polêmica.
O levantamento da Quaest analisou 4,4 milhões de menções nas redes sociais entre 24 de junho a 4 de julho de 2025 em plataformas como: X, Instagram, Facebook e YouTube. Na pesquisa, Hugo Motta foi apelidado de “Congresso da Mamata”. O termo viralizou e, agora, faz parte dos tópicos mais comentados.
O desgaste entre os poderes começou a repercutir após 22 de maio, quando o governo federal publicou um decreto para a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em operações e investimentos antes isentos, que foi derrubado pelo Congresso.
Desde o atrito entre o Executivo e o Legislativo, cerca de 61% de menções negativas nas redes sociais foram feitas ao Congresso. Para o governo foram computadas 11%.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tem dado sinais de que deve entrar na disputa pela Presidência da República em 2026. A postura do gestor estadual tem contrastado com o seu discurso de que tentará a reeleição em São Paulo.
Os últimos discursos políticos de Tarcísio têm fomentado os indícios de que ele será o representante de Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível, nas urnas. A perda de peso do governador e o lançamento de uma versão estadual do Bolsa Família estariam entre as “pistas” identificadas por aliados.
Durante o painel do Fórum Lisboa, organizado pelo ministro do Supremo Tribunal, Gilmar Mendes, Tarcísio foi classificado pelo ex-ministro da Defesa, Raul Jungmann, como um presidenciável “inequívoco”. Em resposta, Tarcísio sorriu, mas evitou falar sobre o assunto. Na manifestação pró-Bolsonaro na Avenida Paulista, em São Paulo, o governador teceu críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em meio a tensão entre o governo federal e o Legislativo, por conta da derrubada do decreto de elevação do (IOF) Imposto sobre Operações Financeiras, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia rejeitar sancionar o projeto de Lei que aumenta o número de deputados federais na Câmara. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, aliados do chefe do Executivo dizem que essa possibilidade está descartado neste momento.
Lula tem até o dia 16 para sancionar o texto que aumenta o número de deputados federais de 513 para 531. O presidente tem duas opções que seria não se pronunciar sobre a proposta obrigando o Congresso a promulgar o texto ou vetar a medida. No entanto, a decisão não deverá ser tomada no calor do momento. Além disso, o projeto de lei não foi bem recebido pela população, o que poderia gerar críticas ao governo em caso de sanção.
Ainda segundo a Folha, existe um grupo de aliados do presidente que não aconselham o veto, devido ao risco de acirramento da tensão com o Congresso. A estimativa é que o aumento do número de deputados teria um impacto anual de R$ 65 milhões com os custos de criação das novas vagas, que incluem salários, benefícios e estrutura para os congressistas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou nesta terça-feira (1º) ao Congresso Nacional um projeto de lei que propõe tornar o dia 2 de Julho um feriado nacional, em homenagem à consolidação da Independência do Brasil, celebrada na Bahia.
A proposta foi apresentada por Lula em vídeo divulgado nas redes sociais, ao lado do ministro da Casa Civil, Rui Costa, do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e do ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira.
“É verdade que D. Pedro fez o grito da Independência, todo mundo sabe disso, mas pouca gente sabe que foi no dia 2 de julho de 1823 que, na Bahia, os baianos conseguiram fazer com que os portugueses voltassem para Portugal definitivamente”, afirmou o presidente.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou um decreto que redefine a distribuição das vagas reservadas por cotas raciais em concursos e seleções públicas no âmbito federal. O novo texto foi publicado na edição do Diário Oficial da União na noite de sexta-feira (27), regulamentando a lei sancionada no início de junho, que ampliou para 30% o percentual de reserva de vagas para candidatos de grupos raciais historicamente minorizados.
De acordo com o decreto, das vagas reservadas, 25% serão destinadas a pessoas pretas e pardas, 3% a indígenas e 2% a quilombolas. A nova regra passa a valer para concursos realizados por órgãos da administração pública federal direta, além de autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista controladas pela União.
A medida, no entanto, não interfere nas cotas destinadas a pessoas com deficiência, que seguem com a reserva de 5% das vagas, conforme previsto em legislação específica.