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MDB, PSD, e União Brasil condicionaram a adesão à base do futuro governo Lula a espaços nos ministérios. Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, líderes desses partidos passaram a traçar cenários já com nomes de possíveis indicados, para o espaço que podem ter na Esplanada a partir de janeiro.
Segundo a publicação, aliados de Lula dizem que não há postos suficientes no primeiro escalão para o número de pedidos que têm sido feitos. O presidente eleito ainda irá montar a nova formação de ministérios com base na governabilidade e não há garantia que todos os pleitos dos aliados de centro serão atendidos.
A fatura desejada pelo MDB para integrar a base do novo governo é de três ministérios, sendo que um seria o de Simone Tebet. A senadora por Mato Grosso do Sul se alinhou a Lula após ficar na terceira colocação da corrida presidencial.
Em conversas internas, o PSD aponta que pretende emplacar ao menos dois ministros na Esplanada de Lula. A ideia é que um nome seja indicado pela bancada do partido na Câmara e outro pelos senadores da sigla. Dos três partidos que conversam com Lula, a União Brasil é a que terá a maior bancada na Câmara. Serão 59 deputados a partir de fevereiro.
Aliados de Lula dizem que uma parte da União Brasil não deverá aderir ao novo governo petista. Isso, porém, não reduz a importância da negociação com a sigla. Segundo petistas, há interesse da União Brasil por dois ministérios

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP) se reuniram, na quarta-feira (30), a portas fechadas, em Brasília.
Antes da conversa com Lula, Lira teve um encontro com o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB). As informações são do Blog Andreia Sadi, do portal g1. De acordo com aliados do petista, os políticos tiveram “uma conversa conceitual”.

Nesta terça-feira (29), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que a diplomação do presidente da República Brasileira eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, será no dia 12 de dezembro. A solenidade está marcada oficialmente para às 14 horas.
O prazo limite para a Corte atestar oficialmente a vitória do candidato eleito era dia 19 de dezembro, segundo o cronograma da Justiça Eleitoral. Nos últimos dias, assessores jurídicos de Lula receberam informações da Corte de que seria possível antecipar a cerimônia e de que a estimativa do dia 12 seria tecnicamente viável.
A entrega do diploma oficializa o resultado das urnas. É o último passo do processo eleitoral e, também, é uma condição formal para a posse, marcada para 1º de janeiro. A partir da diplomação, o candidato eleito está apto para o mandato. O vice-presidente eleito, Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho, do Partido Socialista Brasileiro, também será diplomado no dia 12.

O presidente eleito Lula (PT) disse a aliados, nesta segunda-feira (28), que o ministro da Defesa e os comandantes das Três Forças devem ser anunciados na próxima semana. De acordo com informações do jornal Folha de S.Paulo, Lula desistiu de formar um grupo para tocar a transição da área e os assuntos pertinentes à pasta deverão ser organizados pelo titular.
“O presidente optou por não fazer o grupo agora. Vai anunciar na semana que vem o ministro da Defesa e os três comandantes das Forças, que farão o processo de transição”, afirmou o ex-ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), José Múcio Monteiro. Os nomes anunciados pelo petista vão trabalhar na transição junto ao atual governo.

Recluso no Palácio da Alvorada desde a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições, o presidente Jair Bolsonaro (PL) prometeu aos aliados que vai romper o silêncio e começar a se movimentar politicamente a partir desta semana.
De acordo com informações da coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo, ele foi convencido por interlocutores próximos – dentre eles o presidente do PL, Valdemar Costa Neto – de que o vácuo de poder deixado por sua ausência é prejudicial.
Neste sábado (26), Bolsonaro fez sua primeira aparição pública após a derrota, ao participar da cerimônia de formatura da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman). Ele, no entanto, preferiu não discursar no evento.

O senador Jaques Wagner (PT-BA) deve assumir a interlocução entre o governo de Lula e o Congresso Nacional, com objetivo de destravar as negociações pela aprovação a proposta de emenda constitucional (PEC) da Transição, sobretudo as articulações no Senado, Casa que iniciará a apreciação do texto.
A expectativa, segundo o Valor Econômico, é que Jaques comece a acompanhar as reuniões e consiga dar celeridade à tramitação do projeto, que precisa ser aprovado nas duas Casas até o fim da primeira quinzena de dezembro. Wagner é considerado mais habilidoso e com mais trânsito entre os senadores que analisarão a PEC.
De acordo com a reportagem, o prazo curto para a apreciação do projeto na Câmara e no Senado contribuiu para que o entorno do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passasse a considerar um rearranjo no grupo que comanda a interlocução com os congressistas.

por Leilane Teixeira
O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva retomará sua agenda de transição, na próxima semana, para começar a discutir a indicação de ministros. A afirmação é do coordenador dos grupos temáticos da equipe de transição, Aloizio Mercadante.
O coordenador informou ainda que um relatório preliminar dos trabalhos de cada grupo temático (GT) da transição será apresentado no próximo dia 30, e já deverá conter sugestão de revogação de normas e avaliação das estruturas da administração pública. Uma avaliação mais detalhada dos programas de governo deverá ser entregue no dia 11 de dezembro.
“Os grupos de trabalho vão preparar sugestões, que depois serão revistas pelo ministro nomeado e que terão que ser pactuadas com o presidente da República. Então, isso é um processo. Vamos aguardar esse caminho para que a gente tenha segurança daquilo que tem que ser revogado”, disse o coordenador. Mais cedo, o ex-juiz e ex-governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), que integra o grupo de trabalho da Justiça e Segurança Pública da transição, afirmou que deve propor a revogação de decretos que flexibilizam a posse, o porte e o registro de armas e munições.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) completou nesta quinta-feira (17) duas semanas sem fala publicamente. Nesse período, os encontros que ele teve foram dentro do Palácio da Alvorada, que é a residência da Presidência da República.
Nas redes sociais, em que costumava ser ativo, Bolsonaro diminuiu o ritmo de publicações e fez apenas três publicações. Também diminuiu o movimento de apoiadores na porta do palácio.
O preside ficou recluso após a derrota na eleição para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A senadora Simone Tebet (MDB-MS) mostra alinhamento com o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no discurso da necessidade de o próximo governo ter como prioridade o combate à fome.
Em postagens nas redes sociais neste sábado (12), a candidata que ficou em terceiro lugar na disputa presidencial e depois se aliou ao petista disse que a “triste realidade” de crianças e jovens irem dormir sem ter o que comer precisa acabar.
“É preciso colocar as pessoas em primeiro lugar. Novos tempos virão ao Brasil e vamos vencer o problema da fome e da miséria”, escreveu ela.

O PT prepara uma “festa popular” para a posse de Luiz Inácio Lula da Silva em 1º de janeiro, e espera caravanas de todo o país. Assim como em 2002, deve ser reeditado o esquema de “hospedagem solidária” por militantes que vivem no Distrito Federal.
Na semana que vem, haverá uma reunião da equipe de transição de Lula e da direção nacional do PT para organizar os detalhes do evento. A coordenação geral ficará a cargo da futura primeira-dama, Janja.
“Mesmo antes de fazermos qualquer planejamento, a militância já está se organizando espontaneamente”, disse Sônia Braga, secretária de Organização do PT e uma das responsáveis pelo tema na direção partidária, ao jornal Folha de S. Paulo.