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O governador Rui Costa (PT) seria um dos favoritos para assumir o ministério da Economia no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A possiblidade foi confirmada por Lucas de Aragão, mestra em ciência política, professor de risco político da FGV e sócio da consultoria de análise política Arko Advice, durante entrevista à Folha de São Paulo.
O cientista apontou que Rui seria um nome político que representa uma linha do “neo-PT” deve ser o escolhido. Outros nomes cotados seriam de Camilo Santana e o ex-ministro Alexandre Padilha. Henrique Meirelles, no entanto, para ele tem chance de 30%.
O especialista dá ainda 10% de probabilidade para um nome político mais ligado ao “PT raiz”, como Aloizio Mercadante, Guido Mantega ou Nelson Barbosa.

O presidente eleito Lula (PT) escolheu o seu vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), para coordenar a equipe de transição. O martelo foi batido na manhã desta terça-feira (01) em uma reunião com Gleisi Hoffmann, presidente do PT, Alozio Mercadante, responsável por elaborar o seu plano de governo, e outros integrantes cúpula petista em um hotel na capital paulista.
Segundo o G1, Alckmin comandará uma equipe com 50 nomes, que mesclará quadros técnicos e políticos para dialogar com integrantes do governo de Jair Bolsonaro (PL), derrotado na busca pela reeleição. Os principais líderes do PT e dos partidos da coligação que elegeu Lula devem compor o grupo. A equipe de transição despachará do prédio do CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), em Brasília.
Mercadante, que coordenou o programa de governo na campanha, e Gleisi, que foi a coordenadora-geral, estavam cotados para comandar o grupo. Houve especulações de que poderia ser uma coordenação dividida entre Alckmin. No entanto, eles integram o grupo, mas não dividem o comando com o vice-presidente eleito.
Segundo um dirigente petista, Lula disse a interlocutores, em tom informal, que quem for escolhido para ser coordenador não vai chefiar um ministério. Em governos anteriores do PT, o coordenador acabou se tornando ministro de peso. É o caso de Antonio Palocci, que coordenou a transição no primeiro mandato, em 2002, e virou ministro da Fazenda.
Há dúvidas se Alckmin será escolhido para ocupar alguma pasta. Segundo dirigentes petistas, se Alckmin ocupar um ministério de grande porte, como a Fazenda, Lula teria dificuldades em eventualmente demiti-lo. Por outro lado, dar uma pasta de menor peso para Alckmin poderia passar uma mensagem de desprestígio.

O eleitor que não compareceu às urnas no último domingo (30), no segundo turno das eleições gerais, tem 60 dias para justificar a ausência e assim não ficar em situação irregular junto à Justiça Eleitoral.
Quem não vota e não justifica fica sem poder emitir o certificado de quitação eleitoral e pode ficar impedido de emitir documentos de identidade ou passaporte, entre outras limitações. Isso ocorre porque o voto é obrigatório no Brasil, para quem tem entre 18 e 70 anos, segundo a Agência Brasil.
Para ficar quite com a Justiça Eleitoral é preciso ter votado em todas as eleições passadas ou justificado as ausências. O eleitor também não pode ter deixado de atender aos chamados para trabalhar como mesário. Caso esteja irregular, é necessário regularizar a situação por meio do pagamento de multas, por exemplo.
Cada turno de votação é contabilizado como uma eleição independente pela Justiça Eleitoral. No caso do primeiro turno das eleições deste ano, quem não votou tem até 1º de dezembro para justificar a ausência. Existem três formas de justificar a ausência às urnas: pelo aplicativo e-Título; pelo Sistema Justifica, nos portais da Justiça Eleitoral; ou preenchendo um formulário de justificativa eleitoral.
Cada justificativa é válida somente para o turno ao qual a pessoa não tenha comparecido por estar fora de seu domicílio eleitoral. Assim, caso tenha deixado de votar no primeiro e no segundo turno da eleição, terá de justificar a ausência em cada um.
Além de preencher dados e dar o motivo para ter faltado à votação, é aconselhável anexar documentos que comprovem a justificativa, que em todo caso deve ser analisada por um juiz eleitoral, que pode aceitá-la ou não.

Encerrado o processo eleitoral, é chegada a hora de agradecer e, mais do que isso, iniciar o trabalho em prol de Brumado e da nossa gente. Esse é o meu primeiro objetivo!
Mudamos o jeito de fazer política em Brumado e vamos exigir de todos os eleitos que retornem os votos recebidos em nossa cidade, com muitos benéficos para o nosso povo.
Quero agradecer profundamente a cada um dos brumadenses que foram as urnas de forma livre e democrática e nos deu a maior vitória que um político local teve nessa eleição.
Apoiamos ACM Neto que foi vitorioso no primeiro e no segundo turno aqui em nosso munício. Elegemos Zé Rocha deputado federal, sendo o mais votado de Brumado.
Jerônimo, eleito governador da Bahia, vai governar para todos os baianos e brumadenses. Vamos levar até ele e também a Lula as principais demandas do nosso município.
Obrigado, Brumado!
Continuamos Juntos!
Forte Abraço!

O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), foi derrotado nas eleições pelo governo da Bahia neste domingo (30). Entretanto, na capital do estado, governada por ele entre 2013 e 2020, o candidato saiu vencedor em todas as zonas eleitorais.
No total, com 100% das urnas apuradas, ACM Neto obteve 1.013.094 votos em Salvador, o equivalente a 64,51% dos votos válidos.
Já o vencedor das eleições, o ex-secretário estadual da Educação, Jerônimo Rodrigues (PT), chegou a 557.418 votos em Salvador, o que representa 35,49% dos votos válidos.
A maior vantagem de ACM Neto ocorreu na 13ª zona eleitoral, região de Salvador que abriga os bairros da Pituba, do Itaigara e do Caminho das Árvores. Nessa área nobre da cidade, o ex-prefeito de Salvador teve 69,82% dos votos válidos, contra 30,18% de Jerônimo.
Por outro lado, a menor votação de Neto se deu na 2ª zona eleitoral, que abarca bairros como Ondina, Rio Vermelho e Federação. Nessa região, o candidato chegou a 61,72% dos votos válidos, contra 38,28% de Jerônimo.
Apesar do excelente desempenho em Salvador, ACM Neto acabou derrotado, devido ao bom desempenho de Jerônimo Rodrigues no interior do estado.

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), derrotado nas eleições deste domingo (30), ainda não reconheceu a vitória do adversário Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e está isolado no Palácio da Alvorada, em Brasília, junto ao seu filho Flávio Bolsonaro (PL) e seu candidato a vice Walter Braga Neto (PL).
De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, Bolsonaro não quis falar ao telefone com ministros, nem recebê-los no Palácio após a derrota.
Bolsonaro é o primeiro presidente, desde a redemocratização em 1985, que disputa a reeleição e não consegue vencer. O mandato do atual presidente da República se encerra no próximo dia 31 de dezembro.

Jerônimo Rodrigues (PT) foi eleito governador da Bahia na noite deste domingo (30), no segundo turno das eleições de 2022, somando 52,54% dos votos válidos contra 47,46% de ACM Neto (União) com 96,39% das urnas apuradas, de acordo com informações divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O petista será o primeiro chefe do executivo estadual autodeclarado indígena da história do Brasil.
Com isso, a Bahia irá completar o quinto mandato consecutivo do PT na governadoria. A caminhada começou em 2006, quando Jaques Wagner (2007-2014) superou Paulo Souto (PFL) no primeiro turno das eleições. Jerônimo é o terceiro petista a assumir o cargo, sucedendo Rui Costa (2015-2022).
No primeiro turno, Jerônimo Rodrigues recebeu 4.019.830 votos (49,45%) contra 3.316.711 votos (40,80%) de ACM Neto, números que representam uma diferença de 703.119 votos.
Jerônimo aparecia atrás do ex-prefeito de Salvador nas pesquisas, mas vinha tendo uma curva ascendente nos últimos levantamentos realizados ainda no primeiro turno. O crescimento das candidaturas petistas nas últimas semanas das eleições também ocorreu durante a disputa do pleito de 2006, com vitória de Wagner no primeiro turno, e em 2014, com a eleição de Rui também em primeiro turno.
Natural de Aiquara, na região do Médio Rio de Contas, Jerônimo Rodrigues é professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e também tem passagem na secretaria de Educação do Estado, durante o mandato de Rui Costa.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito presidente neste domingo (30) ao derrotar no segundo turno o atual presidente Jair Bolsonaro do (PL). A votação de 2022 foi a maior da história do país, em número de votos. É a primeira vez que um presidente não consegue a reeleição na história.
A vitória foi confirmada às 19h57 com 98,86% das das seções apuradas, com Lula chegando a 59.563.912 votos, representando 50,8%. Contra 49,2% de Bolsonaro, que obteve até o momento 57.627.462.
O embate ocorreu após a realização do primeiro turno, onde Lula teve 48,43% dos votos, totalizando 57.259.504 votos válidos. Já Bolsonaro atingiu 43,2% dos votos, com 51.072.345 votos válidos.
O petista conseguiu compor a maior coligação da corrida presidencial. Além do PSB, PV e PC do B (que fecharam uma federação com o PT), o grupo inclui Solidariedade, PSOL, Rede e Avante. Com Geraldo Alckmin (PSB) na vice, Lula teve o maior tempo de TV entre os candidatos – 3 minutos e 16 segundos, além de caixa reforçado para bancar a campanha. No segundo turno, Lula conseguiu o apoio de outras legendas, incluindo o PDT e do MDB, que tiveram candidatos na disputa.
A eleição de 2022 foi a sexta vez disputada por Lula, que é o primeiro candidato de uma federação partidária, modalidade de aliança que consiste na união de duas ou mais partidos. O petista, que foi presidente do Brasil de 2003 a 2011, sucederá Jair Bolsonaro, eleito em 2018.

Nova pesquisa do instituto Ipec aponta que o candidato a governador ACM Neto (União Brasil) cresceu três pontos em uma semana e indica uma virada histórica no segundo turno das eleições na Bahia. De acordo com o levantamento, divulgado na noite deste sábado (29) pela TV Bahia, Neto e o adversário Jerônimo Rodrigues estão tecnicamente empatados.
No cenário estimulado, Jerônimo aparece com 48% contra 47% de ACM Neto. Levando em conta os votos válidos, o ex-secretário da Educação tem 50,6% contra 49,4% do ex-prefeito de Salvador. Considerando a margem de erro de 2 pontos percentuais, o cenário é de empate técnico entre os dois candidatos.
Na pesquisa anterior do Ipec, divulgada no dia 21 de outubro, ACM Neto aparecia com 44% e agora foi para 47%. O ex-prefeito de Salvador cresceu em todos os cenários. No espontâneo, quando não são apresentados os nomes dos candidatos na pesquisa, Neto saiu de 40% para 43%.
ACM Neto cresceu também no potencial de voto. A pesquisa aponta que 43% dos entrevistados disseram que com certeza votariam nele – na consulta anterior este número foi 39%. Já Jerônimo registrou queda, saindo de 41% para 40%. O levantamento do Ipec ouviu 2.000 eleitores em 92 municípios da Bahia entre os dias 27 e 29 de outubro. O nível de confiança é de 95%. A consulta foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BA-02006/2022.

Uma declaração do candidato Lula da Silva (PT) causou revolta imediata nas redes sociais durante o debate entre os dois candidatos à Presidência deste segundo turno ocorrido no TV Globo nesta sexta-feira (28/10).
Ao ser interpelado pelo Presidente da República Jair Bolsonaro sobre a criação de empregos do atual governo, que alcançou recorde histórico de carteiras assinadas, Lula respondeu desqualificando os microempreendedores individuais, conhecidos pela sigla MEI.
Embora Bolsonaro falasse de empregos de carteira assinada, Lula afirmou que MEIs entram na conta de carteiras assinadas apresentada pelo presidente. Segundo Lula, “eles [o governo] colocaram o MEI como se fosse emprego”.
A fala de Lula gerou reações imediatas. O MEI é uma categoria de trabalho e cada MEI é um trabalhador como qualquer outro de carteira assinada, mas que pelas características de sua atividade, não presta serviço para um determinado empregador, mas para clientes diversos, o que torna inviável a assinatura de carteira.
No lugar da carteira assinada, o MEI emite nota fiscal e recolhe contribuição previdenciária como qualquer trabalhador. Atualmente há cerca de 14 milhões de MEIs no país.
A visão de Lula sobre o MEI preocupou os profissionais, que agora temem que Lula acabe com o sistema. É mais um setor que se preocupa com declarações de Lula, que sempre apresenta uma visão sobre a empregabilidade do século 19.
Entregadores de delivery e motoristas de aplicativo também temem perder seus trabalhos em função das falas de Lula sobre essas modalidades de trabalhos. Na Colômbia, por exemplo, o aplicativo iFood encerrou suas atividades e deixará o país depois da chegada do presidente socialista Gustavo Petro, aliado de Lula e que comunga da mesma visão do petista.
A fala de Lula gerou uma avalanche de críticas indignadas de internautas, até mesmo de alguns que são MEIs:
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