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por Adriano Villela
O ex-ministro Geddel Vieira Lima testou positivo para o novo coronavírus. O diagnóstico foi feito em um teste rápido no Centro de Observação Penal, no Complexo da Mata Escura, onde cumpre pena por condenação no caso do apartamento com malas de dinheiro. A família não está tendo acesso a visitas em virtude, justamente, da pandemia.
A confirmação do resultado da testagem foi feita por um dos advogados do escritório de Gamil Foppel, que faz a defesa de Geddel. “A preocupação maior é que ele tem comorbidades. Vamos rezar”, afirmou o irmão do ex-ministro e ex-deputado federal Lúcio Vieira Lima, que confirmou as informações a imprensa.

Lençóis, na Chapada Diamantina – sem casos de coronavírus até o último domingo (5) – chegou a 21 infectados nesta quarta-feira (8). Entre os casos confirmados está o prefeito Marcos Airton, a secretária de Administração, Giovana Aguiar, o secretário de Meio Ambiente, Andres Iglesias, além de assessores e servidores municipais.
Segundo o G1, os infectados disseram que estão sem sintomas e que cumprem quarentena em isolamento domiciliar. Conforme a prefeitura, a suspeita é que o contágio que atingiu o prefeito e secretários ocorreu após um servidor ser infectado.
Com a confirmação dos casos, a prefeitura testou todos os funcionários e o prédio foi higienizado para evitar outras ocorrências relacionadas ao coronavírus. A gestão também informou que tem testado pessoas que tiveram contato com quem teve o diagnóstico confirmado. Com a confirmação dos casos, Lençóis também teve o transporte suspenso pelo governo do estado.

As mortes por Covid-19 em quatro meses já ultrapassaram o total anual de homicídios dos últimos 42 anos, de 1979 a 2019, segundo a coluna de Guilherme Amado, da revista Época. Segundo a publicação, até terça-feira (07), a doença havia matado 66.868 pessoas no país, de acordo com o consórcio formado por veículos de imprensa.
De 1979 a 2017, o número de homicídios variou de 11,2 mil (1979) a 65,2 mil (2017). Os dados são do Atlas da Violência, elaborado pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, com base em dados do Ministério da Saúde. A série histórica começa em 1979 e vai até 2017.
Informações dos governos estaduais coletadas pelo Monitor da Violência do portal G1 mostram que as mortes por Covid-19 também superam os homicídios em 2018, quando foram registrados 51,5 mil, e 2019, quando foram 41,7 mil.

Confirmando a tendência verificada desde junho, a curva de pacientes curados de Covid-19 prossegue crescendo mais do que a de novos casos. Desde o início da pandemia, em março, o estado registra 63.207 pessoas curadas e 26.531 pacientes com vírus ativo. Nas últimas 24 horas, houve mais 3.675 infectados (crescimento diário de 4,2%) e 3.428 contaminados recuperados (5,7%).
Segundo os dados epidemiológicos divulgados pela Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) nesta terça-feira (7), são 91.954 contaminados no total. Destes, 2.216 morreram. Em um dia, houve a confirmação de 48 óbitos causados pelo novo coronavírus, ante 61 divulgados na segunda-feira.
Usada como critério para a reabertura da economia, a ocupação hospitalar segue com números preocupantes. Em UTIs, 81% dos 887 leitos exclusivos para pacientes Covid. A meta para a retomada pós pandemia é um nível abaixo de 75%. Na Bahia, dos 2.312 leitos disponíveis do Sistema Único de Saúde (SUS) , 1.486 possuem pacientes internados, o que representa uma taxa de ocupação de 64%.
Ainda segundo a Sesab, dos 417 municípios baianos, 394 tiveram algum caso confirmado e, no total de casos confirmados, 10.222 são profissioais de saúde.

Após o teste do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) confirmar que ele havia contraído a doença, diversos políticos em todo o Brasil utilizaram as redes sociais para comentar a notícia. Enquanto uns mandavam mensagens de apoio, outros teciam críticas ao presidente pelo seu comportamento durante a pandemia.
O prefeito de Curitiba, Rafael Greca (DEM), disse desejar a proteção divina a Bolsonaro e agradeceu a contribuição do governo federal durante o combate ao coronavírus. “Em meu nome e dos curitibanos, desejo ao presidente Jair Bolsonaro o pronto restabelecimento de grande divina proteção. Sensibilizado, aproveito para agradecer os 50 respiradores recebidos para abertura de novos leitos de UTI”, escreveu.
O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, foi sucinto ao escrever em sua conta no Twitter sobre o episódio e apenas desejou melhoras ao presidente. “Sobre a informação de que o presidente testou positivo para Covid-19, só cabe desejar a ele plena recuperação”.
Já o ex-presidenciável, Fernando Haddad (PT), publicou uma crítica a Bolsonaro e desejou que a sua saúde se restabeleça. “Lamento pelos mais de 1,6 milhão de infectados e pelo fato de termos entre nós o pior gestor de crise do mundo. Desejo que todos se restabeleçam, inclusive Bolsonaro. Aos familiares dos que se foram em meio ao descaso do governo, meus sinceros sentimentos”, disse.
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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta segunda-feira (6) a apoiadores, ao retornar à residência oficial do Palácio da Alvorada, que fez uma radiografia do pulmão e um exame para detecção da Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus. Ele saiu do Palácio do Planalto com febre e dores no corpo. O presidente, que completou 65 anos em março, disse que está com 38°C de febre e 96% de taxa de oxigenação no sangue. Ele afirmou que está usando hidroxicloroquina.
Bolsonaro fez os exames no Hospital das Forças Armadas, em Brasília, e cancelou os compromissos agendados para a manhã de terça-feira (7), a fim de esperar o resultado do teste de coronavírus, previsto para as 12h. Para o período da tarde, às 15h, a agenda oficial prevê uma audiência, no Palácio do Planalto, com o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos.
Em vídeo registrado por um apoiador, o presidente afirmou que “está tudo bem”. “Eu estou evitando [aproximação com pessoas] que vim do hospital agora. Fiz uma chapa do pulmão. Está limpo o pulmão, tá certo? Vou fazer o exame do Covid agora há pouco, mas está tudo bem”, afirmou Bolsonaro, que usava máscara ao conversar com os apoiadores. “Não dá para chegar muito perto, não. Recomendação para todo mundo”, afirmou Bolsonaro ao sair do carro oficial.
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O Brasil chegou a 65.487 mortes em decorrência da Covid-19. Foram registradas mais 620 mortes nas últimas 24 horas, conforme atualização do Ministério da Saúde divulgada nesta segunda-feira (06). No domingo (5), o balanço informava a ocorrência de 64.867 mortes em função da pandemia.
Pelas estatísticas do Ministério da Saúde, foram identificados mais 20.229 casos da doença. Com isso, o número total de pessoas infectadas chegou a 1.623.284. Ontem, o painel do Ministério da Saúde mostrava 1.603.555 casos confirmados.Do total de infectados até o momento, 927.292 já se recuperaram e 630.505 mil pacientes ainda estão em acompanhamento.
De acordo com o Ministério da Saúde, 927,3 mil pessoas que contraíram a doença já se recuperaram. Outras 630,5 mil estão em acompanhamento. O Brasil é o segundo país do mundo com mais mortes e mais casos de Covid-19. Apenas os Estados Unidos, com 3 milhões de infectados e 132,8 mil mortes, têm números maiores.s
Pelo menos 230 das 620 mortes confirmadas nesta segunda ocorreram nos últimos 3 dias. Há ainda 4.146 mortes em investigação para determinar se a causa foi o novo coronavírus. O Nordeste registrou a maior parte (44,8%) das mortes notificadas nesta 2ª feira. Já o Norte teve queda no registro de novas vítimas pelo 4º dia consecutivo.