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De férias em Portugal, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), desembarcou em Brasília na tarde desta quarta-feira (23), em meio à pressão da implementação de medidas cautelares ao seu pai. O retorno de Flávio ao Brasil estava programado para o dia 1º de agosto.
Flávio foi criticado e acusado de “fugir” durante a operação da PF autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra o ex-presidente.
De acordo com informações da CNN, o senador afirmou que a viagem estava programada desde o início do ano, para aproveitar o recesso parlamentar e as férias em família. Segundo o parlamentar, a comunicação com o pai e com integrantes do PL ocorria diariamente.
Medidas cautelares
Alvo de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) na manhã do dia 18 de julho, o STF aplicou medidas restritivas ao ex-presidente, por suspeita de ataque à soberania nacional. Confira todas as medidas restritivas:
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começa nesta quinta-feira (24) a pagar o primeiro lote de ressarcimentos a segurados que sofreram descontos indevidos em mensalidades associativas. De acordo com o órgão, cerca de 400 mil beneficiários receberão os valores já nesta etapa inicial.
Ao todo, quase 948 mil pessoas aderiram ao acordo até esta quarta-feira (23). Os repasses continuarão nos dias úteis seguintes, com a liberação de lotes diários para 100 mil segurados, conforme a ordem cronológica de adesão ao programa.
Ao aceitar o acordo, o beneficiário opta pelo reembolso de forma administrativa, o que significa abrir mão de qualquer ação judicial futura contra o INSS sobre essa cobrança indevida. No entanto, segue garantido o direito de processar judicialmente as associações envolvidas nos descontos. A adesão ao acordo pode ser feita presencialmente em agências dos Correios ou por meio do site e aplicativo “Meu INSS”.
Mesmo antes de entrarem em vigor, as novas tarifas de importação anunciadas pelos Estados Unidos já provocam impactos no mercado brasileiro. Produtos como carne bovina, café e laranja, principais commodities exportadas ao mercado norte-americano, registraram quedas expressivas de preço no atacado do Brasil nos últimos dias.
A carne bovina foi o item mais afetado. De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP), o preço em dólar da arroba do boi gordo caiu 8,05% em julho, saindo de US$ 58 para US$ 53,20 até esta terça-feira (23). A retração acompanha o clima de incerteza gerado pelas tarifas que devem entrar em vigor em 1º de agosto, com aumento de 10% para 50% nas taxas de importação.
A laranja também apresentou queda de 5% no preço da caixa de 40,8 kg, que passou de US$ 8 para US$ 7,60 na entrega ao processador. O café arábica, amplamente consumido nos Estados Unidos, teve desvalorização de 4,18% em julho, enquanto o robusta caiu ainda mais, com recuo de 11,41%.
Segundo o Cepea, o aumento repentino nas tarifas norte-americanas ampliou a instabilidade no setor e pode reconfigurar os fluxos globais de exportação, com reflexos imediatos nas cotações internas e externas. O Brasil, maior exportador mundial de café arábica, sente os primeiros efeitos da mudança no mercado internacional.
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) corre o risco de ter o mandato cassado caso mantenha sua permanência nos Estados Unidos. A licença de quatro meses solicitada por ele chegou ao fim no último domingo (20), e, com o retorno das atividades parlamentares previsto para 4 de agosto, qualquer nova ausência passará a ser contabilizada oficialmente pela Câmara.
Segundo a coluna de Malu Gaspar, do jornal O Globo, o cenário de perda de mandato se tornaria viável a partir de novembro, caso Eduardo ultrapasse o limite permitido de faltas não justificadas — o equivalente a um terço das sessões ordinárias do ano legislativo.
Com a média de três sessões semanais e um calendário que vai de fevereiro a dezembro, descontando os recessos, a Câmara deve realizar 129 sessões em 2025. O limite de faltas, portanto, é de 43.
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A Justiça Eleitoral da Bahia determinou a cassação dos mandatos do prefeito de Aramari, Antônio Luiz Cardoso Dantas (PSD), conhecido como Tonho Cardoso, e do vice-prefeito, Mirivaldo Assis dos Santos (Podemos), por abuso de poder político e econômico durante as eleições municipais de 2024. A decisão foi proferida nesta terça-feira (22) pela 163ª Zona Eleitoral de Alagoinhas.
De acordo com a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), apresentada pelo Ministério Público e pelo então candidato José Carlos Alves Nascimento, os gestores usaram a estrutura da Prefeitura para favorecer a coligação “Unindo Aramari”. Entre as práticas apontadas estão o uso de combustível público em carreatas, distribuição de cestas básicas e próteses dentárias, além da utilização de espaços públicos como comitês eleitorais.
Na sentença, o juiz Augusto Yuzo Jouti afirmou que houve confusão entre os limites da administração pública e a campanha, comprometendo a igualdade da disputa eleitoral. Além da perda dos mandatos, prefeito e vice foram declarados inelegíveis por oito anos.
A decisão ainda é passível de recurso no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). Tonho Cardoso foi eleito com 60,71% dos votos válidos.
Parlamentares do PL, entre eles o deputado estadual baiano Leandro de Jesus, assinaram nesta terça-feira (22) um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento foi encaminhado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), e solicita a abertura de uma comissão especial para apurar a conduta do magistrado.
A peça, com cerca de 20 páginas, acusa Moraes de violar a Constituição ao instaurar inquéritos sem provocação do Ministério Público, contrariando o sistema acusatório. Os signatários afirmam que investigações como a das fake news e dos atos antidemocráticos teriam sido conduzidas de forma “inquisitorial” e usadas como instrumentos de repressão política.
Segundo os deputados, o ministro cometeu abuso de autoridade, censura e perseguição a opositores ideológicos, o que, na avaliação deles, configura crime de responsabilidade previsto na Lei nº 1.079/1950. O grupo também menciona a Convenção Americana sobre Direitos Humanos, apontando violações à liberdade de expressão e ao direito de julgamento imparcial.
Os parlamentares pedem que Moraes seja afastado de suas funções durante o trâmite e, se condenado, fique inabilitado para exercer cargos públicos por até cinco anos.
Quase metade dos brasileiros é contrária à reeleição para cargos do Executivo, como prefeitos, governadores e presidente da República. É o que revela pesquisa do instituto Quaest divulgada nesta segunda-feira (21), que mostra que 49% da população se posiciona contra a possibilidade de mandatos consecutivos, enquanto 45% se dizem favoráveis, um cenário de empate técnico no limite da margem de erro, que é de 2 pontos percentuais. Outros 6% não souberam ou não responderam.
A pesquisa detalha ainda recortes por gênero, idade, renda e região, revelando nuances no posicionamento dos eleitores sobre o tema. Entre os homens, o percentual de rejeição à reeleição sobe para 53%, contra 43% favoráveis. Já entre as mulheres, há empate técnico: 47% a favor e 44% contra, com margem de erro de 3 pontos percentuais.
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Otávio Queiroz
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (21) que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro se manifeste, no prazo de 24 horas, sobre o suposto descumprimento de medidas cautelares impostas pela Corte. A ordem ocorre após o ex-mandatário divulgar links de entrevistas concedidas à imprensa, ação que pode ferir a proibição de uso das redes sociais.
A publicação dos conteúdos nas plataformas digitais gerou a advertência de Moraes, que relembrou que, entre as restrições impostas na semana passada, está a vedação do uso de redes sociais por Bolsonaro, seja de forma direta ou por meio de terceiros.
As medidas cautelares foram determinadas na sexta-feira (18), dentro do inquérito que investiga a atuação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, em articulações com o governo do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O objetivo seria pressionar o Brasil com medidas retaliatórias e barrar o avanço das investigações sobre a tentativa de golpe de Estado.
Além da proibição de uso das redes sociais, Jair Bolsonaro também está submetido a outras restrições: uso obrigatório de tornozeleira eletrônica; recolhimento domiciliar noturno das 19h às 6h, de segunda a sexta-feira, e integral aos fins de semana e feriados; proibição de acesso e aproximação de embaixadas e consulados; vedação de contato com autoridades estrangeiras; e impedimento de manter contato com Eduardo Bolsonaro e os demais investigados nos quatro núcleos da suposta trama golpista.
Neison Cerqueira
As contas, a modalidade Pix e os bens do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foram bloqueados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, na noite desta segunda-feira (21). Ele está impossibilitado de fazer qualquer tipo de transação bancária.
A informação foi confirmada pelo próprio parlamentar. “Esse bloqueio já era esperado. É um passo natural de ditadura. Tentativa de asfixia financeira como forma de chantagem”, disse Eduardo ao colunista Paulo Cappelli, do Metrópoles.
O filho 03 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que, apesar da decisão de Moraes, ele não recuará na sua atuação para que o governo Trump avance em mais sanções à Suprema Corte. “Estou preparado para seguir adiante mesmo sob condições difíceis”, pontuou o parlamentar.
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Símbolo da integração regional e do potencial logístico do semiárido, a Transnordestina avança com novo impulso do Governo Federal. Na sexta-feira (18), durante agenda em Missão Velha (CE), o presidente Lula e o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, anunciaram a garantia de recursos no valor de R$ 1,4 bilhão para acelerar a construção da ferrovia.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou ao local de trem, em um dos trechos já finalizados, e reforçou o compromisso com a conclusão da obra. “Estou muito orgulhoso de andar de trem, mas eu quero andar de trem até o porto de Pecém. Não faltará dinheiro para concluir a Transnordestina, porque eu quero inaugurar essa obra até o fim do meu mandato”, afirmou o presidente.
Com investimentos totais estimados em R$ 14,9 bilhões — sendo R$ 8,2 bilhões já aplicados — a Transnordestina deve impulsionar o escoamento da produção agrícola, mineral e industrial do Nordeste. A expectativa é de geração de 5 mil empregos diretos e de um impacto de R$ 7 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) da região. “A Transnordestina não é apenas uma ferrovia, é um vetor de desenvolvimento e integração regional”, destacou o ministro Waldez Góes.
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