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O número de manifestantes bolsonaristas presos após participarem dos atos terroristas em Brasília neste domingo (08) subiu para 1.500. Destes, 1.200 estavam no acampamento montado em frente ao QG do Exército e foram detidos na manhã desta segunda-feira (9), durante a operação que desmobilizou o acampamento.
Os outros 300 começaram ser presos em flagrante desde ontem e já estavam na sede da Polícia Civil do Distrito Federal.
Os presos por invasão e depredação de prédios públicos estão sendo transferidos para o Complexo Penitenciário da Papuda e para a Colmeia, penitenciária feminina do Distrito Federal.
Na noite desta segunda-feira (09), a Câmara aprovou intervenção federal na segurança pública no DF.

por Leilane Teixeira
Após o hospital em Orlando negar que Jair Bolsonaro (PL) estaria internado, o ex-presidente publicou nesta segunda-feira (9) uma imagem em que aparece num leito de hospital. Na publicação, ele diz que teve uma baoxa hospitalar e agradeceu as orações.
“Após facada sofrida em Juiz de Fora/MG, fui submetido a 5 cirurgias. Desde a última, por 2x tive aderências que me levaram à outros procedimentos médicos. Ontem nova aderência e baixa hospitalar em Orlando/USA. Grato pelas orações e mensagens de pronto restabelecimento”, escreveu.
Mais cedo, a ex-primeira-dama do Brasil, Michelle Bolsonaro, chegou a pedir orações para ex-presidente em publicação no Instagram.

por Leilane Teixeira
No ano passado, a cesta básica ficou mais cara nas 17 capitais brasileiras analisadas pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica, que é divulgada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socieconômicos (Dieese).
Em Goiânia, o preço da cesta subiu 17,89% em 2022 na comparação com o ano anterior, maior alta registrada pela pesquisa. Em seguida, apareceram Brasília (17,25%), Campo Grande (16,03%) e Belo Horizonte (15,06%). As menores altas acumuladas no ano passado foram observadas no Recife (6,15%) e em Aracaju (8,99%).
Quando se considera apenas o mês de dezembro, o valor da cesta básica subiu em 14 das 17 capitais analisadas pela pesquisa, com destaque para Fortaleza (3,70%), Salvador (3,64%) e Natal (3,07%). Só houve queda de preço em Porto Alegre (-2,03%), Curitiba (-1,58%) e Florianópolis (-0,90%).
Em dezembro, a cesta mais cara do país era a de São Paulo, onde saía, em média, por R$ 791,29. Em seguida, estavam as cestas de Florianópolis (R$ 769,19) e Porto Alegre (R$ 765,63). A mais barata era a de Aracaju, onde custava, em média, R$ 521,05.
Com base no valor da cesta mais cara [que em dezembro foi a de São Paulo] e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou o salário mínimo ideal em R$ 6.647,63, ou 5,48 vezes maior que o valor atual, de R$ 1.212.

O hospital em que o ex-presidente Jair Bolsonaro estaria, o Florida AdventHealth Celebration, nos Estados Unidos, negou que o ex-presidente Jair Bolsonaro esteja internado no local, conforme foi anunciado. A informação é da reportagem do Estado de Minas, que entrou em contato com o estabelecimento em Orlando, na Flórida.
Segundo a reportagem, o setor de internação hospital afirmou que não há nenhum paciente com o nome do ex-presidente brasileiro, após ser necessário soletrar o sobrenome de Bolsonaro para a confirmação. Mais cedo, a ex-primeira-dama do Brasil, Michelle Bolsonaro, chegou a pedir orações ao ex-presidente em publicação no Instagram.

Um terceiro pedido de impeachment foi protocolado na tarde desta segunda-feira (09), na Câmara Legislativa contra Ibaneis Rocha. O documento, assinado pelos advogados Rodolfo Prado e André Cardoso, denuncia o governador do Distrito Federal pelos crimes de omissão e prevaricação pelos atos golpistas de bolsonaristas que depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília, no domingo (8). A informação é coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo.
Segundo a publicação, no pedido, os advogados acusam o governador de ter escolhido a omissão ao nomear Anderson Torres, ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro, para o cargo de secretário de Segurança Pública do DF. Diz o documento:
“A escolha política de Ibaneis foi pela omissão, ao nomear quem, claramente, apoiava e segue apoiando movimentos de contestação institucional. Entretanto, não se bastasse a inação do então ministro Torres em âmbito federal, optou-se por nomeá-lo para que nada fizesse também em âmbito distrital: assim que nomeado como secretário de Segurança Pública, Anderson Torres tirou férias, e encontrava-se, no dia 8 de janeiro, fora do país”.
Outros dois pedidos, um do PV e outro do PT e do PSol, também pedem a cassação do governador do segundo mandato de Ibaneis Rocha. Às 18h desta segunda está prevista a entrega de um quarto pedido de impedimento, desta vez assinado por deputados do PSB. Há ainda a expectativa de um quinto documento endossado pelo Coletivo de Advocacia em Direitos Humanos (CADHu).

Por Pedro Peduzzi
O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta, divulgou um vídeo no qual afirma que os terroristas e vândalos que invadiram o Palácio do Planalto roubaram armas letais e não letais, documentos e munições guardados pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI)
Acompanhado do ex-deputado federal pelo PT Wadih Damous, Pimenta mostrou imagens da sala, onde alguns cases usados para guardar armas estavam espalhados e vazios. “Armas letais e não letais foram roubadas pelos criminosos dentro do Palácio do Planalto. Este é mais um crime a ser apurado”, disse o ministro.
Wadih Damous chamou a atenção para o fato de que, do jeito como a sala foi remexida, dá para se concluir que os invasores tinham informação de que ali se guardavam armas. “Eles tinham informação do que deveriam levar daqui. Levaram armas, documentos, munição. Isso é muito grave, porque significa que havia informação”, disse.

O número de presos pelas depredações às sedes dos Três Poderes em Brasília supera 400, informou na noite de hoje (08) o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). Em postagem na rede social Twitter, ele classificou de terroristas os atos antidemocráticos, e disse estar trabalhando para identificar todas as pessoas que participaram da manifestação que se transformou em depredação.
“Venho informar que mais de 400 pessoas já foram presas e pagarão pelos crimes cometidos. Continuamos trabalhando para identificar todas as outras que participaram desses atos terroristas na tarde de hoje no Distrito Federal. Seguimos trabalhando para que a ordem se restabeleça”, escreveu o governador.
O novo balanço representa um aumento em relação às detenções anteriores. Há cerca de uma hora, a Polícia Civil do Distrito Federal tinha informado que cerca de 170 pessoas estavam detidas.
Nomeado interventor na segurança pública do Distrito Federal, o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Cappelli, informou que está acompanhando pessoalmente a dispersão dos vândalos da Esplanada dos Ministérios. No momento, a Polícia Militar e a Força Nacional de Segurança fizeram os extremistas recuarem em direção à rodoviária do Plano Piloto.

Em meio a uma confusão generalizada, Bolsonaristas radicais invadiram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF) neste domingo (8). Eles entraram em confronto com a Polícia Militar na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Os participantes de atos antidemocráticos estavam com pedaços de paus e pedras.
Policiais militares tentaram conter os bolsonaristas com uso de spray de pimenta e bombas de efeito moral, no entanto, eles invadiram a área de contenção que cercava o Congresso Nacional. Imagens do local mostram que um veículo da Força Nacional caiu no espelho d’água do monumento.
No local, há pontos com fumaça e vidraças do monumento foram quebradas. O ex-ministro da Justiça e atual secretário de Segurança Pública do DF, Anderson Torres, disse que determinou que o setor de operações da pasta tome “providências imediatas para o restabelecimento da ordem no centro de Brasília. “Cenas lamentáveis agora na Esplanada dos Ministérios”, afirmou.

por Jamile Amine
O jogador de futebol Roberto Dinamite morreu neste domingo (8), aos 68 anos, no Rio de Janeiro. O jogador, que vinha lutando contra um câncer no intestino desde 2021, teve uma piora no estado de saúde e foi internado neste sábado (7), no hospital da Unimed, na capital fluminense.
“O Vasco da Gama comunica com inestimável pesar o falecimento do maior ídolo da história do clube, Carlos Roberto de Oliveira, o Dinamite, aos 68 anos em decorrência a um câncer no intestino”, diz nota oficial divulgada pelo clube de futebol.
Nascido em 13 de abril de 1954, em Duque de Caxias (RJ), Carlos Roberto Gama de Oliveira recebeu o apelido de Roberto Dinamite em 25 de novembro de 1971, no estádio do Maracanã. Na ocasião, aos 17 anos, ele marcou seu primeiro gol pelo Vasco na vitória da equipe por 2 a 0, contra o Internacional. O batismo veio na manchete do Jornal dos Sports, que no dia seguinte estampou: “Garoto-dinamite explodiu”.
Maior artilheiro da história do Vasco da Gama, ele marcou 708 gols em 1.110 pelo clube, onde conquistou um Campeonato Brasileiro (1974) e cinco Campeonatos Cariocas (1977, 1982, 1987, 1988 e 1992).
Roberto Dinamite também atuou pela Portuguesa, em 1989, e pelo Campo Grande, em 1991. Em seguida, ele retornou ao Vasco, onde encerrou sua carreira, no ano de 1993. Após aposentar as chuteiras, ele foi eleito presidente do clube em 2008 e reeleito em 2011.
Em 2021, nas comemorações pelo 50º aniversário de seu primeiro gol pelo Vasco da Gama, o clube lançou uma campanha de financiamento coletivo para confecção da estátua do ídolo em São Januário. Em poucas horas, o valor foi alcançado e em abril do ano passado ela foi inaugurada. No mesmo mês, ele recebeu o título de Benemérito do Club de Regatas Vasco da Gama.
Roberto Dinamite também atuou na política, tendo sido eleito deputado estadual do Rio de Janeiro pelo PMDB por cinco mandatos consecutivos, de 1995 a 2015.

A mobilização dos bolsonaristas segue ativa, mesmo após uma semana da posse do presidente Lula Inácio Lula da Silva (PT), no último domingo (1º).
Conforme informações da coluna Painel, na Folha de S. Paulo, manifestantes seguem organizando caravanas de ônibus com destino a Brasília em grupos de WhatsApp.
Agora, entretanto, eles dizem ter nova pauta, para além da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que pouco antes do fim do mandato embarcou em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para os Estados Unidos.
“O Bolsonaro foi importante para despertar nosso patriotismo, mas agora queremos manter uma vigília para falar de liberdade, pátria, Deus e família”, disse uma ativista que organiza caravanas de apoiadores do ex-presidente.
“Não tem nada de invadir o Congresso ou coisa parecida, até porque tem pessoas idosas acampadas”, diz a bolsonarista, que estima a existência de 2 mil pessoas no Quartel General do Exército, em Brasília, e diz que acampamento funciona com por meio de “rede de solidariedade”.
Ainda segundo a publicação, nos fóruns bolsonaristas os anúncios dos ônibus para a Brasília continuam sendo veiculados, com viagens que custam entre R$ 300 e R$ 400, ida e volta. A meta é manter o acampamento em frente ao QG do Exército sempre ocupado.