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Foto: Brumado Verdade
Gustavo Kuerten entrou no estádio do Maracanã com a Tocha olímpica, entregou para Hortência que correu até o maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima. Vanderlei foi vítima do ex-padre Cornelius Horan, que invadiu a área de prova e o parou propositalmente o atleta brasileiro enquanto ele liderava a prova em Atenas 2004. Ele, então, acabou com o bronze. Durante a última semana, o nome de Pelé era o mais forte para acender a pira olímpica. O Rei do futebol, inclusive, resolveu problemas particulares com seus patrocinadores para isso. Mesmo atrapalhado, Vanderlei nunca tornou-se “amargo” mesmo tendo perdido a medalha dourada sem motivos. O sorriso nunca deixou o seu rosto de Vanderlei, que foi ovacionado há 12 anos, quando entrou no Estádio Olímpico de Atenas. Ele fez um aviãozinho com as mãos, levando o público ao delírio. O ato emocionou o estádio, que o aplaudiu de pé. Hoje, os presentes no Maracanã puderam ver a história se reencontrando com Vanderlei. E a glória merecida voltou ao maratonista brasileiro. Nada mais justo. Se alguém ainda tinha dúvidas, a Olimpíada começou. E com o pé direito.

Foto: Divulgação
Sob muita expectativa e após vários ‘jeitinhos’ para que tudo desse certo de última hora, os Jogos Olímpicos do Rio-2016 foram oficialmente abertos na sexta-feira, 5, com uma bela festa no estádio do Maracanã. A Cerimônia de Abertura misturou simplicidade, tecnologia na medida certa e participação da plateia para dar ao público uma homenagem às florestas brasileiras e à criatividade e diversidade da população do país, com muita dança e ao som de samba, bossa nova e funk. Ao contrário das cerimônias de abertura de Pequim-2008 e Londres-2012, a do Rio contou mais com o talento de artistas do país, como Zeca Pagodinho, Marcelo D2, Gil e Caetano, e de festas regionais da cultura nacional, como a ‘Guerra de Espadas’ da baiana Cruz das Almas, do que com altos investimentos em tecnologia. Ponto alto para o hino brasileiro cantado por Paulinho da Viola e para um desfile de 100 metros da top model Gisele Bündchen ao som de Garota de Ipanema.

Foto: Divulgação
Quebrando a tradição, a festa também não escondeu as mazelas do país e da cidade, celebrando a cultura das favelas e mostrando a desigualdade social presente na vida dos cariocas. O mesmo valeu para a História do Brasil, apresentada sob um tom crítico com a chegada dos portugueses para conquistar a terra dos índios e com o uso de escravos africanos por 400 anos. A cerimônia também foi usada para chamar a atenção dos 3 bilhões de pessoas assistindo ao evento pela tevê sobre a importância da preservação ambiental. No sempre cansativo desfile das delegações, por exemplo, cada porta-bandeira plantou sementes de 207 espécies diferentes, que serão colocadas no local em que hoje está instalado o Parque Radical, no Complexo Esportivo de Deodoro, onde será criada a Floresta dos Atletas. O ápice da cerimônia foi o desfile da delegação brasileira e o acendimento da Pira Olímpica, com a surpresa da escolha do ex-maratonista Vanderlei Cordeiro, famoso pelo episódio de ter sido barrado por um manifestante quando liderava a prova em Atenas-2004, e ter se recuperado e conquistado o bronze. Coube a Guga entrar com a tocha no estádio, passá-la para Hortência, que então a deu para Vanderlei. Por Luiz Teles.

Para internautas chineses, maior conquista dos atletas do país será “voltar vivos” dos Jogos do Rio. Foto: Reprodução
Às vésperas da abertura dos Jogos do Rio na próxima sexta-feira, a Vila Olímpica volta a ser alvo de escárnio de outro grupo de atletas estrangeiros – desta vez, os chineses. Vários entre os 416 atletas da autointitulada “terra do centro do mundo” ignoraram a solidariedade entre os dois parceiros emergentes e apelaram para as redes sociais para desabafar em relação às obras incompletas e as condições precárias no local. As queixas atiçaram jornalistas e internautas chineses, já preocupados com a questão da falta de segurança na cidade. Um usuário chegou a questionar se os Jogos – que serão abertos oficialmente no próximo dia 5 – já são a “pior Olimpíada da história”. Anfitriões com honras dos Jogos de 2008, os chineses já haviam criticado as instalações dos Jogos de Londres em 2012 – mas para muitos, o Rio já levou a “medalha de ouro” da má qualidade.

Júlia publicou no Facebook uma resposta ao médico Guilherme Capel, que zombou da forma como os pacientes falam. Foto: Reprodução/Facebook.
A médica mineira Júlia Rocha – que respondeu ao deboche de um médico após ele zombar de um paciente no interior de São Paulo e afirmou que existe ‘peleumonia’ – viu seu post render milhares de curtidas, comentários, mas também ataques racistas. Na noite deste domingo, a médica desabafou em uma nova publicação em seu perfil pessoal e disse estar em ‘estado de choque’. Em um post acompanhado de prints com ataques racistas, ela disse que não falaria nada, mas como vai ser mãe de “uma criança preta muito amada”, não poderia ficar calada. A médica e cantora, que também participou do The Voice, explicou que o post feito na última sexta-feira, em resposta ao médico paulista, era uma referência à forma como os pacientes contam suas dores. “Não citei nomes, não julguei.

Foto: Nildo Freitas/Brumado Verdade
O presidente interino Michel Temer assinou uma medida provisória nesta sexta-feira (29) abrindo crédito extraordinário de quase R$ 790 milhões para o combate à seca. O montante será destinado para ações em estados da região Nordeste e também poderá ser usado em desastres naturais e situações de emergência. A matéria deve ser publicada no Diário Oficial da União da segunda-feira (1º). Temer chegou a fazer uma consulta junto ao Tribunal de Contas da União para garantir que poderia editar uma medida provisória de relevância e urgência para abrir o crédito extraordinário. A intenção é evitar uma acusação de crime de responsabilidade. O processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff tem como uma das bases a edição de decreto de crédito suplementar sem autorização do Congresso Nacional.

Balanço corresponde às autuações em rodovias federais entre a sexta-feira e segunda-feira passada. Foto: Divulgação.
Nos quatro primeiros dias de vigência da lei que obriga os veículos a circular com o farol baixo aceso em estradas federais durante o dia, cerca de 14,9 mil motoristas foram autuados por descumprirem a norma em rodovias federais. O balanço foi divulgado ontem pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e contabiliza as multas aplicadas entre sexta-feira e segunda-feira passada. A lei nº 13.290/2016 entrou em vigor no último dia 8. O motorista flagrado com as luzes apagadas comete infração média e recebe quatro pontos na carteira de habilitação, além de multa de R$ 85,13. De acordo com a PRF, os dados de infrações são preliminares, uma vez que o agente tem o prazo de até 5 dias para fazer o registro no sistema e o fechamento ocorre após 30 dias. Na avaliação da PRF, o número de infrações aplicadas tende a cair com o passar dos dias devido ao trabalho educativo e à medida em que os condutores se acostumem com a lei e adquiram o hábito de ligar o farol.
O baiano Claudio Vieira de Oliveira, 40 anos, vai lançar nesta quarta-feira (11), a partir das 19h, no Museu de Arte de São Paulo (Masp) a obra ‘Mundo está ao Contrário’, que conta a sua história de vida. Ele sofre de uma anomalia rara e, por isso, tem o pescoço virado para trás. Natural de Monte Santo, no interior baiano, ele nasceu com a cabeça para trás e os braços e pernas atrofiados. Os médicos chegaram a aconselhar que os pais nem o alimentasse, pois ele não sobreviveria por muito tempo. Porém, o rapaz não só sobreviveu, como se formou em contabilidade e hoje atua como palestrante motivacional. O baiano Claudio Vieira de Oliveira, 40 anos, vai lançar nesta quarta-feira (11), a partir das 19h, no Museu de Arte de São Paulo (Masp) a obra ‘Mundo está ao Contrário’, que conta a sua história de vida. Ele sofre de uma anomalia rara e, por isso, tem o pescoço virado para trás.

Formado em contabilidade, Claudio Vieira de Oliveira é natural de Monte Santo e exemplo de superação.
Em 2013, Claudio teve a história contata em um documentário da rede de televisão inglesa Discovery Science e no ano seguinte se apresentou nas cidades americanas de Elizabethtown e Chicago. “De uma hora para outra, me virei e passei a me arrastar de joelhos. Ganhei autonomia impensável para a minha família”, conta ele em entrevista à Folha de S. Paulo. O primeiro contato com a escrita aconteceu aos seis anos, quando usava a boca para escrever. Ele contou com a ajuda de um amigo, que o carregava nos braços, para cursar o ensino médio. E foi mais longe ao ingressar na Faculdade de Feira de Santana. Também em 2013, Claudio foi suplente de diretor do Sindicato dos Contabilistas da Bahia. Uma das experiências mais emocionantes aconteceu no ano 2000, quando conheceu o Papa João Paulo II, depois de ter a história contada por um amigo que escreveu ao Vaticano. “Meu trabalho é dar palestras motivacionais em empresas. Acho que nasci designado a cumprir uma missão: ser exemplo de perseverança e superação. Mostro que podemos enfrentar todos os problemas e obstáculos. Temos que aceitar a vida e vivê-la. Gosto de sair com os amigos, danço, namoro, viajo, faço tudo. Essa motivação é fruto de minha família, que nunca me enxergou como um deficiente. Isso me fortalece”, contou à época.
No ano passado, um grupo de pesquisadores da universidade americana de Havard e de Brunel, em Londres, estiveram no interior baiano para para examinar Claudio. Eles chegaram a oferecer uma uma cirurgia corretiva experimental nas qual as chances de sucesso de corrigir o pescoço sem que ele fique paralisado da cabeça para baixo é de menos de 10%, mas o rapaz recusou. “Não queria, nesta altura da vida, aos 40 anos, mexer em um corpo que foi obrigado a se adaptar por décadas.E se eu ficar ainda mais dependente? Mil vezes ser assim e poder viajar, sair com amigos, conhecer pessoas”, explica.

Em dois anos, Sérgio Moro proferiu 93 condenações, sentenças que somam 990 anos e sete meses de pena. Foto: Reprodução
A Operação Lava Jato chega nesta quinta-feira (17) a dois anos de investigações com 93 condenações e R$ 2,9 bilhões devolvidos pelos investigados. Os trabalhos começaram em 2009, quando o juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, começou a apurar as operações financeiras do doleiro Alberto Youssef. De acordo com dados recentes levantados pela força-tarefa de procuradores que atua na Lava Jato, os desvios na Petrobras envolvem cerca de R$ 6,4 bilhões em propina a ex-diretores da estatal, executivos de empreiteiras que assinaram contratos com a empresa e agentes públicos. Até o momento, foram recuperados R$ 2,9 bilhões e repatriados R$ 659 milhões, por meio de 97 pedidos de cooperação internacional. O total do ressarcimento pedido pelo Ministério Público Federal a empreiteiras e ex-diretores da Petrobras chega a R$ 21, 8 bilhões.

De acordo com o deputado José Guimarães (PT-CE), ex-presidente substituirá Jaques Wagner no cargo ministerial. Foto: Divulgação
Investigado por envolvimento ilícito com empreiteiras condenadas na Operação Lava Jato, Luiz Inácio Lula da Silva aceitou o convite de Dilma Rousseff para integrar o governo federal após reunião realizada na manhã desta quarta-feira (16), no Palácio da Alvorada. Inicialmente cotado para substituir Ricardo Berzoini na Secretaria de Governo da Presidência, o ex-presidente assumirá o cargo de ministro-chefe da Casa Civil, posto até então ocupado por Jaques Wagner. O anúncio foi feito pelo deputado federal José Guimarães, líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara, mas não havia sido confirmada oficialmente até o início da tarde. Com o novo cargo, o ex-presidente passa a contar com foro privilegiado na Justiça, o que impede que ele seja julgado por qualquer instância judicial que não seja o Supremo Tribunal Federal. Assim, não cabe mais ao juiz federal Sérgio Moro, o mesmo que autorizou a obrigatoriedade de seu depoimento e o maior símbolo da Operação Lava Jato, o julgamento dos supostos crimes dos quais é acusado.

Todos os estados registraram protestos contra governo neste domingo.
Também foram realizados atos de apoio ao governo Dilma, a Lula e o PT. Foto: Divulgação
Manifestações contra a presidente da República, Dilma Rousseff (PT), o ex-presidente Lula e o PT aconteceram neste domingo (13) em todos os estados do país, em mais de 300 municípios. O maior protesto ocorreu na Avenida Paulista, em São Paulo. Segundo a Polícia Militar contou 3,6 milhões de pessoas nas ruas do país, e os organizadores, 6,8 milhões (balanço atualizado às 22h40). O maior número de participantes havia sido registrado no protesto de 15 de março do ano passado: 2,4 milhões, segundo a PM, e 3 milhões pelos dados dos organizadores. Os protestos deste domingo ocorreram em mais cidades, em comparação com março de 2015.
Capital Paulista – A Polícia Militar estima que cerca de 1,4 milhão de pessoas estiveram no ato. Segundo o Instituto Datafolha, o protesto reuniu 500 mil pessoas. Já o movimento Vem Pra Rua, um dos organizadores, contabilizou 2,5 milhões de pessoas na Avenida Paulista.
Rio de Janeiro – Os organizadores falaram em 1 milhão na Praia de Copacabana. A PM não divulgou números. As manifestações foram pacíficas, com poucos incidentes isolados em algumas cidades. Grande parte dos manifestantes vestia verde e amarelo e levava cartazes contra a corrupção, o governo federal e o PT.
Salvador -Segundo a Polícia Militar, cerca de 20 mil pessoas participaram do ato. A organização do movimento estima que o ato reuniu cerca de 50 mil participantes. Muitas pessoas levaram cartazes com pedido de impeachment da presidente Dilma Roussef e em faixas e cartazes pedindo a prisão do ex-presidente Lula. Também ocorreram demonstrações de apoio ao juiz federal Sérgio Moro, que conduz os processos da Operação Lava Jato. Uma hora após a saída do Farol da Barra, os manifestantes chegaram ao Morro do Cristo, na orla da Barra, onde fizeram oração.
Brasília – Integrantes de movimentos pró-impeachment da presidente Dilma Rousseff ocuparam a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para uma marcha entre o Museu da República e o Congresso Nacional. Seis carros de som acompanharam a marcha. A Polícia Militar estimou em 100 mil o número de participantes na manifestação em Brasília. Para os organizadores, havia 200 mil. A Polícia Militar destacou mais de 2 mil policiais para atuar na segurança.Além de pedirem a saída de Dilma, várias pessoas protestaram contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e lembraram que, na semana passada, o Ministério Público de São Paulo pediu prisão preventiva do líder petista.Outro nome citado nos atos, mas de maneira positiva, foi o do juiz da Operação Lava Jato. Sérgio Moro foi exaltado em faixas em diversas cidades brasileiras.