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Prestes a formalizar a fusão que deve formar o maior partido na Câmara, inicialmente com 88 deputados federais, DEM e PSL devem abandonar de vez o 17. De acordo com a coluna de Guilherme Amado, do portals, parceiro do Bahia Notícias, a decisão foi tomada para que a nova sigla não seja associada com o presidente Jair Bolsonaro, que usou o número para se eleger em 2018.
A cerimônia para anunciar o acordo foi pré-agendada para o dia 21 de setembro. O presidente do PSL, deputado Luciano Bivar, deve ficar com a chefia da nova sigla. Já o ex-prefeito de Salvador ACM Neto, que preside o DEM, será secretário-geral da legenda, que ainda não teve o nome divulgado.
De acordo com a publicação, pessoas envolvidas nas negociações dizem que a presidência caberá a Bivar porque o PSL possui uma estrutura maior do que a do DEM, tanto em número de cargos relevantes quanto em volume de fundo partidário. Mas ACM não perderá prestígio com o posto que ocupará. “Nenhuma decisão poderá ser tomada sem a assinatura do secretário-geral”, justifica um político envolvido nas tratativas.
Na Bahia, as mudanças na direção do PSL já aconteceram. No final de agosto, o comando do partido deixou as mãos da deputada federal Dayene Pimentel e, indiretamente, passou a ser assumido por Elmar Nascimento (DEM), já que a presidência da sigla foi ocupada por seu aliado Amauri Nascimento

A Câmara dos Deputados aprovou, por 378 votos a 80, o texto-base do projeto de lei do novo Código Eleitoral. A sessão foi realizada nesta quinta-feira (9). A medida consolida toda a legislação eleitoral e temas de resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em um único texto.
Com cerca de 900 artigos, o projeto é resultado do grupo de trabalho de reforma da legislação eleitoral, composto por representantes de diversos partidos.
Entre as mudanças previstas estão a proibição de divulgação de pesquisas eleitorais na véspera e no dia do pleito, a obrigação dos institutos de informar o percentual de acerto das pesquisas realizadas nas últimas cinco eleições e a autorização da prática de candidaturas coletivas para os cargos de deputado e vereador que sejam eleitos pelo sistema proporcional. Os deputados ainda vão analisar os destaques e em seguido o texto irá ao Senado.

O presidenciável Ciro Gomes (PDT) confirmou presença na manifestação contra Jair Bolsonaro (sem partido) em São Paulo, marcado para o próximo domingo (12).
“Irei à manifestação do dia 12 na Avenida Paulista e sempre tentarei ir a outras manifestações que forem convocadas contra Bolsonaro. Seja qual for o sacrifício e risco que isso represente, há algo maior que tudo: o futuro do Brasil e da nossa democracia”, escreveu Ciro em sua conta no Twitter.
“Esta luta não é mais um símbolo ou uma metáfora, mas um embate real em defesa da justiça e da liberdade. Ela está acima de pessoas, de partidos ou posicionamentos ideológicos. Estamos às voltas com duas ameaça mortais: uma é a Covid e outra Bolsonaro”, acrescentou.
Os atos estão sendo convocados pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e devem acontecer em várias cidades do Brasil. Além do PDT, partidos com PCdoB, PSOL, já confirmaram participação no protesto. A Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB),Força Sindical, a UGT (União Geral dos Trabalhadores), a CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros) e a NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores) também devem marcar presença.

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) da Bahia, deve convidar o prefeito da cidade de Brumado, no Sertão Produtivo, a deixar a sigla. Após participar de atos em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (Sem partido), e defender a renúncia de juízes do Supremo Tribunal Federal (STF), o prefeito Eduardo Lima Vasconcelos, segue filiado.
O secretário geral do partido no estado, Rodrigo Hita informou que a ‘tendência’ é de que o prefeito seja convidado a deixar a sigla. No entanto, ele deixou claro que só após uma reunião com toda a executiva será definido o afastamento ou não.
Líder do partido na Bahia, a deputada federal Lídice da Mata, demonstrou apoio ao pedido ‘urgente’ de impeachment do presidente, em postagem feita nas redes sociais. “Bolsonaro é muito perigoso! E não é segredo, pois o próprio já usava esse tom antes de ser eleito.
Se antes ele fazia isso para ganhar as eleições, agora ele ataca as instituições e a democracia para não sair da presidência. Ele comete uma sequência de crimes de responsabilidade e fala abertamente sobre um golpe de estado. O impeachment é urgente para mantermos a democracia do Brasil”, postou.

por Fábio Zanini
Em reunião de sua Executiva Nacional em Brasília, o PSDB aprovou colocar-se formalmente como oposição ao presidente Jair Bolsonaro. O partido também decidiu iniciar a discussão interna com suas bancadas sobre aderir à defesa do impeachment de Bolsonaro.
A sigla vinha tendo posição dúbia com relação ao governo, mas decidiu aderir à oposição após as falas de caráter golpista de Bolsonaro nos atos do 7 de setembro. Oficialmente, se declarava independente. Os tucanos decidiram ainda aderir à frente de oposição do centro democrático, com partidos como DEM, MDB e Cidadania.
A decisão foi tomada por unanimidade, com o voto inclusive do deputado Paulo Abi-Ackel (MG), espécie de representante de Aécio Neves na Executiva. Aécio, que não compareceu à reunião, é visto internamente como o membro do partido mais palatável ao presidente.

por Igor Gielow
O PSD criou uma sugestivamente chamada Comissão de Acompanhamento do Impeachment de Jair Bolsonaro. Segundo disse à reportagem da Folha de S. Paulo o presidente da sigla, Gilberto Kassab, como o nome diz, há elementos colocados para a discussão sobre o impedimento de Bolsonaro após as falas golpistas deste 7 de Setembro.
Kassab já havia afirmado que o debate sobre o impeachment se impõe. A comissão deverá se reunir nesta quarta (8) e terá como integrantes o próprio Kassab e os líderes do PSD no Senado, Nelson Trad, e na Câmara, Antonio Brito.
Outros nomes deverão ser adicionados, engrossando o caldo político contrário a Bolsonaro: o PSDB irá fazer uma reunião de sua Executiva Nacional para debater um pedido de abertura de processo na Câmara e outros partidos centristas e do centrão debatem abertamente a possibilidade de remover Bolsonaro do cargo.
Isso já aconteceu em outras vezes, e o grande seguro anti-impeachment contratado por Bolsonaro quando entregou verbas inauditas para execução na mão do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), prócer do centrão, e colocou o grupo no coração do governo, vinham sendo vistos como eficaz. Mas isso não quer dizer que o clima não possa ter virado.

Em manifestação pública neste 7 de Setembro, o ex-prefeito de Salvador e presidente nacional do Democratas, ACM Neto, destacou como prioritários na luta pela independência o respeito à democracia e o fim do extremismo.
“Um Brasil independente é um Brasil livre do radicalismo, que valoriza a democracia, e não o ódio. Hoje a nossa luta é por tolerância, comida na mesa dos brasileiros, emprego, respeito às diferenças e por um país mais justo e menos desigual”, escreveu Neto em sua conta no Twitter, no fim da manhã desta terça-feira (07).
“Essas são lutas diárias, aquelas que realmente importam e fazem a diferença na vida das pessoas”, salientou o baiano, em um recado endereçado a Bolsonaro, que em meio às manifestações ocorridas em Brasília, subiu ainda mais o tom dos ataques aos outros poderes e sugeriu “enquadrar” o Supremo Tribunal Federal (STF).

Um dos integrantes da CPI da pandemia, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) comentou a participação do presidente Jair Bolsonaro nas manifestações realizadas neste 7 de Setembro e fez duras críticas ao mandatário.
“Não é preciso aguardar o fim do dia para apontar que Bolsonaro é um criminoso golpista, que manipula a massa para esconder rachadinhas, centrão, mansões suspeitas e a incompetência que jogou o Brasil em uma crise sanitária, econômica e social gigante”, disse Alessandro sobre o presidente, que nesta terça (07) ampliou o tom de ameaças aos outros poderes da República, sobretudo o Supremo Tribunal Federal (STF) a quem sugeriu que os membros devem “se enquadrar” ou “pedir pra sair”.
“O impeachment é seu destino”, previu Alessandro Vieira, para o futuro de Bolsonaro.

Em pronunciamento na noite de segunda-feira (06), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o atual presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), por não gravar mensagem de esperança aos brasileiros e apenas estimular “divisão, ódio e violência”.
O petista afirmou que um presidente da República deve passar mensagem de esperança aos brasileiros no dia 7 de setembro. No entanto, o ex-presidente disse que Bolsonaro segue o caminho inverso: incita ódio e violência e chama o povo para o enfrentamento.“Ao invés de anunciar soluções para o país, o que ele faz neste dia é chamar as pessoas para a confrontação, convocar atos contra os poderes da República, contra a democracia que ele nunca respeitou.
Ao invés de somar, estimula divisão, ódio e violência. Definitivamente não é isso que o Brasil espera de um presidente”, ressaltou.Lula disse ainda que Bolsonaro deveria levar uma palavra de solidariedade para as famílias que perderam entes queridos durante a pandemia da COVID-19, além de anunciar planos que gerassem emprego e que diminuíssem o custo dos combustíveis no país, além de anunciar medidas para conter a alta no preço dos alimentos.
“O Brasil andou para trás porque o governo federal parou de investir no crescimento e nos programas que ajudam o povo. Cortaram a verba das escolas, dos hospitais, da agricultura familiar e encolheram o Bolsa Família. Em nenhum país do mundo, nenhum, vai para frente sem investimento”, afirmou.

Parlamentares estão planejando criar Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Rachadinha para investigar os casos de corrupção envolvendo apropriação de recursos públicos, após as denúncias reveladas por um ex-funcionário do clã Bolsonaro.
O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) disse que, desde julho, coleta assinaturas para criar a CPI da Rachadinha e, para justificar a iniciativa, usou um salmo muito utilizado por Bolsonaro. “Sabe aquela história do ‘conhecereis a verdade e ela vos libertará’?”, ponderou.
Deputados, todavia, estudam a ideia de modificar o pedido para incluir as novas denúncias envolvendo a família do presidente e transformar o colegiado em uma comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI). Neste caso, seria necessário o apoio de 171 deputados e 27 senadores.
O vice-líder do DEM na Câmara, Kim Kataguiri (SP), disse ao Metrópoles vai conversar com Vieira em relação à estratégia da comissão. O deputado paulista também destacou que essas denúncias, independentemente de CPI, geram desgaste ao governo. “Sem dúvida, vai trazer desgaste gigantesco. E o Bolsonaro, quando fica acuado, costuma fazer besteira”, pontuou.
Kataguiri também foi às redes sociais ironizar o fato do presidente ter supostamente passado o comando do esquema aos filhos Flávio e Carlos Bolsonaro, após ter descoberto traição da ex-esposa. “Agora só falta o Bolsonaro dizer que o esquema das rachadinhas era coisa de sua ex-mulher, que vivia colocando coisas em sua cabeça”, ironizou.
O vice-líder do PT na Câmara, Rogério Correia (MG), também destacou o pedido, encabeçado por Vieira, para instalação da CPI da Rachadinha. O parlamentar disse que uma comissão de inquérito pode pressionar as instituições responsáveis pelas investigações a darem respostas às denúncias.
“A existência da CPI apressa e pressiona as investigações que estão hoje na Polícia Federal, no Ministério Público Federal e no Supremo Tribunal Federal. Temos que exigir que esses processos encaminhem nas instituições responsáveis”, ressaltou o petista. “Sempre que [Bolsonaro] está acuado, ele ataca a democracia”, acrescentou.
Quem bateu ainda mais forte foi o deputado federal Marcelo Freixo (PSB-RJ).
“As denúncias deixam claro que a família Bolsonaro é uma organização criminosa que montou um esquema de corrupção para roubar dinheiro público através da nomeação de assessores fantasmas nos gabinetes parlamentares da família. É assim que eles compram mansão e loja de chocolate. O problema de Bolsonaro não é ter sido traído pela esposa. É ter iniciado os filhos no crime”, afirmou.
O vice-líder do PCdoB na Câmara, Orlando Silva (SP), destacou que é preciso avançar nas investigações dos esquemas de corrupção do clã Bolsonaro.
“Há inúmeros indícios de diversos crimes praticados. O presidente da República vai responder após seu mandato, mas os filhos devem responder imediatamente. As revelações sobre corrupção que envolve o clã Bolsonaro explicam o nervosismo do presidente; afinal, ele sabe ‘o que fez no verão passado’”, declarou.
A reportagem procurou diversos governistas, que não responderam ou preferiram não se manifestar.
Marcelo Luiz Nogueira dos Santos, ex-empregado que trabalhou por 14 anos para a família Bolsonaro, denunciou uma série de supostos crimes cometidos pelo clã, sobretudo pela advogada Ana Cristina Valle, atualmente ex-esposa do presidente, e pelos parlamentares Flávio e Carlos Bolsonaro, respectivamente primeiro e segundo filho de Jair Bolsonaro.