MENU

O Nordeste possui pouco mais de 39 milhões de eleitores, representando mais de 26% do total no País. Foto: Divulgação
No Nordeste vive um em cada quatro eleitores brasileiros, e é essa região que se tornou palco principal da disputa entre os presidenciáveis Fernando Haddad (PT) e Ciro Gomes (PDT) pelo espólio lulista e, consequentemente, por uma vaga no segundo turno na disputa presidencial. Enquanto o candidato do PT conta com a transferência de votos do ex-presidente Lula (PT), a campanha de Ciro acredita que poderá frear essa transmissão. Segundo informações da Agência Estado, o principal trunfo de Ciro é o forte apoio de que desfruta no Ceará. Seu crescimento vinha sendo impulsionado principalmente pelo desempenho no Nordeste. Todavia, desde que foi oficializada a candidatura de Haddad pelo PT, o petista alcançou índices que o deixam em empate técnico no segundo lugar com adversários.

Entre os candidatos, o com maior arrecadação, até o momento, foi Geraldo Alckmin (PSDB). Foto: Divulgação
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou neste sábado, 15, nova parcial da prestação de contas dos candidatos à Presidência da República. Entre os candidatos, o com maior arrecadação, até o momento, foi Geraldo Alckmin (PSDB). O tucano levantou R$ 46,4 milhões. Do montante, R$ 46,26 milhões (97,8%) foram oriundos do Fundo Eleitoral. O financiamento coletivo do candidato representou 0,08% das verbas arrecadadas. A segunda maior arrecadação foi a do candidato Henrique Meirelles (MDB), que declarou R$ 45 milhões em receitas até o momento. Todo o recurso veio de fontes próprias, ou seja, do próprio candidato. A terceira maior declaração foi a do PT, cuja candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva foi substituída por Fernando Haddad. Foram movimentados R$ 20,6 milhões em receitas. A quase totalidade, R$ 20 milhões (97,1%), veio do Fundo Eleitoral. Por meio de financiamento coletivo foram arrecadados R$ 598 mil.

“A Globo tem problemas com a Receita Federal. Você condena uma instituição que é investigada?”, questionou o candidato do PT à presidência da República. Foto: Divulgação
Candidato pelo PT à presidência da República, Fernando Haddad foi o último entrevistado na sabatina do Jornal Nacional, na noite desta sexta-feira (14). A entrevista foi marcada por embates entre os jornalistas e o entrevistado, tendo como um dos pontos altos o momento em que o petista se irritou com as provocações de William Bonner, que citou nomes de petistas investigados por corrupção, incluindo a ex-presidente Dilma Rousseff. “Dilma nunca foi condenada. Investigado por investigado, a Rede Globo é investigada. A Rede Globo tem problemas com a Receita Federal. Você condena uma instituição que é investigada? Estamos em um momento em que muitas pessoas são investigadas e muitas absolvidas. Você tem que individualizar cada um a pagar por seus atos. Delação hoje virou indústria, todo mundo fala o que quer para reduzir a pena. Pega 20 anos, não apresenta nenhuma prova, e vai para quatro anos de prisão domiciliar”, disparou o presidenciável, que começou a entrevista cumprimentando o ex-presidente Lula, preso em Curitiba.
O candidato à reeleição ao governo da Bahia, Rui Costa (PT) realizou caminhada de campanha eleitoral em Brumado na sexta-feira (14). Costa esteve acompanhado do candidato a vice-governador, João Leão (PP), a senador Jaques Wagner (PT) e de vários deputados estaduais e federais todos juntos e embolados. Esteve acompanhando o governador, o prefeito e seu vice Édio Continha, além de vários políticos de Brumado e região. No percurso, precisamente na Avenida Antônio Mourão Guimarães na altura do nº 109, quando fogos soltados pela equipe do governador caíram em uma residência e teve um princípio de incêndio, que foi rapidamente controlado pelos vizinhos. O cortejo seguiu rumo a Praça Armindo Azevedo, Onde aconteceu um breve discurso dos candidatos. Em seguida a caravana partiu rumo ao município de Aracatu.
O presidenciável Ciro Gomes (PDT) disse ter amizade com Fernando Haddad, mas duvidou da capacidade do petista de ser presidente do Brasil. “Sou muito amigo do Haddad de longa data. Tenho por ele mais do que respeito e afeição. Entretanto, estamos em campanha e eu preciso dizer às pessoas o que difere a minha candidatura da dele”, disse Ciro em sua rápida passagem por Porto Velho (RO), nesta sexta-feira (14), de acordo com o jornal Folha de S.Paulo. “Eu atribuo a ele um único defeito, nada que o tempo possa resolver: inexperiência. Até o dia em que ele souber onde fica Ji-Paraná, Vilhena, Ariquemes [cidades do interior de Rondônia], em que souber os graves problemas da fronteira com a Bolívia. Os constrangimentos que Rondônia têm para processar seu gado, sua agricultura. Já se passaram dez anos e ele não conhece o Brasil e o Brasil não pode mais repetir a experiência da Dilma”, justificou Ciro.
O candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, segue com a maior taxa de rejeição entre os concorrentes ao Palácio do Planalto, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (14). Entre os entrevistados, 44% afirmaram que não votariam nele de jeito nenhum no primeiro turno. A segunda maior taxa de rejeição é da candidata Marina Silva (Rede), com 30%, seguida por Fernando Haddad (PT), com 26%, Geraldo Alckmin (PSDB), com 25%, e Ciro Gomes (PDT), com 21%. No extremo oposto da lista, João Amoêdo (Novo) é o concorrente com a menor taxa de rejeição da pesquisa Datafolha, com 15%. O levantamento do Datafolha foi feito entre esta quinta-feira (13) e sexta (14), ouvindo 2.820 eleitores em 187 cidades, com uma margem de erro de dois pontos para mais ou para menos. A pesquisa foi contratada pela Folha e pela Rede Globo e está no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o registro BR 05596/2018.
O presidente da Câmara de Vereadores de Crisópolis, no agreste baiano, e mais três colegas protocolaram uma denúncia contra suposta prática de nepotismo pela prefeitura local. Segundo a acusação, só o prefeito Ednal Costa (PSC) teria nomeado 18 servidores com grau de parentesco. A lista inclui um filho, esposa, nora e prima do prefeito. Além do presidente da Câmara, Francisco Evandro Montalvo dos Santos, assinam a denúncia os edis Ednaldo Moreira da Silva, Josimar dos Santos Andrade e Domingos Pinheiro da Silva. Segundo os vereadores, o nepotismo também teria sido cometido pelo vice-prefeito, nomeando seis servidores [filho e sobrinhos inclusos], como por vereadores, com outros seis servidores nomeados.
Na sessão da última terça-feira (11), na Câmara Municipal Guajeru, o vereador Adenilson Mesquita da Silva (MDB) denunciou a participação da Coordenadora de Enfermagem do Centro de Saúde Monsenhor Valdemar em campanha eleitoral, durante horário de expediente. Segundo o parlamentar, pacientes que buscaram atendimento na unidade, a maioria vindo da zona rural, não encontraram a coordenadora no local de trabalho. Estes foram informados de que a coordenadora estava em um ato político promovido pelo atual gestor municipal, Gilmar Rocha Cangussu (PDT), o Gil Rocha. Na sessão, o parlamentar ainda denunciou que outros funcionários do centro de saúde também estavam no ato durante o horário de expediente. O vereador solicitou que fosse votada com urgência a convocação da coordenadora na próxima sessão para mais esclarecimentos. A votação foi aprovada por unanimidade.
O candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes, prometeu deixar a política caso Jair Bolsonaro (PSL), seu adversário na eleição deste ano, seja eleito presidente do Brasil. Em entrevista concedida nesta quarta-feira (12), ele criticou o seu rival e disse que militar não pode falar de política no seu governo. “Vou desejar boa sorte a ele, cumprimentá-lo pelo privilégio e depois vou chorar. Eu saio da política. A minha razão de estar na política é confiar no povo brasileiro”, declarou Ciro durante sabatina promovida pelos jornais O Globo, Valor Econômico e revista Época. O candidato do PDT também fez duras críticas ao vice de Bolsonaro, o general Hamilton Mourão (PRTB). “Esse general Mourão, que é um jumento de carga, tem uma entrada no Exército e agora se considera tutor da nação. Os brasileiros têm que deixar muito claro que quem manda no país é o povo”, afirmou.
A cúpula do PT aprovou por unanimidade o nome de Fernando Haddad como substituto do ex-presidente Lula na chapa do partido ao Planalto. Em reunião nesta terça-feira (11), em Curitiba, a executiva nacional do PT chancelou, após carta enviada por Lula, Haddad como candidato oficial da sigla. Na mensagem, Lula escreveu sobre o que chama de injustiça que vem sofrendo para deixá-lo fora da eleição, se disse indignado, mas ressaltou a importância da continuidade de seu projeto político com Haddad como candidato. A mensagem do ex-presidente serviu para arrefecer qualquer resistência interna que ainda pudesse haver na sigla ao nome do ex-prefeito de São Paulo. Uma ala do partido, ligada à presidente da sigla, Gleisi Hoffmann (PR), ainda queria adiar a troca para o dia 17 de setembro, o que desagradava aos aliados de Haddad. Os dirigentes do PT farão uma pausa para o almoço e, às 15h, vão fazer um ato na frente da sede da Polícia Federal, onde Lula está preso, para oficializar a decisão.