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O ex-prefeito de Rio Real, na divisa com Sergipe, Orlando Brito de Almeida, teve as contas referentes a 2014 rejeitadas pela Câmara de Vereadores. A votação, por unanimidade, com placar de 7 a 0 ocorreu nesta quinta-feira (21). Com isso, o ex-gestor, também conhecido como Orlando do Banco, fica inelegível por até oito anos. Desde agosto de 2016, as câmaras de vereadores têm o poder de julgar as contas de ex-gestores conforme decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). As mesmas contas rejeitadas pela Câmara nesta quinta já tinham tido sido desaprovadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). Orlando também teve as contas do último ano da gestão dele, 2016, desaprovadas pelo TCM. Essas ainda não foram julgadas pelos vereadores da cidade.
A pré-candidata da Rede à Presidência, Marina Silva, e o apresentador Luciano Huck, que desistiu de disputar o Planalto, terão um jantar nesta quarta-feira (20). De acordo com o jornal O Globo, Marina sinalizou apoio ao movimento Renova BR, iniciativa suprapartidária com a qual Huck resolveu se engajar. Ainda segundo a publicação, a pré-candidata tem tido dificuldades de formar alianças. Após desistir de ser candidato, o apresentador não declarou apoio a nome algum, mas, no mês passado, deixou claro que nenhum dos concorrentes despertava sua admiração. “Você olha para política e vê um cenário de terra arrasada. Dos candidatos não tem ninguém que eu admire. Tem pessoas que você aceita”, disse o apresentador em um debate sobre eleições.
A senadora Lídice da Mata (PSB) subiu o tom e chamou de “absurdo” a possibilidade de ela ser alijada da chapa majoritária do governador Rui Costa à reeleição. Evocando a célebre frase do ex-governador baiano Otávio Mangabeira, “Pense num absurdo. Na Bahia tem precedente”, a socialista resolveu vociferar contra a questão. “Na Bahia, se pretende o absurdo máximo de tirar a única mulher da chapa da Bahia”, bradou. Ela ainda sugeriu que a chapa, provavelmente formada por Rui, João Leão, Jaques Wagner e Angelo Coronel – portanto, sem uma mulher – é um “movimento previsto num quadro de política tradicional” e estaria sendo estruturada pela política velha. “A maioria da população desse país é mulher […] Mas eu não posso decidir que eu vou ser candidata na chapa do governador e é isso que nós estamos lutando pra ser”, criticou.
Em sessão ordinária realizada nesta terça-feira (19), a Segunda Secretária da Mesa Diretora da Câmara de Candeias, Rosana de Bobó, leu uma denúncia contra o prefeito do município de Candeias, Pitagoras Alves da Silva, conhecido como Dr. Pitágoras (PP). De acordo com Luís Peixoto, que formulou a denúncia e requereu a Instauração de Processo Político-Administrativo contra o prefeito, o administrador estaria cometendo improbidades, entre elas, contratações irregulares de médicos, pelas quais o prefeito já é réu no Tribunal de Justiça da Bahia. O Ministério Público estadual pediu o afastamento do gestor e o Tribunal de Contas do Município (TCM) multou o prefeito pelas contratações. Depois da denúncia à Câmara, será instaurada uma Comissão Processante que dará um parecer, a ser votado no plenário. De acordo com o site Tia Candia, caso nove dos dezessete vereadores aceitem a denúncia, estará aberta a instauração do Processo Administrativo que pode levar a cassação do prefeito.
O presidenciável Ciro Gomes (PDT) não rejeitou aliança com o DEM, PP e o SD. Ciro está sendo sondado pelos partidos para uma possível aliança para as eleições desse ano. “Admitiria entendimento com DEM, PP e SD sabendo que há diferenças do ponto de vista programático”, afirmou o pedetista em entrevista à rádio Jovem Pan. Representantes das quatro siglas devem se reunir nesta terça-feira (19), em Brasíliva, para discutir a situação.
A tentativa de aproximar o governador Rui Costa (PT) de integrantes da base aliada com a tradicional festa junina no Palácio de Ondina não deve lograr êxito com membros do PCdoB. Os comunistas não devem participar da festa por estarem insatisfeitos com a forma com que o governador tem conduzido as articulações políticas para as eleições de 2018. Publicamente, no entanto, nenhum integrante da legenda pretende expor as razões para o desentendimento. O PCdoB não possui lugar cativo na chapa majoritária de Rui, apesar de pleitear o espaço. O vice-governador João Leão (PP) deve seguir no posto e o ex-governador Jaques Wagner deve ser candidato ao Senado, ao lado de Angelo Coronel (PSD) – este último ainda não confirmado, já que a senadora Lídice da Mata (PSB) tenta ser indicada para ser candidata à reeleição. Nos bastidores, os comunistas ocupariam a primeira suplência de Wagner. Todavia, não houve confirmação pública das intenções.
O senador Paulo Rocha (PT) reafirmou nesta quinta-feira (14) que o Partido dos Trabalhadores vai registrar a candidatura do preso Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República no dia 15 de agosto. Durante discurso no Senado, o baiano acompanhou os colegas de partido e também se referiu ao ex-presidente como “um preso político que foi condenado sem provas”. “Lula sofre perseguição judicial sem paralelo na história do Brasil”, discursou o parlamentar. Para o senador, “parte do Judiciário revogou a regra constitucional da presunção de inocência” e Lula acabou condenado e preso sem provas, o que o caracterizaria um preso político. “Condenar Lula é condenar a democracia, é condenar o povo à situação a que chegamos, é condenar o Brasil ao atraso, ao retrocesso”, completou.
O PSDB vai apresentar um pacote com propostas para reduzir gastos nos três Poderes. De acordo com a Coluna do Estadão, em nome da bancada federal, o líder do partido na Câmara, Nilson Leitão (MT), começou a coletar assinaturas para uma proposta que prevê a diminuição do número de senadores, dos atuais três por Estado para dois. No caso de deputados federais, o número mínimo por Estado cairia de 8 para 4; o máximo, de 70 para 65. Assim, o Senado passará de 81 para 54 cadeiras e a Câmara, de 513 para 395. Uma economia de R$ 1,3 bilhão em 4 anos. O Acre, por exemplo, passaria de oito deputados federais para quatro. São Paulo, de 70 para 65. O número de deputados estaduais no país também cairia de 1.059 para 804. O PSDB já conseguiu 120 das 171 assinaturas necessárias para protocolar o texto. A bancada tucana vai pedir o apoio do presidenciável do partido Geraldo Alckmin para o pacote, que inclui ainda apresentação de emenda à LDO de 2019 para a redução de 20% no custeio do Executivo, Legislativo, Judiciário e MP. “Não é pra reduzir a gasolina da ambulância, mas tirar do carro oficial do Ministro”, disse o líder tucano, Nilson Leitão.
Apesar do PT insistir na candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alguns dos eleitores mais fieis do petista se distanciaram dele desde a sua prisão, em abril deste ano. Essa análise foi feita pelo blog Painel, da Folha de S. Paulo, com base nos dados da pesquisa Datafolha divulgada nesse domingo (10). De acordo com o levantamento, Lula permanece na liderança das intenções de voto, porém perdeu pontos. Enquanto na pesquisa divulgada em janeiro, ele marcava entre 34% e 37% das intenções de voto, em abril esse número caiu para 31% e o levantamento mais recente mostra o petista com 30% da preferência dos eleitores. De acordo com a publicação, quando os eleitores escolheram seus candidatos de maneira espontânea, que é quando os nomes não são diretamente questionados na pesquisa, Lula só é mais citado que o deputado Jair Bolsonaro (PSL) na região Nordeste e pela parcela do eleitorado que tem menor renda.
Uma pesquisa realizada pelo Datafolha e divulgada nesta segunda-feira (11) aponta que 45% dos brasileiros acreditam que a eleição deste ano vai melhorar a vida no país. No entanto, 35% dos entrevistados avaliam que a vida vai ficar igual e 7% entendem que vai piorar. Questionados sobre o resultado do pleito que será realizado em outubro, o levantamento do Datafolha mostra que 45% dos brasileiros acham que os políticos eleitos este ano serão melhores que os atuais. Por outro lado, 38% acreditam que eles serão iguais e 6% avaliam que serão piores. A pesquisa ouviu 2.824 pessoas em 174 municípios nos dias 6 e 7 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.