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A cantora Gilmelândia filiou-se ao Partido da República (PR), nesta sexta-feira (01), um dia antes do fim do prazo de filiação que se encerrou neste sábado. Ela foi à sede do partido, no bairro do Caminho das Árvores, em Salvador, juntamente com a presidente do PR Mulher, Kátia Bacelar. As duas foram recebidas pelo presidente estadual do PR, deputado federal José Carlos Araújo, que também é presidente do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. “Eu faço trabalho social há 15 anos. Sou madrinha do combate ao câncer. Faço mágicas em abrigos, orfanatos, hospitais. Já fui convidada outras vezes por vários partidos. Após o convite de Kátia Bacelar, senti no coração que dessa vez deveria vir”, disse Gilmelândia, por meio de nota, sobre a ideia de ingressar na política. A cantora informou ainda que pretende batalhar pelo turismo em Salvador e na Bahia. Ela já tem projetos para o desenvolvimento e crescimento do setor. Kátia Bacelar, presidente do PR Mulher, argumenta que desenvolve um trabalho constante para incentivar novas filiações femininas ao partido. “A filiação de Gil, assim como a de outras candidatas de peso, tanto no estado como na capital, é fruto desse trabalho”. “O PR fica lisonjeado com a presença das mulheres no nosso partido. É muito importante para nós e também para a política, sobretudo quando se trata de mulheres com talento, como Gilmelândia”, comentou o presidente do PR, deputado federal José Carlos Araújo.
O vice-presidente Michel Temer pode começar a se preocupar sobre sua popularidade antes mesmo de um eventual impeachment da presidente Dilma Rousseff, que o levaria para o comando do Palácio do Planalto. Segundo pesquisa telefônica feita pela Ideia Inteligência, a maioria dos entrevistados tem visão desconfiada sobre um eventual governo do peemedebista e preferiria que novas eleições fossem convocadas caso a petista saísse do poder. O levantamento mostrou que 55% dos entrevistados preferem novas eleições, enquanto apenas 12% apoiam Temer na presidência. 33% não souberam responder. Sobre um eventual governo do peemedebista, 51% acreditam que a gestão seria regular, enquanto 24% avaliam que Temer teria um desempenho ruim. Além disso, 15% julgam que a performance do vice-presidente no comando do Planalto seria muito ruim, enquanto 9% apostam em um bom desempenho. Apenas 1% dos entrevistados acreditam que temer seria ótimo como presidente. Realizada entre os dias 28 e 29 de março, a pesquisa entrevistou 10.002 pessoas em 82 municípios. A margem de erro é de 1,45 ponto percentual para mais ou para menos.
Um projeto de resolução apresentado pela Mesa Diretora da Câmara nesta terça-feira (29), pode ajudar o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a escapar do processo de cassação. Assinado pelo próprio parlamentar, o texto propõe que todas as comissões da Câmara, incluindo o Conselho de Ética, tenham a sua composição alterada para obedecer a proporcionalidade das bancadas partidárias, que mudou em razão da janela partidária. O projeto ainda precisa passar pelo plenário da Casa. Estimativas apontam que pelo menos três deputados contra Cunha teriam que deixar o Conselho de Ética: José Carlos Araújo (PR-BA), Fausto Pinato (PP-SP) e o relator do caso de Cunha no conselho, Marcos Rogério (DEM-RO). Além disso, o PMDB ganharia uma vaga, enquanto o PT perderia uma. A comissão que analisa o pedido de cassação do presidente da Casa tem 21 integrantes. O prosseguimento do processo foi aprovado no início do mês por apenas um voto. Ao longo da janela partidária, pelo menos 88 parlamentares trocaram de sigla.
O senador Walter Pinheiro (PT) entregou nesta terça-feira (29) o pedido de desfiliação ao PT – além do registro junto ao partido, Pinheiro também protocolou o documento na Justiça Eleitoral. Como a eleição para o Senado é majoritária, o eleito é detentor do mandato, o que impede que o PT entre com processo para requerer a vaga. O desgaste de Pinheiro com o PT não é novidade e há muito tempo se especulava o desligamento em definitivo dele da legenda. Até a última semana, o presidente estadual do PT na Bahia, Everaldo Anunciação, não descartava, inclusive, ter o senador como candidato a prefeito de Salvador – cargo disputado por Pinheiro em 2008. Apesar de confirmar a desfiliação, o senador não divulgou o destino partidário.
Em uma reunião relâmpago realizada na tarde desta terça-feira (29), o PMDB decidiu, por aclamação, deixar oficialmente o governo da presidente Dilma Rousseff. Coordenado pelo senador Romero Jucá (RR), o encontro reuniu membros do partido e começou pouco depois das 15h, mas não contou com a presença do vice-presidente Michel Temer. A moção para deixar o partido, protocolada pelo diretório do PMDB na Bahia, foi aprovada pela maioria em apenas três minutos. O grupo a favor do rompimento gritava “Daqui pra frente, Temer presidente” e “Fora PT”. Após a decisão, Jucá informou que, com a saída do governo, nenhum membro do PMDB poderá ocupar qualquer cargo federal em nome do partido.
O vice-presidente Michel Temer parece ter confirmado até mesmo para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que a saída do PMDB da base aliada do governo é inevitável. Interlocutores ligados ao peemedebista informaram ao G1 que Temer e Lula se encontraram neste domingo (27), em São Paulo. Durante o encontro, o vice-presidente teria dito que o desembarque do seu partido é “irreversível” e que o clima de “animosidade” do partido com o Planalto foi agravado com a nomeação do deputado Mauro Lopes para a Secretaria de Aviação Civil. A decisão foi vista como uma afronta pelo partido, que dias antes havia definido que ninguém do PMDB deveria assumir novos cargos no governo. Pessoas próximas a Lula informaram que o petista tinha um novo encontro com Temer marcado para esta segunda (28).
O grupo próximo ao vice-presidente Michel Temer já considera como certo o rompimento do PMDB com o governo da presidente Dilma Rousseff (PT). A cúpula do partido avalia que ao menos 80% dos votos do Diretório Nacional serão favoráveis ao desembarque da gestão. De acordo com O Globo, Temer deve desembarcar em Brasília nesta segunda-feira (28) para tentar unificar o partido em torno da decisão e até o governo já assumiria a “derrota” no encontro desta terça (29). Com a forte tendência, o Palácio do Planalto voltou suas forças para minimizar a fuga de outros partidos da base aliada. Além do rompimento com Dilma, o vice-presidente espera que o encontro de terça consiga formar um projeto de poder próprio. Primeiro, porém, há que se definir o que ocorrerá com os sete ministros do PMDB. O governo defende que a decisão de retirá-los poderia causar a paralisia do país e os próprios ministros não estão convencidos de que devem deixar os cargos.
Até agora maior aliado da presidente Dilma Rousseff no PMDB, o diretório do Estado do Rio de Janeiro vai votar pelo rompimento com o governo na reunião nacional do partido marcada para terça-feira (29). Peemedebistas ouvidos pelo jornal O Estado de S.Paulo acreditam que a decisão não será unânime, porque poderá ter o voto contrário ao rompimento do líder da PMDB na Câmara, Leonardo Picciani, e do ministro da Ciência e Tecnologia, Celso Pansera. Os outros dez representantes do Rio no diretório nacional deverão votar pela saída do governo. Embora integrem o diretório nacional, o governador Luiz Fernando Pezão, o prefeito Eduardo Paes e o ex-governador Sérgio Cabral não irão ao encontro. Serão substituídos por suplentes. Entre os que votarão pelo rompimento estão o presidente do PMDB-RJ, Jorge Picciani, pai de Leonardo, o ex-ministro e ex-governador Wellington Moreira Franco e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha.
A justiça eleitoral estendeu o prazo para os vereadores que queiram mudar de partido sem perda de mandato, venham a fazer a troca, cumprindo o calendário eleitoral de 19/02 a 01/04/2016. Pensando na próxima eleição, a dança dos partidos já começou na capital do minério, muitos vereadores estão fugindo da base aliada do partido dos trabalhadores, que está em queda supersônica com a crise do governo de Dilma e Lula, e com o escândalo da Operação Lava Jato. Até o dia 1º de abril o cenário político sofrerá uma grande transformação, com a revoada dos políticos que dá sustentação ao governo de Dilma, deixando o barco do (PT) a deriva em alto mar. Em Brumado, atendendo ao pedido do presidente do (PSB) Márcio Moreira, o vereador Romar Pereira, por se achar incomodado dentro da sigla do (SD), resolve trocar de partido e retorna as hastes do (PSB), pensando em melhores condições para o seu retorno ao legislativo brumadense neste ano.

O adeus: Com o vice-presidente Michel Temer à frente, PMDB prepara a saída do governo. Decisão será tomada no dia 29. Foto: Divulgação
Quando um governo está prestes a afundar, nem os aliados se constrangem mais em abandonar o barco. Foi o que aconteceu na última semana na base de sustentação da presidente Dilma Rousseff. Na esteira da divulgação dos diálogos pela Lava Jato, o PRB e o PP anunciaram o desembarque do governo. O PMDB, maior partido governista, também prepara a sua retirada. A ausência do vice-presidente, Michel Temer, e do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), da cerimônia de posse do ex-presidente Lula na Casa Civil foi calculada. A desculpa parece ter saído sob encomenda: a ida do deputado federal licenciado Mauro Lopes (PMDB-MG) para a Secretaria da Aviação Civil, na última quinta-feira. Nos bastidores, no entanto, os principais caciques da legenda se reuniam em São Paulo para combinar a defecção. No encontro, que contou com a presença de Temer, Renan, do ex-ministro Moreira Franco e do senador Eunício Oliveira (CE), entre outros, os peemedebistas decidiram antecipar para o próximo dia 29 a reunião do diretório nacional do partido.