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A justiça eleitoral estendeu o prazo para os vereadores que queiram mudar de partido sem perda de mandato, venham a fazer a troca, cumprindo o calendário eleitoral de 19/02 a 01/04/2016. Pensando na próxima eleição, a dança dos partidos já começou na capital do minério, muitos vereadores estão fugindo da base aliada do partido dos trabalhadores, que está em queda supersônica com a crise do governo de Dilma e Lula, e com o escândalo da Operação Lava Jato. Até o dia 1º de abril o cenário político sofrerá uma grande transformação, com a revoada dos políticos que dá sustentação ao governo de Dilma, deixando o barco do (PT) a deriva em alto mar. Em Brumado, atendendo ao pedido do presidente do (PSB) Márcio Moreira, o vereador Romar Pereira, por se achar incomodado dentro da sigla do (SD), resolve trocar de partido e retorna as hastes do (PSB), pensando em melhores condições para o seu retorno ao legislativo brumadense neste ano.

O adeus: Com o vice-presidente Michel Temer à frente, PMDB prepara a saída do governo. Decisão será tomada no dia 29. Foto: Divulgação
Quando um governo está prestes a afundar, nem os aliados se constrangem mais em abandonar o barco. Foi o que aconteceu na última semana na base de sustentação da presidente Dilma Rousseff. Na esteira da divulgação dos diálogos pela Lava Jato, o PRB e o PP anunciaram o desembarque do governo. O PMDB, maior partido governista, também prepara a sua retirada. A ausência do vice-presidente, Michel Temer, e do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), da cerimônia de posse do ex-presidente Lula na Casa Civil foi calculada. A desculpa parece ter saído sob encomenda: a ida do deputado federal licenciado Mauro Lopes (PMDB-MG) para a Secretaria da Aviação Civil, na última quinta-feira. Nos bastidores, no entanto, os principais caciques da legenda se reuniam em São Paulo para combinar a defecção. No encontro, que contou com a presença de Temer, Renan, do ex-ministro Moreira Franco e do senador Eunício Oliveira (CE), entre outros, os peemedebistas decidiram antecipar para o próximo dia 29 a reunião do diretório nacional do partido.
Nova pesquisa do instituto Datafolha mostra a ex-senadora Marina Silva (Rede) em primeiro lugar das intenções de voto para a Presidência da República em 2018, com 21% a 24% da preferência, dependendo de quem seja o candidato do PSDB. No levantamento, realizado entre 17 e 18 de março, Marina, o senador Aécio Neves (PSDB), e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão entre os nomes mais citados para o pleito e aparecem empatados, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais. Em comparação com a última consulta, feita em fevereiro, Lula foi o mais afetado no período, perdendo pontos além da margem de erro no cenário composto por Marina ou por um tucano, seja Aécio; o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin; ou o senador José Serra. Contra os dois últimos, o petista fica em segundo lugar. Com a entrada a fundadora da Rede, cai para terceiro: Marina lidera com 21%, Aécio fica em segundo com 19% e Lula aparece com 17%. Neste cenário específico, Aécio perdeu mais pontos, no entanto: em fevereiro, tinha 24% das intenções de voto; em dezembro, 27%. O juiz Sérgio Moro, que está à frente das ações decorrentes da Operação Lava Jato, foi incluído na pesquisa, aparecendo em 4º lugar, com 8%. Ele fica atrás de Marina (17%), Lula (17%) e Aécio (14%), mas à frente de Serra (6%), Bolsonaro (5%), Ciro Gomes (5%) e Alckmin (5%).
A presidente Dilma Rousseff sai perdendo no primeiro dia da instalação da comissão especial do impeachment na Câmara dos Deputados. Membros do governo e da base aliada passaram cerca de duas horas reunidos e, após confusão, chegaram a um acordo sobre os nomes que irão sugerir nesta quinta-feira para assumir as funções de chefia da comissão. Como presidente, o nome indicado será Rogério Rosso (PDT-DF), aliado de Gilberto Kassab, ministro das Cidades. Já o relator sugerido será Jovair Arantes (PTB-GO). Ambos são conhecidos como aliados do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), responsável por deflagrar o processo de impeachment contra Dilma. Ontem, inclusive, Cunha se reuniu com membros do PSDB e do DEM, ocasião em que o grupo contrário ao governo decidiu sugerir Rosso e Jovair como seus candidatos à liderança do colegiado. Com o acordo do governo e da base aliada em optar pelos mesmos nomes da oposição, eles devem ser eleitos hoje. Para o líder do governo na Casa, José Guimarães (PT-CE), a decisão “visa a estabilidade do País”.
A divulgação de uma conversa entre a presidente Dilma Rousseff e o agora ministro da Casa Civil, Luiz Inácio Lula da Silva, tornou a situação de ambos insustentável, na avaliação de líderes da oposição ouvidos por O Financista . “Só resta, agora, a renúncia imediata para Dilma e a prisão para Lula”, afirma o líder do PSDB na Câmara, Antônio Imbassahy (BA). No início da noite desta quarta-feira (16), o juiz Sérgio Moro, que coordena a Operação Lava Jato, retirou o sigilo do processo. Com isso, foi divulgado o áudio de uma conversa entre Dilma e Lula, gravada pela Polícia Federal na manhã de hoje. No telefonema, Dilma informa que está enviando o termo de posse de Lula, para que ele use “apenas se necessário.” A PF interpretou o diálogo como uma tentativa de obstruir a Justiça, na medida em que Lula é investigado pela Lava Jato. Na noite desta quarta. deputados da oposição exigiram a renúncia de Dilma e a prisão de Lula no plenário da Câmara. “O que mais se pode fazer quando a própria presidente é pega tentando obstruir a Justiça?”, indaga o líder do PPS, Rubens Bueno. “Não há outra saída: é renúncia e prisão”, acrescentou.
O presidente nacional do PRB, Marcos Pereira, anunciou nesta quarta-feira (16) que seu partido deixará a base aliada do governo da presidente Dilma Rousseff. Segundo o dirigente, a legenda colocará o Ministério do Esporte, ocupado por George Hilton atualmente, ‘à disposição’ da petista. Ele afirmou que as bancadas da sigla adotarão postura de ‘independência’ na Câmara e no Senado. Pereira disse que a decisão de desembarque do PMDB foi aprovada durante reunião na tarde desta quarta-feira por unanimidade pela bancada do PRB na Câmara, composta por 21 deputados. De acordo com ele, a decisão foi motivada pelo agravamento da crise econômica e política. “Estamos escutando a voz das ruas. Não estamos vendo norte para a situação que o País vive”, justificou.
O ex-presidente Luiz Inácio Lua da Silva deve aceitar o convite da presidente Dilma Rousseff para ocupar um ministério. De acordo com a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, a informação foi confirmada por um dos principais assessores da presidente. O destino, contudo, ainda não foi definido. Lula deve se encontrar com Dilma nesta terça-feira (15) para discutir as possibilidades, como ir para a Casa Civil, no lugar de Jaques Wagner, ou para a Secretaria de Governo, no lugar de Ricardo Berzoini. Segundo a colunista, a segunda opção é a mais provável já que permitiria que o ex-presidente se livrasse de questões mais burocráticas e possa negociar a permanência do PMDB no Palácio do Planalto. Com a possível nomeação, Lula ganharia foro privilegiado e não seria mais investigado pelo Ministério Público de São Paulo nem pela Justiça Federal de Curitiba. O caso passaria para a Procuradoria-Geral da República, em Brasília, e supervisionadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A presidente Dilma Rousseff “sai muito enfraquecida” das manifestações que ocorreram neste domingo no Brasil e o volume dos protestos impulsionará o debate sobre impeachment. “Precisamos considerar que tínhamos sobre a mesa três elementos que já eram por si só explosivos: uma paralisia política, uma asfixia econômica e uma crise moral sem precedentes. Juntando com esse elemento de hoje, de povo na rua, isso tudo dá à crise uma dimensão bastante importante, muito grave para a presidente, que obviamente vai impulsionar o debate sobre impeachment”, observa Josias. “Pouca gente hoje considera que a presidente ainda reúna condições de permanecer até 2018. Estreitaram-se muito as margens de manobra do governo”, disse.
Especialistas em violar sistemas eletrônicos tentaram quebrar a segurança da urna eletrônica durante testes que duraram três dias em Brasília. Segundo a Agência Brasil, o evento aconteceu entre a última terça (8) e quinta-feira (10) e busca verificar possíveis fragilidades no equipamento. “Nesses testes o objetivo é identificar pontos de fragilidade. Uma vez identificados, nós temos tempo de fazer a melhoria para implementar nas eleições”, explica o secretário de Tecnologia de Eleições do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Giuseppe Janino. O resultado dos exames será divulgado na próxima terça (15). Outros dois testes já foram feitos em anos anteriores, mas esta é a primeira vez que eles são realizados depois que o TSE os tornou obrigatório antes das eleições. Confira a programação do Calendário eleitoral para o ano de 2016.
O ex-candidato a deputado estadual Emanoel Araújo Lima (PMDB), o (Manelão) pode ficar inelegível por oito anos. Segundo informações, uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), está em tramitação no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), desde 2014. Na ocasião o Partido Democrático Trabalhista (PDT) da Bahia Partido Democrático Trabalhista (PDT) da Bahia acusa Manelão de uso indevido de meio de comunicação social, conduta vedada, propaganda eleitoral e o uso de emissora de rádio irregular e abusiva antes e durante o pleito eleitoral de 2014, quando o acionado foi candidato ao cargo de deputado estadual. O processo corre sendo apresentada várias gravações que comprovam o uso indevido da emissora Rádio Educativa Brumas FM, em favor do candidato que obteve 8930 somente na cidade de Brumado. Carlos Alberto Silva, Sinval José de Souza, Heber de Souza, André Bonfim dos Santos e José Marcos Gomes Meira, que são locutores da emissora também foram acionados pelo mesmo motivo, e podem ter o registro cassado se forem condenados.