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por Nicole Angel, de Brasília
O pré-candidato à Presidência da República Ciro Gomes (PDT-CE), fez discurso bastante inflamado durante evento de lançamento de sua candidatura, nesta quarta-feira (20), na sede de seu partido, em Brasília. Para ele, país chegou à atual situação porque esquerda e direita são ‘cúmplices do mesmo modelo’ e incapazes de propor uma saída. “O lulismo pariu o bolsonarismo”, afirmou Ciro.
Citando os também pré candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), o pedetista afirmou que eles disputam o cargo de quem é o ‘mais fascista ou o ‘mais comunista’.
“Essa polarização odienta, despolitizada e apaixonada não produz diagnósticos para os nossos problemas. Não constrói soluções, apenas xingamentos morais e ideológicos”, declarou o ex-governador do Ceará.
Para ele, o Brasil vive a pior crise na nossa história e dois dos principais responsáveis pela crise estimulam a polarização ‘vulgar, personalista e odienda’. “Parece que nós estamos nas antecedências da Segunda Guerra Mundial”, disse Ciro.
O pedetista ainda afirmou durante seu discurso que o vazio de propostas e o ‘deserto de debates’ promovido por Lula e Bolsonaro criam o ambiente propício para ameaçar a democracia e para que ‘o caos possa tomar conta desse país’.
Criticando cada um nominalmente, Ciro citou as ações recentes do chefe do Executivo para tentar a reeleição como a PEC das Bondades, que foi aprovada e promulgada pelo Congresso esse mês.
“Usar e emporcalhar aquele lindo Palácio do Planalto, projetado por Niemeyer, são os melhores verbos para definir o seu método de permanência. Ele é um grande preguiçoso, não trabalha, não pensa, não executa”, disse Ciro, criticando a gestão de Bolsonaro.
Já em relação a Lula, o pedetista também não economizou nas críticas ao petista. ”Foram 14 anos de oportunidade que a população deu ao PT. Aí está o legado. Qual é o milagre que eles podem conseguir fazer em quatro anos que não fizeram em 14 anos?”, questionou.

O ex-presidente Michel Temer está sendo estimulado por políticos e empresários a disputar o Palácio do Planalto. Segundo a coluna de Lauro Jardim do jornal O Globo, Temer seria lançado como um candidato a “pacificador do Brasil”, de acordo com um político que trabalha nos bastidores para que essa ideia ganhe corpo.
As especulações aumentaram nos últimos dias, após alas do MDB pressionaram para que o presidente do partido, Baleia Rossi, adie do dia 25 para 5 de agosto a data da convenção nacional do partido.
Ainda segundo a publicação, os lulistas do partido acreditam que esta é uma forma de não sacramentar Simone Tebet como candidata. Mas para esse grupo pró-Temer seria também um jeito de dar mais tempo para que a articulação pró-Temer avançar. O próprio Temer já conversou sobre essa mudança no calendário com Baleia, que, por enquanto, resiste. Os planos da turma que se entusiasma com Temer é o de deslocar Tebet para ser a vice de Temer.
Apesar da dificuldade do plano prosperar, Temer não tem fechado as portas para nenhuma dessas abordagens. Ao contrário, diz um empresário: “Nestas conversas, ele mostra que está querendo, que se for chamado pode topar. Mas que não pode ser mais um candidato”.

A nova rodada da pesquisa Séculus para o Governo da Bahia, divulgada nesta terça-feira (19), coloca o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União) na dianteira da corrida. No levantamento, realizado entre os dias 11 e 15 de julho de 2022, Neto soma 39,25% no cenário espontâneo, quando os nomes dos pré-candidatos não são apresentados aos entrevistados.
Em segundo lugar, com 7,54%, aparece Jerônimo Rodrigues (PT). Ele é seguido por João Roma (PL), com 6,03%; Rui Costa (PT) com 1,64%; Kleber Rosa (PSOL) com 0,39%; e Giovani Damico (PCB) com 0,26%. Não sabem/não opinaram 42,27%; e Nenhum/nulo somam 2,62%.
No primeiro cenário estimulado – quando os nomes dos postulantes são apresentados – ACM Neto aparece com 61,6%, margem que elegeria o ex-prefeito em primeiro turno. Em segundo lugar, Jerônimo pontua 11,73%. João Roma tem 7,54% e ocupa a terceira posição no levantamento. Kleber Rosa (PSOL) e Giovani Damico (PCB) pontuam 0,98% e 0,39%, respectivamente. Nenhum/nulo somam 7,27% e não sabem/não opinaram 10,48%.
Outro cenário estimulado foi levantado, com os nomes de Jerônimo e Roma são associados a apoiadores, e Neto, é apresentado como candidato independente. ACM Neto também lidera, com 54%, seguido por Jerônimo – com apoio de Jaques Wagner, Rui Costa e Lula, que soma 20,45%. Com o apoio de Bolsonaro, João Roma chega a 8,58%. Nenhum/nulo somam 7,08% e não sabem/não opinaram são 9,85%.
Para o levantamento, foram entrevistadas 1.526 pessoas com 16 anos ou mais de forma presencial, em 72 municípios baianos. A margem de erro é de 2,5%, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob nº BA-07852/2022.

O pré-candidato à presidência Ciro Gomes (PDT) criticou nesta segunda-feira (18), os novos ataques do presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre o sistema eleitoral brasileiro e ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante um encontro com embaixadores de outros países.
Segundo Ciro, as declarações de Bolsonaro contra o sistema eleitoral e contra as instituições democráticas configuram crime de responsabilidade. “Depois do horrendo espetáculo promovido, hoje, por Bolsonaro, ele não pode ser mais presidente de uma das maiores democracia do mundo ou o Brasil não pode mais se dizer integrante do grupo de países democráticos. Nunca, em toda história moderna, o presidente de um importante país democrático convocou o corpo diplomático para proferir ameaças contra a democracia e desfilar mentiras tentando atingir o Poder Judiciário e o sistema eleitoral”, disse.
Ciro afirmou ainda que é preciso encontrar meios para derrubar Bolsonaro da presidência, mas reconheceu que há barreiras políticas para alcançar esse objetivo.
“Bolsonaro cometeu vários crimes de responsabilidade e temos que buscar instrumentos legais para retirá-lo do cargo. Sei que se trata de uma tarefa delicada porque temos uma figura como Arthur Lira na presidência da Câmara, a quem caberia dar andamento a um pedido de impeachment. Não há mais paciência política nem armadura institucional capazes de suportar tamanho abuso. Muito menos complacência de se interpretar organização clara e deliberada de golpe como arroubos retóricos ou desatinos de um presidente desqualificado”, pontuou.

Apesar de ter sido minimizada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), que chegou a classificar como uma “gripezinha”, a Covid-19 é atribuída por aliados como motivo para a reiterada ausência da primeira dama Michelle Bolsonaro (PL) na campanha pela reeleição do marido.
Interlocutores próximos a ela e integrantes da campanha de Bolsonaro relataram à coluna de Igor Gadelha, no portal Metrópoles, que “sequelas” do novo coronavírus como piora na labirintite e problemas de memória fizeram com que a primeira-dama não conseguisse participar degravações para a propaganda eleitoral.
A ausência de Michelle em um evento de Bolsonaro com mulheres evangélicas na cidade de Imperatriz, no interior do Maranhão, na semana passada, também foi atrelada ao pós-Covid.
Apesar da resistência, aliados afirmam agora que Michelle tem se recuperado e que pretende se engajar na campanha a partir de agosto, quando a candidatura será oficializada. Segundo a coluna, esta promessa foi feita pessoalmente pela primeira-dama em conversa com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho e um dos coordenadores da campanha de Bolsonaro.
A insistência para a participação de Michelle ocorre pela necessidade de reverter a rejeição do eleitorado feminino ao presidente.

Uma das poucas indefinições que ainda restam nas eleições para o Governo Bahia, é quem vai ficar com a vice na chapa de ACM Neto (União). Apesar de especulações apontarem para o anúncio do escolhido somente na data marcada para a convecção do partido, no dia 5 de agosto, a noticia pode chegar antes.
Em contato com o Bahia Notícias, o ex-prefeito de Salvador disse que não descarta a possibilidade de anunciar o nome antes do lançamento oficial da sua chapa majoritária.
Na bolsa de apostas, o Republicanos tem a preferência e despontam quadros importantes do partido como os deputados federais Marcelo Nilo e Márcio Marinho e a vereadora de Serrinha, Edylene Ferreira. Por fora, com menos chances, PDT e PSDB, ainda lutam pela vaga.

Aliados e integrantes da campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) calculam que, se eleito ao Palácio do Planalto este ano, o petista poderá contar uma base de até 290 deputados federais.
Pelas projeções desses aliados, os sete partidos de esquerda que hoje compõe a coligação da chapa Lula-Alckmin (PT, PSB, PCdoB, PSOL, Solidariedade, PV e Rede) conseguirão eleger juntos 170 deputados.
Por essas mesmas contas, partidos de centro que poderão estar ao lado do ex-presidente num eventual segundo turno contra Jair Bolsonaro (PL) devem eleger outros 120 parlamentares na Câmara. Nesse grupo, aliados do ex-presidente incluem futuros deputados federais de partidos como PDT, PSD, MDB e até mesmo do União Brasil e do Republicanos.
Caso a previsão se concretize, Lula terá uma margem de aliados para ter alguma influência nas negociações para sucessão de Arthur Lira (PL-AL) na presidência da Câmara.
O quórum de 290 deputados, porém, ainda é insuficiente para aprovar mudanças na Constituição Federal. Para aprovar PECs, é necessário apoio de pelo menos 308 dos 513 deputados.

“Aqui não tem projeto pessoal ou de interesse de empresa. Eu não sou um candidato de mim mesmo, eu não fui produzido em laboratório para ser governador da Bahia. Eu tenho história, eu tenho origem. Eu sou do meio do povo, eu não nasci em gabinete, não vou deixar a Bahia andar para trás como aconteceu com o Brasil”, afirmou o pré-candidato ao Governo do Estado pelo PT, Jerônimo Rodrigues, durante plenária do Programa de Governo Participativo (PGP), em Itaberaba, na tarde deste sábado (16).
Crítico dos pré-candidatos ao Governo da Bahia que são aliados do atual presidente da República – tanto o que tem vergonha de assumir quanto o ex-ministro – Jerônimo disse que “o Governo Federal trouxe de volta a fome, o desemprego e a inflação”. Em parceria com Lula a partir de 2023, o ex-secretário estadual da Educação e do Desenvolvimento Rural nas gestões do governador Rui Costa (PT) garantiu que vai priorizar a inclusão das pessoas que mais precisam.
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Cumprindo sua agenda em Natal, o presidente Jair Bolsonaro falou neste sábado (16) que espera que o povo brasileiro “não experimente as dores do comunismo”. O discurso foi feito após a homilia e a missa na Basílica dos Santos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, na zona Oeste de Natal.
O presidente discursou por pouco mais de cinco minutos na Basílica e não falou muito sobre política e eleições. Em seguida, foi embora para compromisso na Assembleia de Deus, no Alecrim.
Bolsonaro ainda fez uma reflexão sobre uma passagem bíblica. “Isso nos leva aos mártires que ajudam a solidificar a nossa fé. Toda manhã quando levanto, faço algo que me dá forças para vencer o dia todo, dobro meus joelhos, rezo um pai nosso e peço a Deus que o nosso povo, vocês brasileiros, não experimentem as dores do comunismo”.

Durante as visitas as cidades de São Félix e Governador Mangabeira, na sexta-feira (16), o pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), voltou a criticar as gestões do Partido dos Trabalhadores no estado.
De acordo com o ex-prefeito de Salvador, a Bahia despertou para a necessidade de “buscar algo novo e colocar um ponto final no ciclo do PT”.
“Em todas as cidades que visito ouço as pessoas dizerem que não aguentam mais essa vergonhosa situação da violência em nosso estado, não aguentam mais ter a pior educação do Brasil, não aceitam mais o drama da espera na fila da regulação”, disse.
“O fato concreto é que os baianos acordaram para a realidade de que muito foi prometido e pouco foi feito”, acrescentou Neto.
Ao lado do pré-candidato do PP ao Senado Federal, Cacá Leão, o carlista disse que é “vergonhoso constatar a humilhação que os baianos passam na fila de regulação e saber que somos o estado com o maior número de desempregados em todo o Brasil”.
“Esse é o legado que o PT deixa depois de quatro mandatos consecutivos, esse é o carimbo da incompetência administrativa”, concluiu ACM Neto.