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O ex-ministro Sergio Moro deixou a sede da Polícia Federal, em Curitiba, por volta das 23h deste sábado (2), após um depoimento de mais de 8h em que foi ouvido sobre as acusações que fez contra o presidente da República, jair Bolsonaro, na ocasião em que pediu demissão da pasta. Entre as acusações feitas pelo ex-juiz está uma tentativa de interferência do presidente nas ações da PF.
O depoimento de Moro foi iniciado ás 14h e seguiu até as 22h40, segundo o Estadão. A oitiva foi conduzida pela delegada Christiane Corrêa Machado, chefe do Setor de Inquéritos do Supremo Tribunal Federal.
Formalmente, o ex-juiz da Lava Jato apresentou conversas, áudios e e-mails trocados com o presidente Jair Bolsonaro durante o período que ocupou o Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Enquanto Moro prestava depoimento, grupos de manifestantes se aglomeram do lado de fora. Pró-governo, destinava ao ex-juiz nomes como “rato” e “Judas”, assim como o fez o presidente por meio das redes sociais. “Com tantos crimes maiores, porque ele quis se voltar contra o presidente e sua família?”, gritavam do carro de som, segundo o Estadão.
Um grupo de apoiadores de Morro também esteve no local, com faixas de suporte ao ex-juiz e a Operação Lava Jato. Durante a noite, um entregador de delivery levou pizzas para a equipe que acompanhava a oitiva – naquela hora, o depoimento de Moro já durava mais de sete horas. Foram feitas duas pausas durante o dia.

Raul Gil, 82, voltou a ser internado na UTI do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, na noite desta sexta (01). Segundo informado pela assessoria de imprensa do SBT no sábado (02), o apresentador teve um hemotórax (derramamento de sangue na cavidade pleural) devido a uma perfuração no pulmão, decorrente do acidente que sofreu no domingo de Páscoa (12), quando trincou duas costelas ao cair da escada de sua residência.
De acordo com boletim médico divulgado pelo hospital, o comunicador foi submetido a uma cirurgia para correção do hemotórax, que “ocorreu sem complicações”, “encontra-se estável, respirando sem uso de aparelhos”, permanecendo em observação na UTI. A assessoria do SBT disse que o apresentador passa bem e deve sair da UTI nos próximos dias. Raul estava em casa desde 20 de abril, quando recebeu alta da hospitalização causada pelo acidente.
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O Senado Federal aprovou, durante sessão vitual neste sábado (2), o pacote de socorro aos estados e municípios no valor de R$ 120 bilhões em decorrência da crise do coronavírus. Deste total, R$ 60 bilhões será repassado diretamente ao caixa dos governdores e prefeitos.
Agora o o texto segue para a Câmara dos Deputados. Se houver mudanças, volta ao Senado. Só após passar pelas duas Casas a medida será encaminhada para sanção do presidente Jair Bolsonaro.
O socorro previsto aos entes federados será de quatro meses. Se após esse período estados e municípios ainda estiverem com as contas apertadas, não poderão usar a pandemia para tentar suspender o pagamento de dívidas que têm com a União.

Uma petição em defesa da proteção da comunidade indígena brasileira frente ao coronavírus será lançado, neste domingo (3), na plataforma Avaaz. De acordo com O Globo, a iniciativa é do fotógrafo Sebastião Salgado, que nos últimos sete anos esteve fotografando as populações indígenas pelo país.
O manifesto do brasileiro já garantiu a assinatura de estrelas nacionais e internacionais, entre elas, Chico Buarque, Paul McCartney, Madonna, Brad Pitt, Meryl Streep, Gisele Bündchen, cineastas e escritores como Pedro Almodóvar, Fernando Meirelles e Mario Vargas Llosa, além do príncipe Albert de Mônaco e o cientista Carlos Nobre.
“A situação é muito grave. Se o coronavírus chegar às comunidades indígenas, será um genocídio, porque elas não têm os mesmos anticorpos que possuímos para as doenças europeias, de brancos. A responsabilidade do Brasil será muito grande se isso ocorrer, e o país será levado às cortes internacionais por não ter tomado posição em relação a populações em perigo, julgado e condenado”, declarou Salgado.
No documento, que também é um manifesto, Salgado pretende pressionar os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Ele também aproveita para fazer críticas ao governo Bolsonaro. Para o fotógrafo, o presidente e sua equipe estão mais preocupados com a questão econômica e com uma “posição muito incoerente em relação à proteção dos indígenas”.
“Todas as ações do governo brasileiro após a chegada do presidente Bolsonaro ao poder são de desestabilização dos territórios e das comunidades indígenas”, completou.

Onze pacientes aguardam resultados de Covid-19, o novo coronavírus, na cidade de Brumado. Os dados foram divulgados em boletim epidemiológico neste sábado (02) pela secretaria municipal de saúde (Sesau).
De acordo com a secretaria de saúde, 87 pacientes já testaram negativo para a doença. 640 pessoas foram notificadas com suspeita do vírus na capital do minério. O município tem oito casos confirmados, mas segundo o boletim, todos já estão curados.
Nenhum paciente está internado no Centro de Atendimento ao Covid-19 e nem no Hospital Professor Magalhães Neto. A secretaria pede a participação popular para conter o avanço do vírus, adotando medidas de higiene e mantendo o isolamento domiciliar. De acordo com a Sesau, caso necessite sair de casa, use máscara.

A prefeitura de Alagoinhas determinou que, a partir desta segunda-feira (4), apenas moradores e pessoas que trabalham na cidade poderão ter acesso ao município. A medida foi anunciada na última sexta-feira (1) e pretende ajuda no combate da disseminação do novo coronavírus.
Para ter acesso a cidade, a prefeitura determinou que os moradores e trabalhadores apresentem comprovante de residência ou documento que comprove vínculo trabalhista da pessoa com o município.
Serão instaladas barreiras de fiscalização nas duas entradas da cidade, para controlar a entrada de pessoas na cidade. A barreiras serão sanitárias e profissionais irão medir a temperatura das pessoas e fazer avaliação do histórico de saúde.
A cidade de Alagoinhas tem oito casos confirmados da doença, sendo que cinco desses casos já são considerados curados. Das três pessoas que ainda estão contaminadas, uma pessoa está internada em Salvador e as outras duas estão em isolamento domiciliar na cidade.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou, neste sábado (2), que não sofrerá “golpe”. O chefe do Executivo também chamou o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, de Judas.
“Ninguém vai fazer nada ao arrepio da Constituição, fiquem tranquilos. Ninguém vai querer dar um golpe em cima de mim, não, podem ficar tranquilos”, disse a simpatizantes que criticavam o Supremo Tribunal Federal (STF) – que barrou o indicado de Bolsonaro, Alexandre Ramagem, à diretoria-geral da Polícia Federal.
Horas depois, em seu perfil no Twitter, o presidente citou o depoimento que o ex-juiz prestará à PF hoje, em Curitiba. “O Judas, que hoje deporá, interferiu para que não se investigasse? Nada farei que não esteja de acordo com a Constituição”, voltou a dizer.

Sob a marca de mais de 6 mil mortos por coronavírus e mais de 91 mil casos registrados no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a provocar aglomeração e a descumprir orientações das autoridades sanitárias.
Em uma viagem sem aviso em sua agenda deste sábado (2), o presidente foi com a comitiva à cidade de Cristalina (GO), onde tornou a repetir críticas aos governadores por causa do isolamento social determinado nos estados.
Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, o comboio presidencial parou em um posto de gasolina, chamado JK, onde Bolsonaro comeu pastel e tomou café.
No local, segundo mostram imagens divulgadas por um apoiador, o presidente parou para fazer fotos e abraçou simpatizantes, inclusive um idoso, colocou a mão no ombro das pessoas, entre outras coisas que contrariam as regras recomendáveis de distanciamento social.
“Estão destruindo o emprego no Brasil de forma irresponsável, até porque a curva (do vírus) não tem achatado. Vamos tomar cuidado, usar máscara”, disse Bolsonaro na ocasião.
Embora usasse proteção , o presidente contrariava as orientações ao retirá-la por diversas vezes para conversar com os simpatizantes. “Esse vírus vai pegar mesmo, não tem como fugir”, disse.
Ao ouvir a reclamação de uma pessoa sobre demissões, o presidente respondeu: “Quem decide é o governador. Se depender de mim, está funcionando”.

Caros associados da AABB / Brumado.
CARTA DE ESCLARECIMENTOS
Em consequência dos impactos gerados pela pandemia, nossa instituição adotou diversas medidas de contenção de despesas. Em paralelo tivemos uma diminuição considerável das nossas receitas – com o cancelamento de aluguéis do salão e campo, aumento da inadimplência, entre outros. As perdas nas receitas foram superiores em relação à diminuição das despesas, nossa única receita no momento e a arrecadação das mensalidades de manutenção dos associados.
A situação financeira da AABB está estável diante das medidas adotadas, porém em sobreposição de despesas e receitas, por não possuir fundo de caixa suficiente para cobrir um eventual déficit, que poderia levar ao colapso financeiro da instituição, deixando-a incapaz de arcar com suas despesas básicas de funcionamento, podendo gerar consequências drásticas para a manutenção de suas atividades.
Diante desse cenário, a Diretoria de forma técnica e responsável, visando atender os anseios dos associados sem comprometer o funcionamento e a manutenção da Instituição, decidiu manter os valores atuais das mensalidades, para evitar um colapso financeiro nesse momento, e repassar um desconto para os associados abrindo mão da política anual de reajuste das mensalidades, mantendo o valor das mesmas congelados, sem nenhum reajuste até 31/12/2021, consequentemente essa ação beneficiará os associados com um desconto superior ao que seria proposto por dois meses, e o impacto seria menor para a instituição.
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O ex-ministro Sergio Moro pretende mostrar neste sábado (2) à Polícia Federal o histórico de mensagens do WhatsApp com desavenças com o presidente Jair Bolsonaro. Entre os motivos de discordâncias, estão temas como combate à corrupção e o comando da corporação, que culminou no pedido de demissão do ex-juiz federal do Ministério da Justiça.
Segundo a revista Época, Moro começou a organizar, voluntariamente, um arquivo com áudios, conversas, links e imagens trocadas com Bolsonaro. Moro tem seu histórico gravado desde antes do ataque hacker que sofreu no ano passado.
Moro será ouvido no fim da manhã deste sábado (2) por delegados do Serviço de Inquéritos Especiais, responsáveis por investigar pessoas com foro privilegiado, caso do presidente da República. A revista aponta que isso deve acontecer na Superintendência da PF em Curitiba. Três procuradores designados pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, tambem devem acompanhar as diligências do caso.
O depoimento do ex-ministro foi determinado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello, a pedido de parlamentares, depois que Moro acusou Bolsonaro de tentar interferir politicamente na PF.