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A seccional baiana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA) aprovou na madrugada desta sexta-feira (18) a abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. A sessão terminou apenas por volta de 1h, depois que os conselheiros acataram o voto divergente de Marcos Sampaio. Segundo ele, o processo de impeachment “não existe para buscar a condeção ne ninguém, mas para afastar o acusado do poder, para afastar aquele que comete crime de responsabilidade no curso do poder”. O Conselho Federal da OAB reúne os posicionamentos das outras seccionais nesta sexta-feira (18) para deliberar, entre outros assuntos, sobre o afastamento de Dilma Rousseff. Na reunião, que começou na noite de quinta-feira (17) o conselho da OAB-BA também aprovou uma moção de desagravo e apoio ao presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, foi aprovada por maioria. Em uma das interceptações telefônicas realizadas pela Polícia Federal, com autorização do juiz Sérgio Moro, Wagner se refere a ele como o “filho da puta da OAB”.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou carta aberta na noite desta quinta-feira (17) na qual mostra confiança na Justiça, apesar de criticar a divulgação de escutas telefônicas, que ele classfica como “ilegais”. No texto, Lula afirma que ele e a família têm sido “violentados” pelo vazamento de informações pessoais.”Nesta situação extrema, em que me foram subtraídos direitos fundamentais por agentes do estado, externei minha inconformidade em conversas pessoais, que jamais teriam ultrapassado os limites da confidencialidade, se não fossem expostas publicamente por uma decisão judicial que ofende a lei e o direito”, relata. Interceptações telefônicas realizadas pela Polícia Federal, com autorização do juiz Sérgio Moro, foram divulgadas na última quarta-feira (16). Lula foi gravado em conversas com a presidente Dilma Rousseff, Jaques Wagner, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, entre outras pessoas. Apesar das reclamações, o ex-presidente declarou confiança nas instituições de Justiça, destacando que acredita na “isenção e firmeza” dos magistrados. “Os tristes e vergonhosos episódios das últimas semanas não me farão descrer da instituição do Poder Judiciário. Nem me farão perder a esperança no discernimento, no equilíbrio e no senso de proporção de ministros e ministras da Suprema Corte”, conclui o texto.
Dois irmãos foram presos em flagrante sob acusação de cometer estelionato em Brumado, no sudoeste, nesta quarta-feira (16). Adriano e Nilton Portella Barcelar, de 29 e 32 anos, foram detidos em uma agência bancária da cidade quando tentavam receber precatórios judiciais (ordem para pagamento de débitos de órgãos públicos) usando documentos falsos. O golpe envolvia cerca de R$ 130 mil. Vários documentos de diversas pessoas foram encontrados em mãos dos criminosos pela polícia. A investigação apura a quantidade de agências bancárias em que o golpe foi aplicado, além da origem dos títulos e o montante avaliado. Conforme o G1, os suspeitos são residentes em Vitória da Conquista. Os dois irmãos vão responder pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica e uso de documento falso.
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Foi realizado nesta quinta-feira (17) no Centro de Cultura de Guanambi, o I Fórum de Cultura do Sertão Produtivo com extensa programação durante todo dia. Ao todo nove municípios participaram do evento enviando seus representantes, sendo que as cidades de Brumado, Urandi, Caetité, Caculé, Ibiassucê, Iuiu, Palmas de Monte Alto e Guanambi, participaram da escolha de seus representantes na criação da Câmara Técnica de Cultura (CTC), que terá como composição três componentes da sociedade civil, três membros governamentais e dois suplentes. Após votação da plenária foram escolhidos os seis representantes que irão atuar no desenvolvimento sustentável de gestão do Sertão Produtivo junto ao governo do estado.
O dirigente de cultura do município de Brumado, Nildo Freitas, está entre os seis titulares eleitos para a primeira gestão do CTC. Estiveram marcando presença ao evento, o Secretário de Cultura de Brumado, Miguel Lima Dias, Evilásio Nascimento dos Santos (Lira Ceciliana), Cristina Lano Cruz (MinC), Vladimir Costa Pinheiro (Secult-BA), Hygor da Silva Almeida (Secult-BA), Jardiel Alarcon Santos (Secult-BA), Victor Oliveira Boa Sorte (Secretário de Cultura), Gilldete Brito Nascimento (Dirigente Cultural), comunidade, artistas e promotores culturais. Ao final aconteceu Celebração Cultural com grupos de dança de Guanambi.
A presidente Dilma Rousseff sai perdendo no primeiro dia da instalação da comissão especial do impeachment na Câmara dos Deputados. Membros do governo e da base aliada passaram cerca de duas horas reunidos e, após confusão, chegaram a um acordo sobre os nomes que irão sugerir nesta quinta-feira para assumir as funções de chefia da comissão. Como presidente, o nome indicado será Rogério Rosso (PDT-DF), aliado de Gilberto Kassab, ministro das Cidades. Já o relator sugerido será Jovair Arantes (PTB-GO). Ambos são conhecidos como aliados do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), responsável por deflagrar o processo de impeachment contra Dilma. Ontem, inclusive, Cunha se reuniu com membros do PSDB e do DEM, ocasião em que o grupo contrário ao governo decidiu sugerir Rosso e Jovair como seus candidatos à liderança do colegiado. Com o acordo do governo e da base aliada em optar pelos mesmos nomes da oposição, eles devem ser eleitos hoje. Para o líder do governo na Casa, José Guimarães (PT-CE), a decisão “visa a estabilidade do País”.
O juiz Sergio Moro, nesta última quarta-feira (16), já estaria fundamentando a decretação da prisão preventiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão do magistrado estava tomada. Lula seria preso antes de ser nomeado ministro e, em tese, ganhar a prerrogativa de foro privilegiado. Foi quando chegou ao conhecimento de Moro a informação de que a decisão da prisão de Lula já era de conhecimento do Palácio do Planalto, que, inclusive, teria tomado as providências para frustrá-la, com a publicação de um diário oficial extraordinário efetivando a nomeação do ex-presidente para o cargo de Ministro-Chefe da Casa Civil, que assim já estaria gozando das prerrogativas inerentes ao cargo, mais precisamente o foro privilegiado. Assim, Moro descobriu que estava sendo monitorado pela ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) a mando da presidente Dilma Rousseff. Diante da situação, indignado com a atuação criminosa da presidente da República, o juiz resolveu quebrar o sigilo do processo e dar publicidade, como de fato foi feito.

Em dois anos, Sérgio Moro proferiu 93 condenações, sentenças que somam 990 anos e sete meses de pena. Foto: Reprodução
A Operação Lava Jato chega nesta quinta-feira (17) a dois anos de investigações com 93 condenações e R$ 2,9 bilhões devolvidos pelos investigados. Os trabalhos começaram em 2009, quando o juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, começou a apurar as operações financeiras do doleiro Alberto Youssef. De acordo com dados recentes levantados pela força-tarefa de procuradores que atua na Lava Jato, os desvios na Petrobras envolvem cerca de R$ 6,4 bilhões em propina a ex-diretores da estatal, executivos de empreiteiras que assinaram contratos com a empresa e agentes públicos. Até o momento, foram recuperados R$ 2,9 bilhões e repatriados R$ 659 milhões, por meio de 97 pedidos de cooperação internacional. O total do ressarcimento pedido pelo Ministério Público Federal a empreiteiras e ex-diretores da Petrobras chega a R$ 21, 8 bilhões.