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Com o isolamento do presidente Jair Bolsonaro, após ir contra todas as recomendações mundias de combate ao novo coronavírus (Covid-19), a cúpula militar brasileira acompanha com preocupação a possibilidade de que o presidente fomente radicalismos que acabem por envolver as Forças Armadas.
Oficiais-generais ligaram o alerta depois que Bolsonaro, na quarta-feira (25), falou de anormalidade democrática em decorrência da crise ao defender sua posição de que quarentenas devem ser evitadas.
“Caso contrário, o que aconteceu no Chile vai ser fichinha perto do que pode acontecer no Brasil. Se é que o Brasil não possa ainda sair da normalidade democrática que vocês [imprensa] tanto defendem”, declarou, em frente ao Palácio da Alvorada.
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A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) infomou que os bancos terão horários de funcionamento diferenciados. As agências realizarão atendimento ao público pelo período mínimo das 10 horas às 14 horas, enquanto for necessário para atender às necessidades de combate à disseminação do COVID-19. Para o atendimento exclusivo para idosos, gestantes e pessoas portadoras de deficiências, o atendimento será das 9 horas às 10 horas.
A entidade recomenda a seus clientes e usuários do setor bancário que atendam às orientações das autoridades sanitárias, evitem deslocar-se para as agências bancárias e deem preferência para usar produtos e serviços dos bancos pelos canais digitais destinados à população.
Os clientes serão informados dos novos horários por meio de comunicado na própria agência. A escolha das agências atende ao perfil desses públicos, que recebem suas aposentadorias e benefícios na rede bancária.
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A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (24), uma série de medidas, entre elas a suspensão de cortes no fornecimento de energia elétrica em caso de falta de pagamento em razão da pandemia do novo coronavírus. A medida vale para distribuidoras de eletricidade de todo o país.
Entre as principais medidas aprovadas estão a permissão que as distribuidoras suspendam temporariamente o atendimento presencial ao público, como medida para preservar a saúde dos seus colaboradores e da população, em atendimento às restrições impostas por atos do poder público e a priorização nos atendimentos telefônicos das solicitações de urgência e emergência.
A agência informou ainda que as distribuidoras e concessionárias deverão priorizar os atendimentos de urgência e emergência, o restabelecimento do serviço em caso de interrupção ou de suspensão por inadimplemento, os pedidos de ligação ou aumento de carga para locais de tratamento da população e os que não necessitem de obras para efetivação.

Em uma live em seu perfil oficial no Facebook, na noite desta quinta-feira (12) o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pediu que a população repense ida às manifestações contra o Congresso. Ele havia, anteriormente, convocado os apoiadores para participarem dos atos – marcados para acontecer em vários estados do país, no próximo domingo (15).
Na transmissão, de pouco mais de 20 minutos, o presidente diz que o pedido tem relação com a pandemia do novo coronavírus, o Covid-19. “Os movimentos espontâneos e legítimos, marcados para o dia 15 de março, atendem aos interesses da nação. Precisam, no entanto, diante dos fatos recentes, ser repensados. Nossa saúde e a de nossos familiares devem ser preservadas”.
Ele disse ainda que o governo está “atendo para manter a evolução do quadro sob controle”, embora admita que a expectativa é de que o número de infectados, no Brasil, aumente nos próximos dias. “Há uma preocupação maior, por motivos óbvios, com os idosos. Há também, recomendação das autoridades sanitárias para que evitemos grandes concentrações populares”.

O governo do presidente Jair Bolsonaro decidiu antecipar para abril o pagamento de R$ 23 bilhões referentes à parcela de 50% do 13º salário aos aposentados e pensionistas do INSS.
O adiantamento faz parte de algumas das medidas anunciadas para tentar conter os danos econômicos na esteira da propagação do novo coronavírus.
Em nota, o Ministério da Economia diz que o titular da pasta, Paulo Guedes, elencou as dimensões que serão inicialmente monitoradas pelo grupo: fiscal/orçamentária, creditícia, gestão pública, tributária, setor produtivo, federativa e trabalho/previdência.
“Os cenários serão acompanhados diariamente, com avaliação das notícias e dos dados econômicos. A ideia é que o grupo detecte riscos potenciais e apresente soluções tempestivas, com medidas que mitiguem os impactos econômicos causados pela pandemia no Brasil”, afirma a pasta.

Lideranças indígenas participaram nesta terça-feira (10) de uma audiência pública promovida pela Comissão de Direitos Humanos do Senado para pedir mais diálogo e proteção à Fundação nacional do Índio (Funai). Constitucionalmente, a instituição deve proteger e promover os direitos dos povos originários do Brasil.
A líder indígena Alessandra Munduruku denunciou que a Funai está negociando com o agronegócio sem consultar os povos assistidos pela instituição. Ela também criticou o “desenvolvimento” levado pelo “homem branco” aos territórios ocupados pelos índios.
“A Funai era do índio, agora é do agronegócio. (…) O desenvolvimento para a gente é de morte. Um desenvolvimento para o índio beber água suja”, destacou.
O líder kaiapó Bepnhóti Atydiar entende que o governo de Jair Bolsonaro quer acabar com as terras indígenas, e não há qualquer fiscalização da Funai. “Hoje o governo está olhando só para aquele indígena que quer se envolver com mineração, garimpo e criação de gado”, acrescentou.
O antropólogo Cláudio Eduardo Badaró, representante da Funai, disse que a tarefa constitucional da entidade é respeitar leis e normas, além de se abrir para o novo. Ele admitiu que o futuro dos povos indígenas é incerto no Brasil, mas pode ser visto como promissor, devido à autonomia dada a eles.
“O que nos preocupa é quando nós temos um discurso açodado, desesperado e acusatório e não levamos em conta o trabalho maravilhoso que vem sendo feito por essa equipe maravilhosa que temos na Funai”, disse.

O número de casos confirmados do novo coronavírus (Covid-19) subiu para 34 no país, com nove novos pacientes infectados em relação a segunda-feira (9). O boletim foi divulgado pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (10), em Brasília. A contaminação voltou a subir após ter ficado estável de domingo para segunda.
Além dos pacientes confirmados, foram registrados 893 casos suspeitos, uma redução em relação a ontem, quando o Ministério da Saúde contabilizou 930 pessoas nessa situação. Já os pacientes com infecção descartada pelas autoridades de saúde ficaram em 780.
São Paulo segue liderando, com 19 casos. Além dos episódios no estado, foram identificados oito no Rio de Janeiro, dois na Bahia, um no Espírito Santo, um no Distrito Federal, um em Minas Gerais, um em Alagoas e um no Rio Grande do Sul.
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Ao lado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Donald Trump afirmou no sábado (7) que não faz promessas sobre o aumento de tarifas aos produtos brasileiros. Antes do jantar em Mar-a-Lago, resort do presidente americano perto de Miami, Trump fez uma aparição rápida diante de jornalistas ao lado de Bolsonaro. Elogiou o brasileiro mas não se comprometeu quando o assunto era o aumento de impostos dos produtos que chegam do Brasil.
“Ele [Bolsonaro] está fazendo um ótimo trabalho. O Brasil o ama e os EUA o amam. Nós temos uma ótima relação e sempre ajudamos o Brasil, provavelmente a relação está muito mais forte do que nunca”, afirmou Trump. Questionado por um repórter se isso significaria que os EUA não sobretaxariam mais uma vez os produtos do Brasil, o americano respondeu: “não faço nenhuma promessa.”
Bolsonaro, que não fala inglês, não estava acompanhado de um tradutor no momento. No ano passado, os Estados Unidos haviam colocado tarifas sobre o aço e o alumínio brasileiro, mas voltaram atrás em dezembro.

Grupos feministas caminharam entre o Farol da Barra em um ato pelo Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo (8). Entre as principais bandeiras do ato, o grupo protestou contra o aumento dos casos de feminicídio no país. A estimativa de público não foi divulgada pelos organizadores.
Além da capital baiana, houve manifestações na avenida Paulista, centro de São Paulo, onde coletivos feministas levaram o tema “Mulheres contra Bolsonaro”. Segundo líderes, a ênfase no nome do presidente se impôs por causa das ações contrárias a demandas históricas do movimento, como igualdade de gênero, combate à violência doméstica e descriminalização do aborto.
Mesmo sob chuva, as paulistanas também foram às ruas contra o feminicídio e contra a aprovação das reformas da previdência estadual e federal.
O ato contou com a presença de entidades ligadas a partidos, como PSOL, PSTU, PCO e PT, que portavam bandeiras e faixas com dizeres em lembrança à vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018, a favor da democracia, contra o presidente Jair Bolsonaro e em defesa das mulheres.
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A Petrobras e a estatal boliviana YPFB assinaram nesta sexta-feira (6) um acordo que vai abrir espaço para importação de gás boliviano por empresas privadas, uma das medidas previstas no programa federal batizado de Novo Mercado de Gás.
O acordo reduz de 30 milhões para 20 milhões de metros cúbicos por dia o volume máximo que a Petrobras pode trazer do país vizinho, liberando um terço da capacidade do Gasoduto Bolívia Brasil (Gasbol) a outros importadores.
Para o governo, o aumento na competição pela oferta de gás é um ponto-chave para que o país passe pelo choque de energia barata prometido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. O programa prevê também que a Petrobras saia dos segmentos de transporte e distribuição de gás.
Brasil e Bolívia negociavam a extensão do contrato de compra e venda de gás natural, que entrou em vigor em 1999 e venceu em 2019 sem que a Petrobras utilizasse todo o volume de gás contratado. O acordo assinado nesta sexta prevê que esse volume seja entregue em até seis anos.
De acordo com a diretora de Refino e Gás da estatal, Anelise Lara, o prazo vai depender do ritmo de retirada do gás. O novo contrato prevê um mínimo de 14 milhões de metros cúbicos por dia e um teto de 20 milhões de metros cúbicos por dia.
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