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A esposa do ex-ministro da Justiça Sergio Moro, a advogada Rosângela Moro, afirmou que a saída do marido do governo era a “única decisão aceitável” do ponto de vista ético.
“Dias de reflexão…. Eu lamento que, em meio a uma gigante pandemia, o foco tenha sido desvirtuado, porque acredito que a vida precisa estar acima de tudo. Sou cidadã e, ao mesmo tempo, esposa de uma pessoa que lutou fortemente contra a corrupção sob a máxima: a lei é para todos, em defesa do estado de direito”, escreveu em seu perfil no Instagram.
“A Lava Jato é uma conquista da sociedade brasileira. Também somos uma família que sempre, com muita fé em Deus, defendeu valores de ética e verdade. Nunca ofendi qualquer autoridade do país, mesmo quando discordava. Nunca insultei ou ofendi qualquer condenado quando meu marido era juiz. Atos têm consequências e cada um responde pelos seus”, afirmou.
Rosângela disse ainda: “Viveremos tempos difíceis, certamente, com a propagação de ofensas e inverdades, sejam por parte de robôs ou de pessoas que discordam dos nossos valores. Mas sigo confiante de que fazer a coisa certa é sempre o caminho necessário. Eu não poderia esperar outra atitude do meu marido; deixar o governo era a única eticamente aceitável”, ressaltou.
Na mensagem, ela agradeceu pelo apoio ao marido. “Eu agradeço a todos os amigos reais e virtuais pelas mensagens de apoio e solidariedade, além das flores, dos mimos, e das orações. Família e amigos são nossas fortalezas. Usem máscaras e se protejam. Não podemos sair iguais dessa pandemia. Precisamos nos transformar em pessoas melhores. E eu espero o bem de todos os brasileiros. Nós aqui, ficaremos bem. Um fraterno abraço”, concluiu.

A gota d’água que fez “transbordar o copo” do ex-ministro Sergio Moro teria sido um pedido de Jair Bolsonaro para segurar uma investigação que envolveria o vereador Carlos Bolsonaro. O presidente teria pedido que Moro e a Polícia Federal desse um jeito de paralisar o inquérito sobre ataques virtuais a autoridades e propagação de fake news.
Na manhã desta sexta-feira (24), Moro anunciou sua saída do Ministério da Justiça. Em pronunciamento, disse que o presidente tentava interferir no comando da Polícia Federal por motivações políticas.
De acordo com a Veja, recentemente chegou a Bolsonaro a informação de que um inquérito tocado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, encontrou indícios do envolvimento de Carlos. Seria ele, o “filho Zero Dois”, o criador do “Gabinete do Ódio”, grupo que promove campanhas virtuais contra adversários do presidente. Os investigadores teriam descoberto também elementos que as iniciativas são financiadas por empresários ligados a Bolsonaro.
Diante disso, o presidente tentava receber informações do diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, e pressionava o ex-ministro a interferir no caso. Moro disse ainda que Bolsonaro queri, então, colocar uma pessoa de confiança na PF, para ter acesso a informações e relatórios da inteligência sobre investigações em andamento. Valeixo foi exonerado também nesta sexta.

Em pronunciamento pouco após pedir demissão do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o agora ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, afirmou reconhecer a autonomia que a Polícia Federal (PF) teve na gestões do PT.
“Foi garantida a autonomia da Polícia Federal durante esses trabalhos de investigação, é certo que o governo na época tinha inúmeros defeitos, aqueles crimes gigantescos de corrupção”, afirmou. “Mas foi fundamental a manutenção da autonomia da PF para que se pudesse realizar esse trabalho”, completou.
Numa fala de cerca de 40 minutos, Moro destacou também a importância da operação Lava Jato durante o período. “Antes de assumir o cargo, fui juiz federal por 22 anos, tive diversos casos criminais relevantes e, desde 2012, tivemos a operação Lava Jato que mudou o patamar de combate à corrupção no país. Lógico que tem muito a ser feito, mas o cenário foi modificado”, disse o ex-juiz.
Moro também criticou a “insistência” de para a troca do comando da Polícia Federal, sem apresentar causas que fossem aceitáveis. Disse ainda que Bolsonaro queria ter acesso a informações e relatórios confidenciais de inteligência da PF. “Não tenho condições de persistir aqui, sem condições de trabalho.” E disse que “sempre estará à disposição do país”.
“Não são aceitáveis indicações políticas.” Moro falou em “violação de uma promessa que me foi feita inicialmente de que eu teria uma carta branca”. “Haveria abalo na credibilidade do governo com a lei.”

A relação de Sergio Moro (Justiça) e Jair Bolsonaro já terminou desde o ano passado, e é zero a confiança entre os dois, avaliam integrantes da cúpula da Polícia Federal, informa a coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo. Segundo a publicação, por defenderem posições antagônicas sobre o isolamento social, eles se afastaram ainda mais na crise do novo coronavírus.
Desde então, diretores passaram a falar que o presidente daria um jeito de aproveitar o momento para forçar a saída do ministro. A demissão de Luiz Henrique Mandetta fez escalar a percepção.
De acordo com a coluna, a queda de Mandetta foi tratada na cúpula da PF como simbólica, já que o ex-ministro tinha 70% de aprovação, segundo a última pesquisa Datafolha. Conforme relatos, os diretores passaram a tratar o caso como o precedente perfeito: o presidente conseguira demitir um auxiliar popular sem grandes consequências políticas.
Bolsonaro deu como definitiva a decisão em conversa com Moro no Planalto na manhã de quinta (23). Maurício Valeixo, diretor-geral da PF foi avisado e, em seguida, entrou em reunião com superintendentes. No encontro virtual, ele falou, nas entrelinhas, sobre o assunto.

Eleito pelo Partido da Social Democracia Brasileira nas eleições de 2016, o vereador Dudu Vasconcelos, o qual é filho do prefeito de Brumado, engenheiro Eduardo Vasconcelos, pediu afastamento do cargo em 2018, devido ao fato de ter que passar por um tratamento químico em São Paulo.
O prazo foi prorrogado e devido a isso, o suplente pela legenda, Girson Ledo, atualmente no PP, assumiu o cargo em decisão judicial de 1ª estância, a qual foi reforma pelo Tribunal de Justiça da Bahia, cumprindo o prazo de 120 dias dado pela Constituição Federal.
Alegando um lapso temporal de afastamento de sua titularidade na vereança, Dudu Vasconcelos, que se fez presente à sessão desta quarta-feira (22), oficiou a presidência do Legislativo comunicando a sua decisão de reassumir o cargo, já que ele alega ter o direito legal nesse sentido, já que o motivo de seu afastamento foi um tratamento de saúde.
Diante disso, o presidente do Poder Legislativo, vereador Leonardo Vasconcelos, leu o ofício na sessão, dando conhecimento público do fato e declarou que a questão vai ser analisada pela assessoria jurídica da Câmara, a qual dará o parecer nos próximos dias.

Em decorrência da vigência do estado de emergência na saúde pública municipal devido à crise provocada pela Covid-19, a Câmara de Vereadores de Brumado publicou na segunda-feira (20) uma nova portaria, prorrogando a suspensão das atividades administrativas até o dia 03 de maio.
As sessões ordinárias do mês de abril continuarão sendo realizadas conforme cronograma divulgado, sem a presença da população, sendo observadas todas as medidas sanitárias para proteção de todos.

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou hoje (16), em votação simbólica, o projeto de Lei (PL) 873/202 que amplia a lista de categorias a serem beneficiadas com o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 reais.
A proposta, que já havia sido aprovado no Senado, inclui, entre outras categorias, catadores de material reciclável, seringueiros, taxistas, mototaxistas, motoristas de aplicativos, manicures, diaristas e pescadores artesanais entre os que poderão solicitar o benefício.
O projeto, de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), permite também que mães adolescentes, mesmo com menos de 18 anos, recebam o benefício e que a pessoa provedora de família monoparental receba duas cotas do auxílio emergencial, independentemente do sexo, dentre outras mudanças.
Pela proposta poderão ter acesso ao benefício as famílias com renda familiar mensal per capita de meio salário mínimo ou total de três salários mínimos brutos (R$ 3.135).
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O clima foi de despedida no Ministério da Saúde na noite de terça-feira (14). Chefe da pasta, Luiz Henrique Mandetta avisou aos integrantes de sua equipe que deverá ser demitido ainda esta semana pelo presidente Jair Bolsonaro.
De acordo com interlocutores ouvidos pela coluna Painel, da Folha de S.Paulo, Bolsonaro combinou com Mandetta para que ele espere até que substituto seja escolhido e ocorra de fato a exoneração.
Alguns membros da equipe sugeriram que o ministro pedisse demissão imediatamente, mas a ideia foi rejeitada por ele. As informações foram passadas para os integrantes o Ministério da Saúde após entrevista coletiva da qual Mandetta participou no Palácio do Planalto.
Antes, ele esteve presente na reunião do conselho, com Bolsonaro e os demais ministros. O chefe da pasta teria ficado em silêncio durante todo o encontro. Desde que a guerra fria envolvendo os dois teve início, o presidente já ameaçou algumas vezes demitir o ministro, mas até agora não concretizou o plano.
O desentendimento entre eles ocorre por falta de acordo na condução das ações adotada no combate a pandemia do novo coronavírus (Covid-19).
Bolsonaro havia sido pressionado pela ala militar a manter Mandetta no cargo, mas o ministro perdeu este apoio na noite de domingo (13), quando concedeu entrevista para o Fantástico, da TV Globo. A cúpula fardada avaliou o tom adotado pelo ministro como provocação desnecessária.

Os partidos políticos devem atualizar a lista de filiados no Sistema de Filiação Partidária (Filia), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), até esta quarta-feira (15). O prazo está fixado na Portaria TSE nº 131, de fevereiro de 2020.
As listas devem conter data de filiação, número do título do eleitor e nome do filiado. Se a relação não for atualizada até o prazo, a filiação contante da última relação enviada à Justiça Eleitoral ficará inalterada.
De acordo com o cronograma do Tribunal, entre os dias 16 e 22 de abril será executado o procedimento de identificação das duplicidades de filiação. Já a divulgação das duplicidades deverá ocorrer nos dias 24.
O TSE possui 33 partidos políticos registrados. O envio da lista de filiados está prevista na Lei nº 9.096/1995, a Lei dos Partidos Políticos.

O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Geraldo Júnior (MDB), antecipou o pagamento da primeira parcela do 13 º salário dos servidores da Câmara Municipal de Salvador. Usualmente, este pagamento é realizado em Junho. Entretanto, neste ano o pagamento será realizado ate dia Quatorze de abril.
“Vivemos um momento de extrema incerteza. Devido a essa pandemia, os rumos da trajetória de todos, em 2020, sofreram uma grande guinada. As consequências econômicas desta pandemia ainda são imprevisíveis. Sendo assim, nosso objetivo com essa determinação é injetar recursos financeiros em nossa economia, a fim de fazer o dinheiro circular e possibilitar o cumprimento de obrigações pecuniárias por parte de nossos servidores”, afirmou o presidente do Legislativo local.
Ele aproveitou para desejar uma boa Páscoa a todos. “A Páscoa é a ressurreição de Jesus Cristo, que busca sempre o bem e amor para a humanidade. E Páscoa também é renovação. Vamos fazer a nossa parte, ficando em casa. e sairemos mais forte deste momento de provação”, afirmou Geraldo Júnior.