MENU
O total de recursos utilizados na campanha eleitoral no primeiro turno somam R$ 2,82 bilhões. Deste total R$ 2,06 bilhões (73%) saíram dos cofres públicos, dos fundos partidário e eleitoral. O dinheiro privado, sejam de doações ou recursos dos próprios políticos, ficou em R$ 764 milhões, de acordo com a Folha de S. Paulo. A receita gasta nas eleições para a campanha ainda vai aumentar, em decorrência da disputa em segundo turno pela presidência da República e pelo governo de 13 estados e do Distrito Federal. Na atual disputa, o financiamento das campanhas vem de três fontes: 1) R$ 2,7 bilhões dos cofres públicos, de fundo eleitoral e fundo partidário, divididos entre os candidatos a critério de cada legenda; 2) doações de pessoas físicas, que somaram até o momento R$ 407 milhões; e 3) dinheiro dos próprios políticos, que desembolsaram até agora R$ 357 milhões.
Começa a valer neste sábado (13) a regra que impede que candidatos no segundo turno da eleição sejam presos, a não ser em caso de flagrante delito. A lei consta no Código Eleitoral e protege os concorrentes nos 15 dias que antecedem a disputa nas urnas. O segundo turno da eleição acontece no próximo dia 28 de outubro. Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) concorrem pela Presidência da República. Em 13 estados e no Distrito Federal também vai haver disputa entre candidatos ao governo.
A campanha de Fernando Haddad (PT) vai explorar contradições de propostas apresentadas por Jair Bolsonaro (PSL), ao destacar posições históricas dele em relação a temas como assistência social e salário mínimo. Segundo a coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, a ideia da propaganda que Haddad levará ao ar no horário eleitoral deste sábado (13) é passar a mensagem de que Bolsonaro mente ao eleitor. Um aliado do petista diz que a publicidade vai indagar como Bolsonaro pode, hoje, defender ampliação do Bolsa Família se, por anos, foi um crítico severo do programa. Ainda de acordo com a publicação, será explorada a posição do deputado sobre a política de reajuste do salário mínimo, assim como votações em que ele teria se posicionado do “lado contrário ao do trabalhador”.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou nesta quinta-feira (11) uma página na internet para desmentir notícias falsas sobre a eleição que circulam nas redes sociais. A ferramenta já apresenta exemplos de informações que foram negadas pela imprensa e pelo órgão. “Diante das inúmeras afirmações que tentam macular a higidez do processo eleitoral nacional, nessa página o TSE apresenta links para esclarecimentos oriundos de agências de checagem de conteúdo”, explica o TSE. Segundo o Tribunal, todos os relatos de possíveis irregularidades são encaminhados para órgãos de investigação, especialmente o Ministério Público Eleitoral e Polícia Federal. Até o presente momento, nenhuma ocorrência de violação à segurança do processo de votação ou de apuração realizado durante as eleições 2018 foi confirmada ou comprovada.
Ao eleger Dayane Pimentel (PSL) deputada federal, o PSL na Bahia parece ter cumprido seus objetivos por enquanto. Mesmo com a votação expressiva da presidente estadual ao Congresso Nacional, a quarta mais votada entre todos os 473 candidatos, o partido de Jair Bolsonaro (PSL) no estado ainda não tem planos para disputar as eleições municipais em 2022. “Meu foco agora é trabalhar no meu mandato. Esses projetos ficaram para depois”, anunciou a presidente. Natural de Feira de Santana, Dayane Pimentel fortaleceu o partido na região que se tornou aposta para apresentar um candidato a prefeitura do município em 2022.
O candidato do PDT à Presidência da República e terceiro lugar no primeiro turno da disputa pelo Palácio do Planalto, Ciro Gomes, deve viajar nesta quinta-feira (11) para a Europa. O fato preocupou a campanha de Fernando Haddad (PT), que tinha esperança de contar com o pedetista na equipe. Para o petista, essa seria uma forma de construir uma frente em defesa dos valores democráticos, em contraponto a Jair Bolsonaro (PSL). De acordo com o jornal Valor Econômico, o sumiço de Ciro do segundo turno foi interpretado por Haddad como sinal de que ele não quer participar de um movimento mais amplo contra o capitão reformado do Exército. A assessoria do ex-candidato afirmou que ele iria “tirar uns dias para descansar e cuidar da saúde”. No entanto, aliados do petista afirmaram que ele não queria ter a imagem associada à do PT em um momento tão polarizado da eleição. Nesta quarta (10), o PDT anunciou um “apoio crítico” a Haddad e o presidente da sigla, Carlos Lupi, sinalizou que Ciro não iria subir no palanque do candidato do PT.
O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, tem 74,5% dos votos válidos no Distrito Federal, segundo pesquisa feita pelo Instituto Paraná, divulgada nesta quinta-feira (11). Fernando Haddad (PT) aparece com 25,5%. Na capital federal, haverá segundo turno na eleição distrital entre os candidatos Ibaneis (MDB) e Rodrigo Rollemberg (PSB). Os votos válidos descartam brancos e nulos, e é dessa forma que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contabiliza para declarar os vencedores de uma eleição. Nos votos totais, que incluem os dois, Bolsonaro lidera no DF, com 62,9%, enquanto Haddad (PT) tem apenas 21,6%. O Instituto Paraná ouviu 1.540 eleitores, entre os dias 8 e 10 de outubro, no Distrito Federal e em 31 regiões administrativas. A pesquisa tem intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no TSE sob o nº BR-06352/2018.
O prefeito ACM Neto (DEM) criticou a campanha do PT no segundo turno, que tenta afastar o candidato Fernando Haddad (PT) da imagem do ex-prefeito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante coletiva em que anunciou apoio ao candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) nesta terça-feira (10), o presidente nacional do DEM criticou a campanha petista que “até a última hora trabalhou vendendo o nome de Lula”. “Haddad esteve em Curitiba várias vezes, inclusive era o vice de Lula. Mesmo que eles tentem, a essa altura do campeonato não vai dar certo. É impossível [descolar as imagens]”, disse. Neto também atacou a distribuição de santinhos com a imagem de Lula ainda candidato à presidência, que, segundo o prefeito, foram distribuídos principalmente em municípios no interior do estado. Nesta semana, o comitê eleitoral da chapa petista reduziu a aparição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a cor vermelha no novo material de campanha de Haddad.
O candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, lidera a primeira pesquisa de intenção de votos do Datafolha após o primeiro turno. No levantamento divulgado na noite desta quarta-feira (10), ele aparece com 58% dos votos válidos, contra 42% do seu concorrente, Fernando Haddad (PT). O Datafolha ouviu 3.235 pessoas em 227 municípios nesta quarta. A margem de erro do levantamento, contratado pela Folha e pela TV Globo, é de dois pontos para mais ou para menos. A pesquisa foi protocolada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00214/2018.
O total de eleitores cujo os candidatos escolhidos não foram para o segundo turno representam 33,48% dos votos válidos do dia 7 de outubro. Esses eleitores terão que escolher no dia 28 deste mês entre aqueles candidatos que não eram os seus preferidos. Quanto aos candidatos, eles terão que conquistar e convencer esses eleitores. Esses eleitores podem ainda contribuir para o índice de abstenções. Historicamente esse número aumenta em segundos turnos, segundo a Folha de S. Paulo. A eleição em dois turnos contribui, ainda, para que os mais votados também façam as suas composições com os não eleitos, em busca de um maior fortalecimento para a nova disputa e uma futura gestão. Aqueles eleitores com inscrição regular e que por alguma razão não votaram no primeiro turno poderão participar do segundo turno do pleito, pois são eleições independentes.