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Na saída do Congresso Nacional nesta terça-feira (06), o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) confirmou que Magno Malta (PR) participará do seu governo. De acordo com o Antagonista, o capitão reformado disse a jornalistas que não poderia dar o nome de novos ministros, mas acrescentou que não poderia “prescindir” da atuação de Malta no futuro. Cotado para a vice de Bolsonaro, Magno Malta preferiu ser candidato reeleição ao Senado pelo Espírito Santo. O progressista que é braço direito do presidente eleito acabou perdendo a eleição e se tornando um “camelo” na sala de Bolsonaro. O apelido foi dado pelo vice-presidente eleito General Mourão (PRTB). Uma das possíveis acomodações para Malta, ventilada por aliados de Bolsonaro, seria o “Ministério da Família”. Uma pasta que agruparia os Ministérios de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos.

O decreto com a nomeação do deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS) como ministro extraordinário foi publicado nesta segunda-feira, 5, no Diário Oficial da União. Foto: Divulgação
O decreto com a nomeação do deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS) como ministro extraordinário foi publicado nesta segunda-feira (05), no Diário Oficial da União, seção 2, página 1. Ele exercerá a função de coordenador da equipe de transição, por parte do presidente eleito Jair Bolsonaro. Confirmado para assumir a Casa Civil no governo Bolsonaro, Onyx passou os últimos dias em Brasília, preparando a chegada do presidente eleito, que desembarcará nesta terça, 6, na cidade, onde fica até a próxima quinta, 8. Na transição, que funcionará no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), próximo ao Palácio do Planalto e à Esplanada dos Ministérios, representantes do atual governo do presidente Michel Temer e da equipe de Bolsonaro se reunirão. De acordo com relatos de assessores próximos ao presidente eleito, sua equipe pretende trabalhar em três etapas: a primeira para análise da situação, em seguida avaliação sobre como reduzir gastos e pessoal e a última, definição de metas e dados. Para o governo eleito, foram confirmados os nomes de Onyx para Casa Civil, do juiz Sergio Moro para a Justiça, do general da reserva Augusto Heleno para a Defesa, do economista Paulo Guedes para o superministério da Economia e do astronauta Marcos Pontes para a Ciência e Tecnologia.
O governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), e o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL) vão viajar para Israel com o objetivo de conhecer um modelo de drone equipado com uma arma. De acordo com a colunista Berenice Seara, do jornal Extra, o equipamento é usado pelas forças israelenses em ações na fronteira com territórios palestinos e pode ser introduzido em operações de segurança no Rio. Na última quarta-feira (31), os dois se encontraram pela primeira vez após as eleições. Na ocasião, Witzel recebeu apoio de Bolsonaro à proposta de incentivar o “abate” de pessoas que portem armas como fuzis. Durante a visita a Israel, os dois querem ainda, segundo a publicação, obter informações sobre um equipamento de leitura facial para instalação nos transportes públicos do estado. A tecnologia também deve ser utilizada no metrô de Salvador, anunciou nesta quinta o governador reeleito Rui Costa (PT). O petista visitará o país do Oriente Médio para conhecer o sistema.
O governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), voltou a defender que policiais matem quem portar fuzis no estado. Ele afirmou em entrevista ao Estadão que a medida vai provocar uma redução no número de criminosos armados em circulação. “O correto é matar o bandido que está de fuzil. A polícia vai fazer o correto: vai mirar na cabecinha e… fogo! Para não ter erro”, declarou Witzel. Para ele, o policial que matar um criminoso portando fuzil não deve ser responsabilizado “em hipótese alguma”. Witzel afirmou também que os policiais devem estar mais preparados para não se repetirem casos de pessoas que foram mortas com um guarda-chuva ou uma furadeira na mão. “Se fizer um curso de ‘sniper’, vai estar preparado para identificar quem está de guarda-chuva”, disse Witzel.
O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) confirmou a indicação do juiz Sergio Moro para assumir o superministério da Justiça e Segurança Pública. O anúncio foi feito por ele em postagem no Twitter, na manhã desta quinta-feira (1º). “Sua agenda anti-corrupção, anti-crime organizado, bem como respeito à Constituição e às leis será o nosso norte!”, disse Bolsonaro na rede social. Moro aceitou o convite após reunião com Bolsonaro, na casa do presidente eleito, nesta manhã, no Rio de Janeiro. O juiz responsável pela Operação Lava Jato vai coordenar órgãos de combate à corrupção, que estão atualmente em outras pastas, como a Polícia Federal e o Coaf, que estão envolvidas nessa operação. Em nota, Moro justificou que aceitou o convite por causa da perspectiva de implementar uma agenda anticorrupção e anticrime organizado, com respeito a Constituição, a lei e aos direitos. “Fiz com certo pesar, pois terei que abandonar 22 anos de magistratura. No entanto, a perspectiva de implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado, com respeito à Constituição, às lei e aos direitos, levaram-me a tomar esta decisão. Na prática, significa consolidar os avanços contra o crime e a corrupção dos últimos anos e afastar riscos de retrocessos por um bem maior”, disse.
Um vereador de Itamaraju, no extremo sul baiano, foi afastado do cargo pela Justiça. A decisão, tomada pelo juiz Rodrigo Quadros de Carvalho, foi publicada nesta terça-feira (30). O magistrado acolheu denúncia do Ministério Público do Estado (MP-BA) que acusa Francisco Carlos Brabosa Silva, o “Chico do Hotel”, como o edil é conhecido, de falsificar documento público com objetivo de “dilapidar o patrimônio público em proveito próprio”. Conforme o MP-BA, o fato ocorreu quando o vereador era presidente da Câmara de Vereadores da cidade, em 2016. Conforme a decisão, o suplente de Francisco Carlos deve assumir a vaga imediatamente. Não há previsão de retorno do vereador afastado. A decisão saiu no Diário da Justiça desta terça.

Presidente eleito chegou a sinalizar durante a campanha que poderia mudar de ideia. Foto: Divulgação
Depois de sinalizar durante a campanha que poderia mudar de ideia, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) manteve a fusão de ministérios proposta. O anúncio foi feito após reunião com integrantes de sua equipe. A pasta da Economia vai reunir os atuais ministérios da Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio. Também haverá junção de Agricultura e Meio Ambiente. Ao final da reunião, o vice-presidente eleito Hamilton Mourão (PRTB) informou que já estão definidos seis ministérios: Economia, Casa Civil, Defesa, Relações Exteriores, Saúde e Trabalho. Foram confirmados, até então, três ministros: Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Paulo Guedes (Economia) e o general Augusto Heleno (Defesa). Além disso, Bolsonaro já disse que restava apenas um “pequeno detalhe” para acertar com o astronauta Marcos Pontes para Ciência e Tecnologia. Com informações do UOL.
O presidente da Câmara Municipal de Brumado, o vereador Leonardo Quinteiro Vasconcelos (PDT), requereu no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), a suspensão da liminar proferida pela juíza Adriana Pastorele Silva Quirino Couto, em favor de Girson Ledo Silva (Sem Partido), na qual assegurou a posse do suplente ao cargo legislativo em decorrência da licença para tratamento de saúde pelo prazo de 120 dias concedida ao vereador Eduardo Cunha Vasconcelos (PSDB) “Dudu”. De acordo com a decisão do presidente do TJ-BA, desembargador Gesivaldo Nascimento Britto, foi concedida a suspensão dos efeitos da liminar concedida nos autos do Mandado de Segurança em favor de Girson Ledo, retornando assim ao mandato o vereador Eduardo Cunha Vasconcelos (PSDB). Na decisão o magistrado assegurou a garantia do mandato do edil com base no Regimento Interno do Poder Legislativo, bem como da Lei Orgânica Municipal. “Desse modo, a ordem emanada pelo julgador de convocação do suplente a qual revela indevida interferência do Judiciário em matéria administrativa e interna da Câmara Municipal de Brumado, violando os princípios da separação, harmonia e independência dos Poderes e, por conseguinte, a ordem Pública”, sentenciou.
O futuro ministro da Casa Civil, o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), afirmou que o governo deve encaminhar uma nova proposta de reforma da previdência em 2019. Em entrevista concedida nesta segunda-feira (29), ele criticou o projeto encaminhado ao Congresso Nacional pelo governo de Michel Temer. “A tendência é nessa direção para fazer bem feito e não fazer um remendo”, respondeu o deputado federal ao ser questionado sobre o envio de um novo projeto de reforma. Onyx disse ainda que a proposta do governo Temer “não duraria cinco anos”. “Quanto à questão da Reforma da Previdência, eu defendo, mas, aí é uma questão de uma leitura que tenho e que ainda está em processamento, eu defendo que se faça de uma única vez, lá quando ele já for o presidente e algo proposto para que dure 30 anos”, criticou o futuro ministro.
O candidato derrotado na disputa pela Presidência no segundo turno, Fernando Haddad (PT), disse que não cumprimentou ainda no domingo (28) o vencedor na disputa, Jair Bolsonaro (PSL), por ainda estar “muito sentido”. Em entrevista à TV Globo, ele comentou que estava “sentido” com uma “fake news”. “Ontem teve um último ataque muito forte de fake news, via Whatsapp, e ontem foi o mais baixo dos ataques, inclusive esclarecido pela imprensa, acusando de eu abusar de uma menina de 11 anos. Uma coisa muito grotesca. Eu fui alvo desses ataques quase a campanha inteira. Não esperava que ontem haveria um último disparo de mensagens contra mim”, afirmou. Haddad parabenizou Bolsonaro pela vitória na eleição por meio do Twitter, na manhã desta segunda. Ele disse que já voltou a dar aulas e só deve falar sobre seus próximos passos na vida política a partir da próxima semana. “Um professor não foge à luta, depende do que a história me reservar”, comentou.